Uma flor para S.M.C.(03.01.1969-31-03-2011)

QUANDO VOLTARES A TI – de Carlos Morandi
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Quando voltares de ti, não procures qualquer coisa que houveste deixado
ao partir. Pois, o que ficou por tua vontade, ou por teu descuido, não mais
a ti pertence; a não ser como cordas poídas, ilusões…
Quanto voltares de ti, não procures teu lugar de antes, o mesmo que deixaste nos varais da noite por teu descaso ou por tuas decepções; não mais a ti pertence, a não ser como telhas de água, frustrações…
Quando voltares de ti, não procures pelas vozes de sentimentos tardios. Pois, o que ficou por tua vontade, ou pelo que não te deram, não mais a ti pertence; a não ser como teimosias, provocações…
Quando voltares de ti, não procures por qualquer pensamento cansado. Pois, o que ficou ao partires, pelo que não lembraste, ou pelo que te obrigaram esquecer, não mais a ti pertence; a não ser como energias vadias, encenações…
Portanto, vai… Vai encontrar contigo! Vai nadar nos oceanos profundos do teu próprio coração…. Vai planar nos céus infinitos do teu próprio Ser… Vai lamber a lágrima doce no altar do teu sorriso mais iluminado e contemplar nas estrelas do teu peito os relâmpagos suaves da felicidade do universo… Vai aprender o quanto és importante para o mundo… Vai ouvir a Verdade te dizer o quanto se espera de ti como ser humano e como esperança do próprio Criador.
Depois, volta! E quanto voltares a ti, volta apenas a ti. Depois, abre tuas janelas e escolhe a brisa mais transparente, a água mais cintilante, o trigo mais simples, a relva mais branca, e caminha. E quando caminhares, lembra-te: agora não mais caminhas pelas tuas infindas procuras, mas sim, pelo infinito da tua chegada.
Foste tão longe e voltaste. E nunca saíste de ti…

(gentilmente cedido.
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