LUA E MAR


Oh lua; tanto te adoro; és meiga no namorar

Tão longe quando te vejo; sempre te deitas no mar

Lua; o mar é teu amante? Nele sempre te deitas

As elosões do instante, ficam no sonho desfeitas

Eu já estive no mar alto, para contigo falar

Beijavas; eras brilhante; deitavas sempre no mar

Eras mística; eras linda, rodeada de brilhantes

Branda; tu és tão meiga, tens doçura dos amantes

Lua; nunca te cases; dá de graça o teu luar

Não contes os segredos; de tantos que vês beijar

Eu já te vi espreitar pelo vidro da janela

Mas nunca contes ao mundo o que fazia com ela

Só tu e minhas paredes, sabeis do que estou a falar

Ofegante bombeava; para ouvir o amor gritar

Vi-te deitar no mar alto; deitavas tão de mansinho

Nunca te ouvi gritar; nem o estalar um beijinho

Os filhos, pare-os o mar; de tantos tamanhos e cores

Porque é que nunca ouvi, quando vos fazeis amores

Mar. diz-me também; porque estás sempre ondulado

Será de tanto prazer; seres pela lua beijado?

Quando bates nos penedo e beijas na praia as areias

Tu tens ciúmes da lua ou será que a terra odeias

Ela a terra também beija; tenhas ciúmes ou não

A luz da lua e magia que nos faz nascer o pão

Agora eu olho a lua; mando para ti um recado

Sou amante de tua alegria e não sou teu namorado

Pega na pena na mão anjo; volta para nós a escrever

Diz ao mundo que a pequenina; vai continuar a viver

Deixa o mar e alua andar sempre aos beijinhos

A lua terá estrelas o mar terá os peixinhos

Por Armando Sousa

Toronto Ontário Canada 26/3/2011