TU VENS – Marcos Loures

As metas que eu pensara já cumpridas,
Há tanto se perderam no caminho
E quando do final eu me avizinho,
Encontro novamente tais feridas.

E sei que na verdade até duvidas,
Porém no roseiral em todo espinho
O fim se aproximando e mais sozinho,
As esperanças vão adormecidas.

O canto em desatino, o verso inútil,
O mundo sem proveito, o canto fútil,
Na incoerência própria de quem sonha,

Do amor sequer um rastro, qualquer lume,
E quando no final eu me acostume,
Tu vens tão delicada quão risonha…

gentilmente cedido
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