Para quem goste de Fernando Pessoa

A exposição FERNANDO PESSOA: PLURAL COMO O UNIVERSO,

no Museu da Fundação Calouste Gulbenkian,pretende mostrar a multiplicidade

da obra do poeta, conduzindo o visitante numa viagem sensorial pelo seu universo,

para que leia,veja,sinta e ouça a materialidade das suas palavras.Esta exposição(que hoje visitei)

reúne poemas, textos, documentos, fotografias e pintura, onde se incluem raridades

como a primeira edição do livro Mensagem, com uma dedicatória escrita pelo poeta.

Vou tentar fazer alguns vídeos e inseri-los aqui sobre esta minha visita.

Vai estar no Museu até 30 de Abril de 2012

Irene Alves

Conversando

Muitas vezes me interrogo quem mandará efectivamente na Sociedade em Geral,
isto é, em todos os países.

Que inter-ligações existirão, a vários níveis, que permitem que se passe em vários
Países as maiores barbaridades, tais como:
A guerra
A fome
As violações (de todos os tipos)
As maiores degradações humanas

As várias religiões? Serão elas as únicas culpadas de tudo isto? São elas que mandam?
É por elas que tudo isto acontece?

Presentemente não há qualidade de vida “para a maioria dos povos” em praticamente
todos os países…

Quando se poderia imaginar que a inteligência do homem ao serviço de novas tecnologias, isto é a ligação entre ambos seria para melhorar as Sociedades, que
se está assistindo?

E onde há verdadeira democracia? Não existe….só porque nalguns países permitem
o voto, quando ele nada representa…É uma farsa!!! Os políticos apresentam um
programa que sabem que não será cumprido, apresentam porque está estipulado
apresentar…

As Instituições não funcionam segundo as regras em que deveriam basear-se…

O desemprego está se tornando uma coisa BRUTAL em muitos e muitos países…

Os chamados “burocratas” (por exemplo na Europa) que ganham vencimentos e
outras benesses absolutamente escandalosas, que fazem para melhorar a vida do
ser humano?

Quando se nasce, não pode ser para apenas sofrer. A vida não pode ser isso…

Que importância tem na Sociedade actual o Papa? O Vaticano? A sua palavra
é escutada e respeitada pelos políticos?

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Às vezes penso(devo ser estúpida em querer perceber alguma coisa) que os países
em si têm riquezas das quais se podia prescindir, para com essas verbas modificar
as situações que fazem tanto o povo sofrer…

Mas parece que nada se pode fazer, a não ser as políticas desastrosas que Matam,
Violam, provocam a Fome, o Desespero, a Apatia, e o ser humano extremamente
INFELIZ.

Afinal quem são “os ratos do esgoto” que mandam?
Nós nunca saberemos quem são?
Não mostram o rosto?
Até quando?…

O Malabarista – soneto – gentilmente cedido pr Adelina Velho da Palma

As bolas mal tocam na tua mão,
as massas saracoteiam no ar,
os tacos ardem sem nada queimar,
os arcos giram sem tocar no chão!

Mágico sem varinha de condão…
Físico da dinâmica do ar…
A falha impossível de disfarçar
faz subir o tom da exibição…

Perito na arte de manobrar,
Com rigor, destreza e concentração
logras tudo e todos controlar…

Mas precária é a tua condição
pois para pelo Tempo perdurar
mais do que Engenho, é preciso Razão!…

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imagem extraída do blogue

http://telma-fragmentosdamente.blogspot.com

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Sugiro uma visita ao site da Adelina V.da Palma

http://adelinapalma.com/prosa-e-poesia

Faz hoje 25 anos que morreu José Afonso

Grupos
José Afonso
Biografia
Foi criado pela tia Gé e pelo tio Xico, numa casa situada no Largo das Cinco Bicas, em Aveiro, até aos 3 anos (1932), altura em que foi viver com os pais e irmãos, que estavam em Angola havia 2 anos.

A relação física com a natureza causou-lhe uma profunda ligação ao continente africano que se reflectirá pela sua vida fora. As trovoadas, os grandes rios atravessados em jangadas, a floresta esconderam-lhe a realidade colonial. Só anos mais tarde saberá o quão amarga é essa sociedade, moldada por influências do “apartheid”.

Em 1937, volta para Aveiro onde é recebido por tias do lado materno, mas parte no mesmo ano para Moçambique, onde se reencontra com os pais e irmãos em Lourenço Marques (agora Maputo), com quem viverá pela última vez até 1938, data em que vai viver com o tio Filomeno, em Belmonte.

O tio Filomeno era, na altura, presidente da câmara de Belmonte. Lá, completou a instrução primária e viveu o ambiente mais profundo do Salazarismo, de que seu tio era fervoso admirador. Ele era pro-franquista e pró-hitleriano e levou-o a envergar a farda da Mocidade Portuguesa. “Foi o ano mais desgraçado da minha vida”, confidenciou Zeca.

Zeca Afonso vai para Coimbra em 1940 e começa a cantar por volta do quinto ano no Liceu D. João III. Os tradicionalistas reconheciam-no como um bicho que canta bem. Inicia-se em serenatas e canta em «festarolas de aldeia». O fado de Coimbra, lírico e tradicional, era principalmente interpretado por si.

Os meios sociais miseráveis do Porto, no Bairro do Barredo, inspiraram-lhe para a sua balada «Menino do Bairro Negro». Em 1958, José Afonso grava o seu primeiro disco “Baladas de Coimbra”. Grava também, mais tarde, “Os Vampiros” que, juntamente com “Trova do Vento que Passa” (um poema de Manuel Alegre, musicado e cantado por Adriano Correia de Oliveira) se torna um dos símbolos de resistência antifascista da época. Foi neste período (1958-1959) professor de Francês e de História na Escola Comercial e Industrial de Alcobaça.

Em 1964, parte novamente para Moçambique, onde foi professor de Liceu, desenvolvendo uma intensa actividade anticolonialista o que lhe começa a causar problemas com a polícia política pela qual será, mais tarde, detido várias vezes.

Quando regressa a Portugal, é colocado como professor em Setúbal, mas, devido ao seu activismo contra o regime, é expulso do ensino e, para sobreviver, dá explicações e grava o seu primeiro álbum, “Baladas e Canções”.

Entre 1967 e 1970, Zeca Afonso torna-se um simbolo da resistência democrática. Mantem contactos com a LUAR e o PCP o que lhe custará várias detenções pela PIDE. Continua a cantar e participa, em 1969, no 1º Encontro da “Chanson Portugaise de Combat”, em Paris e grava tambem o LP “Cantares do Andarilho”, recebendo o prémio da Casa da Imprensa pelo melhor disco do ano, e o prémio da melhor interpretação. Zeca Afonso passa a ser tratado nos jornais pelo anagrama Esoj Osnofa em virtude de ser alvo de censura.

Em 1971, edita “Cantigas do Maio”, no qual surge “Grândola Vila Morena”, que será mais tarde imortalizada como um dos símbolos da revolução de Abril. Zeca participa em vários festivais, sendo também publicado um livro sobre ele e lança o LP “Eu vou ser como a toupeira”. Em 1973 canta no III Congresso da Oposição Democrática e grava o álbum “Venham mais cinco”.

Após a Revolução dos Cravos continua a cantar, grava o LP “Coro dos tribunais” e participa em numerosos “cantos livres”. A sua intrevenção política não pára, tornou-se um admirador do período do PREC e em 1976 apoia Otelo Saraiva de Carvalho na sua candidatura à presidência da república.

Os seus últimos espectáculos decorrem nos Coliseus de Lisboa e do Porto, em 1983, quando Zeca Afonso já se encontrava doente. No final deste ano, é-lhe atribuida a Ordem da Liberdade, mas o cantor recusa (mais tarde, em 1994, é feita nova tentativa a título póstumo, mas a sua mulher recusa, dizendo que, se o marido a não tinha aceitado em vida, não seria depois de morto que a iria receber).

Em 1985 é editado o seu último álbum de originais, “Galinhas do Mato”, em que, devido ao avançado estado da doença, José Afonso não conseque cantar a totalidade das canções. Em 1986, já em fase terminal da sua doença, apoia a candidaduta de Maria de Lurdes Pintassilgo à presidência da república.

José Afonso morreu no dia 23 de Fevereiro de 1987, no Hospital de Setúbal, às 3 horas da madrugada, vítima de esclerose lateral amiotrófica. Será certamente recordado como um resistente que conseguiu trazer a palavra de protesto antifascista para a música popular portuguesa e também pelas suas outras músicas, de que são exemplo as suas baladas.

Fonte: http://www.lastfm.com.br

A propósito da Crise na Grécia

1. Zeus vende o trono a uma multinacional coreana.

2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.

3. Eros e Pan inauguram um prostíbulo.

4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.

5. Narciso vende os espelhos para pagar a dívida do cheque especial.

6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.

7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.

8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: “Ela tem minhocas na cabeça”.

9. Sócrates inaugura o Cicuta’s Bar para ganhar uns trocos.

10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.

11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.

12. Afrodite aceita posar para a Playboy.

13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus liberta as ninfas para
trabalharem na Eurozona.

14. Ilha de Lesbos abre um resort hétero.

15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.

16. Oráculo de Delfos apaga os números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.

17. Áries, deus da guerra, é agarrado em flagrante desviando armamento
para a guerrilha síria.

18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.

19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego

(obrigada a quem me enviou)

O meu amor pelo Porto


a cidade debaixo de chuva
crepúsculo na Avenida Montevideu

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O meu amor pelo Porto começou era eu ainda muito nova. Ao longo da minha vida aconteceram
coisas boas e más ligadas a amizades com pessoas do Porto. Portanto percorri as suas ruas
umas vezes muito alegre, outras muito triste. Mas o Porto cidade não tem culpa dos maus
momentos, porque eu sempre gostei da cidade.
O amigo Carlos Romão tem um blogue com fotografias fantásticas do Porto e fez o favor de
autorizar que eu use no meu blogue, o que muito lhe agradeço.
Mas eu vou também passar a frequentar mais vezes o Porto, a partir de agora, porque uma
grande amiga há mais de 45 anos – a Maria Helena – (uma amizade indestrutível) também
por lá vai estando alguns dias da semana(ela que é mesmo natural do Porto) e agora vive
num outro sítio, mas dizia, passa agora todas as semanas no Porto uns dias e então iremos
estar juntas e eu voltarei a caminhar com alegria pelas ruas dessa cidade maravilhosa.

sugiro uma visita ao seu blogue:

http://cidadesurpreendente.blogspot.com