O Fado já é Património Imaterial da Humanidade

Distinção é uma alegria numa altura em que Portugal precisa de notícias positivas
27 de novembro de 2011

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, afirmou hoje em comunicado que a distinção da UNESCO ao Fado dá aos portugueses “alegria […] numa altura em que Portugal necessita como nunca de notícias positivas”.

Num comunicado enviado à Lusa, Francisco José Viegas, afirma que a decisão tomada hoje em Nusa Dua, na Indonésia, irá “contribuir para que as atenções do mundo se voltem para um dos emblemas da nossa cultura e do nosso talento”.

“Esta decisão – escreve o governante – dá-nos também, aos portugueses, um motivo de alegria. Alegria essa que, nos dias que correm, tem encontrado razões mais escassas para manifestar-se”.

“Devemos orgulhar-nos, todos, sem exceção, por o Fado ser agora Património Cultural Imaterial da Humanidade inteira”, afirmou Francisco José Viegas, acrescentando tratar-se “de um reconhecimento justo, que os portugueses não deixarão de festejar e de valorizar”.

A decisão do VI Comité Inter-Governamental da UNESCO “é uma notícia que nos honra e comove — e que, além do mais, surge numa altura em que Portugal necessita como nunca de notícias positivas”.

“Hoje, as fadistas e os fadistas, sejam cantoras e cantores ou guitarristas, compositores ou letristas, estão de parabéns. De cada um depende a continuidade de uma expressão musical que, pela sua qualidade, intensidade e tradição, alcançou agora este patamar, a acrescentar ao reconhecimento internacional que já conquistara”, acrescentou Francisco José Viegas.

O secretário de Estado felicita também “todas as entidades e individualidades que se envolveram neste processo ao longo destes anos”.

“Não posso deixar de saudar também toda a equipa da Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade na pessoa do senhor Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e meu amigo, António Costa, a quem naturalmente já apresentei os meus cumprimentos e a quem felicito especialmente”, lê-se no mesmo comunicado.

Francisco José Viegas, “em nome do Governo português”, cumprimentou aos delegados dos 24 países que integraram o VI Comité Intergovernamental da UNESCO que “criteriosamente avaliaram tanto esta como as restantes candidaturas”.

Os 24 Estados que constituem o Comité são: Albânia, Azerbaijão, Burquina-Faso, China, Chipre, Coreia do Sul, Croácia, Cuba, Espanha, Grenada, Indonésia, Irão, Itália, Japão, Jordânia, Madagáscar, Marrocos, Nigéria, Níger, Omã, Paraguai, Quénia, República Checa e Venezuela.

A candidatura do fado a património Imaterial da Humanidade foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Municipal de Lisboa no dia 12 de maio de 2010 e apresentada publicamente na Assembleia Municipal, no dia 01 de junho, tendo sido aclamada por todas as bancadas partidárias.

No dia 28 de junho de 2010, foi apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e formalizada junto da Comissão Nacional da UNESCO. Em agosto desse ano, deu entrada na sede da organização, em Paris.

@Lusa
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Autor: sinfoniaesol

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4 opiniões sobre “O Fado já é Património Imaterial da Humanidade”

    1. É uma boa notícia, de facto.
      Mas não adianta muito se não for feito um trabalho de divulgação.
      Com boas vozes.
      O pouco que é conhecido foi principalmente devido à Amália. Sem subsídios…
      Querida amiga Irene, desejo-te uma boa semana.
      Beijos.

  1. Ora Viva! Vim visitá-la pois gosto de conhecer todas as minhas “comentadoras”. E encontrei-a no Meu Estaminé quando escrevi àcerca do Bordado de Castelo Branco. Muito mais havia a dizer, mas deixei a documentação preciosa (para mim), que tenho lá na minha aldeia. E a propósito do seu tema de hoje -FADO – Património Imaterial da Humanidade – quero congratular-me também por esta atribuição. Quando era pequena, em minha casa não se apreciava fado, mas ouvia-se muita música no Rádio que começara a ser lançado. Isto nos finais dos anos 40 (1947 ou 48 quando eu tinha 4 ou 5). Eu, que sempre adorei cantar desde “que nasci”, cantava tudo, mas o que eu gostava era dos fados da Amália! Cantava-os no quintal e vinham as vizinhas para a janela ouvir…Mais tarde, apercebi-me de que o não gostar de Fado pode ser por preconceito. A prova é que temos muitos Fados com belas letras, algumas de poetas famosos, e lindas melodias. E tivémos e continuamos a ter grandes vozes do Fado! Ele merece ser divulgado e reconhecido! Infelizmente , como em muitas outras coisas, ele é mais reconhecido no estrangeiro do que no nosso próprio País. Talvez este reconhecimento da UNESCO seja um incentivo para que se olhe para ele com os olhos da Cultura.
    Bjs. Bombom

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