gentilmente cedido por Têre Cordeiro

o silêncio é preciso mas nem tanto

a noite fria chega com ela o pranto

pessoas recolhem-em se canto

o poeta coitado fica ao relento.

Ninguém entende o chorar do poeta

que vem abundante sem ter hora certa

sozinho e nostálgico esse sou eu

relembra vitórias que um dia viveu.

Familia resume na pequena telinha

que ao escrever conta linha a linha

deixando cair uma lagrima sua

com medo que a vida termine na rua.

Esse pobre poeta é grande guerreiro

sonhando encontrar com um mensageiro

trazendo noticias de um mundo melhor

para adoçar vidas ao seu redor.

Mas vem o silêncio trazer novidades

chegadas partidas e muita saudade

as novas noticias o entristeceu

lembrar das doçuras que vida lhe deu.

O poeta fala em seu poeminha

de fatos que afeta sua vida e a minha

vivências passagens que tocam a alma

chegando a noite seu pensar acalma.

Terê Cordeiro

sugiro visitem seu blogue

http://tere-terepoesias.blogspot.com

MIL NOVECENTOS E NOVENTA -Amadeu Baptista

Se soubesse o que procuro
saberia que água pedir neste momento
e a que árvore pertence
este rumor de folhas sob o vento.

De quanto quis saberia a entoação
a que o coração responde nos ardis
que a obscuridade entrega
quando o contágio da memória
me absolve do que nunca deveria
arrepender-me.

Quanto busco não só é indizível
como não tem refúgio certo
entre os ramos hostis do reencontro,

esse incêndio do acaso no ocaso.

( in Açougue, Corunha, Espiral Maior, 2009)

Este poema foi-me cedido

pelo seu autor.

Sugiro viisitem seu blogue:

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