FELIZ E SANTO NATAL – 2011

Este será o meu último post até ao Natal.

Quero do coração desejar a todos os meus amigos/as, que fazem a gentileza de visitar

este blogue e têm a amabilidade de deixar ou não os seus comentários, um FELIZ E

SANTO NATAL. Com tudo de bom.

Voltarei depois do Natal, espero.
Irene Alves

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BENÇÃO DE NATAL- Efigência Coutinho

Nesta noite que se festeja o Natal,
Comemoramos com o Menino Jesus
Uma Aliança muito especial…
Sua chegada ao mundo de Luz.

É a festa que traz muita esperança
Numa reverência que marca a união
De Deus Filho, feito criança,
E os homens com grande emoção.

É Natal e com alegria os sinos dobram,
Numa canção feita de Amor que Reluz,
Onde os nossos votos se renovam
Diante da bênção do Menino Jesus.

A plantar nos corações a Esperança,
O Pai Eterno o Seu Filho enviou,
Para marcar da vida a bonança,
Deixando seu Amor, nos abençoou!.

Natal 2011

Às vezes a surpresa acontece…

Para duas pessoas se comunicarem, cabe a ambas o contato, certo?

Imagine que uma das partes não o fazia sistematicamente…

e só em x data do ano dizia qualquer coisa…

Que fazer? Insistir no contato? Esperar para ver se haveria

alguma alteração? Nada fazer?

E se os espaços fossem ficando cada vez mais alargados?

E se o silêncio já fosse demasiado?

E se ficasse à espera se a outra parte diria alguma coisa?

Pois, mas o tempo vai passando, o nada saber, será que ainda

vive, já morreu? A incógnita instala-se…

E se de repente essa pessoa contata como se não tivesse havido

qualquer hiato de silêncio? Como se tivesse estado a conversar

consigo na véspera? E a conversa desliza com toda a normalidade…

Que conclusão tirar?

Florbela Espanca 08 de Dezembro de 1894 – 08 de Dezembro de 1930

Eu sou a que no mundo anda perdida,

Eu sou a que na vida não tem norte,

Sou a irmã do Sonho, e desta sorte

Sou a crucificada… a dolorida…

Sombra de névoa tênue e esvaecida,

E que o destino amargo, triste e forte,

Impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendida!…

Sou aquela que passa e ninguém vê…

Sou a que chamam triste sem o ser…

Sou a que chora sem saber por quê…

Sou talvez a visão que Alguém sonhou,

Alguém que veio ao mundo pra me ver,

E que nunca na vida me encontrou!

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É tida como a grande figura feminina das primeiras

décadas da literatura portuguesa do séc. XX.

Girassóis inspirado em Sunflowers de Vincent van Gogh

num vaso bicolor tosco e vidrado
o fundo entre amarelo e azulado
com textura de grosseiros tecidos…

As corolas são rostos esquecidos
que gemem num lamento atordoado,
cada haste é um braço descarnado
com a postura débil dos vencidos…

O vaso é receptáculo de dor
que a terra oculta em si mesma incorpora
e se propaga às sementes da flor…

Tão simples, tanto deixa transparecer
traço, cor, luz e sombra tudo arvora
que p’ra criar é preciso sofrer!…

(gentilmente cedido por Adelina Palma.
Sugiro uma visita ao seu site:
http://adelinapalma.com/prosa-e-poesia)

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Esqueça tudo o que sabe sobre a orelha de Van Gogh, porque talvez nada corresponda
à verdade. A tese de que o pintor holandês cortou a orelha a si próprio num acesso de loucura é agora refutada por um estudo que indica que foi Gauguin, também pintor e grande amigo de Van Gogh, quem lhe cortou a orelha com uma espada, durante uma discussão.

“A orelha de Van Gogh: Paul Gauguin e o pacto de silêncio” é o nome do livro que, ao longo de 392 páginas e depois de muitos anos de estudo, explica a teoria desenvolvida por Hans Kaufmann e Rita Wildegans, dois investigadores e historiadores de arte alemães.

Afinal, o que sucedeu naquela noite de 23 de Dezembro de 1888? A história até agora divulgada sempre deu Vincent van Gogh como autor da própria mutilação. Gauguin e Van Gogh viviam juntos em Arles, no sul de França, e as diferentes opiniões que tinham sobre a arte, como comprovam os quadros A cadeira de Van Gogh e A cadeira de Gauguin (ambos de Dezembro de 1888), originavam sérias discussões.

Diz-se que na noite de 23 de Dezembro, depois de Gauguin ter decidido pernoitar numa pensão em consequência de mais uma discussão, Van Gogh cortou a própria orelha com uma navalha, em casa. Remorsos, tristeza pela ausência do amigo ou, simplesmente, loucura, foram as razões sempre apontadas para o acto do pintor.

No entanto, os dois investigadores da Universidade de Hamburgo trazem agora uma versão totalmente diferente, que teve como ponto de partida as declarações de Gauguin relativamente ao sucedido.

A nova versão afirma que Gauguin decidiu abandonar a casa que partilhava com Van Gogh e saiu nessa noite com a bagagem e a espada – era um experiente esgrimista – na mão. Gauguin foi seguido pelo amigo que, horas antes, lhe tinha atirado um copo de vidro. Ao aproximarem-se de um bordel a discussão intensificou-se e Gauguin cortou a orelha esquerda de Van Gogh com a espada que empunhava. Van Gogh embrulhou a orelha e ofereceu-a a Rachel, uma prostituta.

Os historiadores deixam em aberto duas hipóteses: o pintor francês pode ter mutilado o amigo propositadamente e por raiva ou pode ter agido em legítima defesa. Para chegarem a esta conclusão, Kaufmann e Wildegans consultaram documentos policiais, notícias da imprensa e arquivos municipais. A teoria anterior nunca os tinha satisfeito.

“A realidade é que a versão aceite até agora provinha de contradições e de falta de rigor”, afirmou Hans Kaufmann, citado pelo diário espanhol “El Mundo”. O historiador sustentou que “ninguém se tinha interessado realmente em apurar as circunstâncias do episódio”, talvez “porque se tenha aceite com indulgência os testemunhos que Gauguin documentou anos depois”.

Talvez este incidente justifique a súbita ida de Gauguin para Paris. Fosse ou não verdade que a relação dos artistas era tempestuosa, a partida de Gauguin foi, segundo os investigadores, fruto deste episódio.

A verdade nunca veio ao de cima devido a um pacto de silêncio entre os dois. “No dia seguinte, Gauguin foi interrogado pela polícia. Foi então que inventou a história da auto-mutilação”, explicou Kaufmann ao jornal britânico “Daily Mail”. Van Gogh tinha sido encontrado na cama a esvair-se em sangue mas nunca contou nada à polícia. O livro agora lançado diz que o choque de que foi vítima o levou a suicidar-se com um tiro no peito, sete meses depois. Tinha 37 anos.

Os historiadores baseiam a tese do pacto de silêncio nas palavras finais de Van Gogh para o amigo: “Tu estás calado e eu estarei também”. Além disso, foram encontradas pistas para o sucedido na correspondência entre o pintor holandês e o seu irmão, Theo.

“Van Gogh adorava Gauguin. Não queria que este fosse para Paris mas, ao mesmo tempo, a necessidade de o proteger impôs-se. Existia a real possibilidade de acabar na prisão. Não há dúvidas de que o afastamento de Gauguin agravou a saúde mental de Van Gogh”, explicou ao “El Mundo” a investigadora Rita Wildegans.

Os dois historiadores alemães apresentam esta teoria a 17 de Junho, no âmbito da exposição “Entre a Terra e o Céu: as Paisagens”, que inclui setenta pinturas de paisagens.

Fonte: Jornal Público