Veja em silêncio. Fantástico!!!Atenção ao Final.

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SHE – Andrew Clímaco

Ela tem medo do amor
Ela tem ainda mais medo do que a ama
Ela não brinca com coisas sérias, ex.: a vida
Ela se emociona lendo poesia e tem um sorriso adocicado quando chora
Ela queria mudar o mundo
Queria que as coisas fossem mais simples
Que os riscos não fossem riscos e sim segurança
Ela não quer ser machucada e não quer machucar
Ela tem medo de que o futuro não dure para sempre
Então vive do presente e nele se faz ausente
Ela acha que o medo que sente é loucura
(Tem medo que seus medos sejam vistos como loucura)
Contudo não entende que aqui fora todos já enlouquecemos faz tempo
De tanto ter medo
De tanto ter medo de ter medo
E olhar para a vida como se fosse uma folha a esperar pelo outono
Esse outono que chega cada vez mais cedo
E ela continua estática naquele mesmo banco de bar
Feito estátua de sal que olha pra mim enquanto olho para trás
Naquele breve momento
Onde ela deixou de ser imaginação morta
Para se tornar humana:
Apenas um momento.

sugiro uma visita ao seu blogue:
http://cronicadeumamorlouco.wordpress.com

TU VENS – Marcos Loures

As metas que eu pensara já cumpridas,
Há tanto se perderam no caminho
E quando do final eu me avizinho,
Encontro novamente tais feridas.

E sei que na verdade até duvidas,
Porém no roseiral em todo espinho
O fim se aproximando e mais sozinho,
As esperanças vão adormecidas.

O canto em desatino, o verso inútil,
O mundo sem proveito, o canto fútil,
Na incoerência própria de quem sonha,

Do amor sequer um rastro, qualquer lume,
E quando no final eu me acostume,
Tu vens tão delicada quão risonha…

gentilmente cedido
Sugiro visite seu blogue:
http://valmarloumann.blogspot.com

Anne Sexton

Anne Sexton

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Anne Sexton (Newton, 9 de novembro de 1928 — Weston, 4 de outubro de 1974) foi uma escritora estadunidense conhecida por sua poesia confessional bastante pessoal. Ela venceu o Prêmio Pulitzer de poesia em 1967. Os temas de seus poemas incluem sua longa batalha contra a depressão, suas tendências suicidas e vários detalhes íntimos de sua vida privada, incluindo seu relacionamento com familiares. Após de várias tentativas, ela acabou tirando a própria vida em 1974.

Índice
[esconder] 1 Biografia 1.1 Poesia
1.2 Temas da obra
1.3 Morte

2 Bibliografia 2.1 Poesia e prosa

3 Referências
4 Ligações externas

[editar] Biografia

Anne Sexton nasceu como Anne Gray Harvey. Ela era a filha caçula do empresário Ralph Harvey e de Mary Gray Staples. Passou a maior parte de sua infância em Boston. Em 1945, ela foi matriculada no internato Rogers Hall, em Lowell, Massachusetts, estudando, mais tarde, por um ano em Garland Junior College. Durante certo tempo, Sexton trabalhou como modelo para a agência Hart de Boston. No dia 16 de agosto de 1948, aos dezenove anos, ela se casou com Alfred Sexton, e eles permaneceram juntos até 1973, um ano antes de sua morte.

[editar] Poesia

Ao longo de sua vida, Sexton sofreu de severos transtornos mentais. Seu primeiro episódio maníaco ocorreu em 1954. Depois de um segundo colapso em 1955, ela conheceu o médico Martin Theodore Orne, que se tornou seu terapeuta de longa-data no Hospital Glenside. Foi Orne quem a encorajou a escrever poesia[1]. A primeira workshop de poesia a que ela compareceu foi ministrada por John Holmes. Ela sentira grande trepidação no momento de se registrar para a aula e, por isso, pediu a um amigo que fizesse o telefonema e que a acompanhasse na primeira sessão. Graças às experiências com tal workshop, Sexton teve rápido sucesso com sua poesia, e seus poemas foram aceitos pelas revistas The New Yorker, Harper’s e Saturday Review. Mais tarde, ela foi aluna de Robert Lowell na Universidade de Boston, juntamente com outros poetas distintos como Sylvia Plath e George Starbuck[2].

A vida poética de Sexton foi encorajada mais ainda por seu mentor e amigo W. D. Snodgrass, o qual ela conheceu durante uma conferência de escritores em 1957. Um dos poemas dele, Heart’s Needle, serviu de inspiração para um dos temas de Sexton: a sua separação de sua filha de três anos de idade. Ela leu o poema citado pela primeira vez na época em que sua filha estava morando com sua sogra. Foi então que ela escreveu The Double Image, um poema que explora o relacionamento multi-generacional entre mãe e filha.

Enquanto trabalhava com John Holmes, Sexton conheceu Maxine Kumin. Elas se tornaram grandes amigas e assim permaneceram pelo resto da vida de Sexton. Além disso, Kumin e Sexton criticavam rigorosamente o trabalho de uma da outra e escreveram, juntas, quatro livros infantis. Pelo final da década de 1960, a doença mental de Anne Sexton começou a afetar sua carreira, embora ela continuasse escrevendo e publicando seu trabalho. Ela também colaborou com músicos, formando um grupo de jazz chamado Her Kind, que adicionava música à sua poesia. Sua peça teatral Mercy Street foi produzida em 1969, após anos de revisão, e inspirou uma canção homônima de Peter Gabriel.

[editar] Temas da obra

Além de seus temas padrões como depressão, isolamento, suicídio, morte e desespero, Anne Sexton escreve também sobre questões específicas das mulheres, como menstruação, aborto e, mais largamente, masturbação e adultério. À época, tais matérias não eram comumente usadas nos discurso poético.

[editar] Morte

Túmulo de Anne Sexton
Em 4 de outubro de 1974, Anne Sexton teve um almoço ao lado de sua amiga Maxine Kumin, para revisar o seu manuscrito de The Awful Rowing Toward God, que seria publicado em março de 1975. Ao retornar para casa, ela vestiu o velho casaco de peles de sua mãe e se trancou em sua garagem, deixando o motor de seu carro ligado e cometendo suicídio por intoxicação por monóxido de carbono.

Um ano antes de sua morte, ela disse em uma entrevista que ela escreveu os primeiros rascunhos de The Awful Rowing Toward God em vinte dias, com “dois dias fora por desespero e três dias fora em um hospital psiquiátrico”. Ela está enterrada no Cemitério Forest Hills, em Jamaica Plain, Boston.

[editar] Bibliografia

[editar] Poesia e prosa
To Bedlam and Part Way Back (1960)
All My Pretty Ones (1962)
Live or Die (1966)
Love Poems (1969)
Mercy Street (1969)
Transformations (1971)
The Book of Folly (1972)
The Death Notebooks (1974)
The Awful Rowing Toward God (1975; póstumo)
45 Mercy Street (1976; póstumo)
Anne Sexton: A Self Portrait in Letters, editado por Linda Gray Sexton e Lois Ames (1977; póstumo)
Words for Dr. Y. (1978; póstumo)
No Evil Star: Selected Essays, Interviews and Prose, editado por Steven E. Colburn (1985; póstumo)
Two Hands(sem data)
The Room of My Life (sem data)

QUANDO O HOMEM ENTRA NA MULHER
Quando o homem
entra na
mulher,
como a onda batendo contra a costa,
de novo e de novo,
e a
mulher abre a boca com prazer
e os seus dentes brilham
como o
alfabeto,
Logos aparece ordenhando uma estrela,
e o homem
dentro da
mulher
ata um nó
de modo que nunca
possam voltar a separar-se
e a
mulher
sobe a uma flor
e engole o seu caule
e Logos aparece
e solta
seus rios.Este homem,
esta mulher,
com a sua dupla
fome,
tentaram atravessar
a cortina de Deus,
e por um instante
conseguiram,
ainda que Deus
na Sua perversidade
desate o nó