Charles Dickens em Portugal na Biblioteca Nacional


O dia 07 de Fevereiro de 2012 marca o bicentenário do nascimento de Charles Dickens. A propósito desta data, inaugurou esta tarde, na Biblioteca Nacional (BNP), em Lisboa, uma exposição biblio-iconográfica dedicada à obra deste famoso autor inglês.

Esta iniciativa promovida pela BNP conjuntamente com o Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa (CEAUL) tem como principal objectivo a evocação da recepção de Dickens em Portugal, desde 1939 – data em que a surgiu a sua primeira obra traduzida no nosso país – até à actualidade.

Na sessão de inauguração de “Charles Dickens em Portugal” estiveram presentes João de Almeida Flor, Maria Leonor Machado de Sousa e a comissária da exposição, Alexandra Assis Rosa.

O primeiro começou por realçar a transversalidade da obra de Dickens por variadas gerações e o facto de esta exposição representar ”um testemunho de como o público português ainda hoje reage à vida e obra do autor”.

A comissária explicou o que esta exposição engloba: textos de Dickens em publicações periódicas portuguesas do séx. XIX; publicações de volume do autor; traduções e publicações de editoras portuguesas; e, ainda, as obras “A Christmas Carol in Prose: A Ghost Story of Christmas” (1843) – “o maior êxito de Dickens entre nós”, segundo Alexandra Rosa -, “Oliver Twist” (1837-39) – “o segundo maior êxito em Portugal e o seu romance mais traduzido”, e “David Coperfield (1949-59) – “a obra preferida do autor e aquela que contém mais traços autobiográficos”.

“Quer tenha sido através da crítica, do folhetim, do teatro, da banda desenhada ou até da televisão, Charles Dickens conquistou o público leitor em português”, disse Maria Leonor de Sousa, uma das especialistas na recepção da obra do escritor em Portugal.

“Charles Dickens em Portugal” estará patente na Biblioteca Nacional de Portugal até 10 de Março de 2012.

Fonte: Jornal Hard Música

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Um dos livros que mais gostei: David Copperfield

David Copperfield está para nascer seis meses após a morte de seu pai.Clara, a mãe é mtº. jovem,

quse uma criança, e só tem a ajuda da fiel empregada, srª. Peggotty. Betsey Trotwood, uma tia

distantee que nunca havia visto  Clara pessoalmente, aparece pouco antes do parto. É uma

mulher excêntrica,temperamental e faz questão de que nasça uma menina. Quando nasce o menino David, ela fica furiosa e parte dali, jurando nunca mais voltar. O pequeno David é criado pela jovem Clara e por Peggotty, vivendo feliz durante os  seus primeiros nove anos. Nesta época, Clara começa a ser cortejada pelo falso e interesseiro sr. Murdstone. David odeia o namorado da mãe, mas não pode evitar que ela se envolva. Sabendo que David não suporta Murdstone, Clara envia o filho para uma pequena viagem,  junto com a empregada Peggotty. Eles vão até Yarmouth, onde o irmão de Peggotty, Daniel, mora num barco-casa. Ali, junto de pessoas simples, David passa um período alegre. Quando David volta para casa, encontra Clara casada com o tenebroso Murdstone. Para completar, a irmã mais velha do padrasto, Sra. Jane Murdstone, também está morando ali. É uma mulher insensível e rigorosa. Os Murdstone logo transformam aquele lar, outrora feliz, num local sombrio e triste. A frágil Clara acaba se submetendo aos dois vilões e David é colocado num rigoroso internato. Poucos anos depois, morre a mãe de David. O garoto volta para casa e fica à mercê dos terríveis Murdstone. Para piorar tudo, Peggotty havia sido despedida e casara-se com o simples e bondoso condutor de carruagens, Barkis. Murdstone coloca o pequeno David para trabalhar numa fábrica de vinhos. O trabalho é pesado e David é usado como um escravo. O único consolo é morar, de favor, com a família do Sr. Micawber, um homem bondoso. Quando os Micawber são obrigados a partir para o interior, por causa de suas incontáveis dívidas, David decide fugir. Tudo menos voltar às garras de Murdstone. O único parente que ele conhece é a tia Betsey (aquela que partiu no dia de seu nascimento). Assim, David parte para a cidade onde ela mora. A pé, enfrentando fome e frio, o garoto chega à casa de Betsey Trotwood parecendo um mendigo. A excêntrica tia acaba gostando do sobrinho e, aconselhada por seu vizinho doido, o velho Dick, decide adotá-lo. Corajosamente, Betsey expulsa o terrível Murdstone e sua irmã de sua propriedade. Murdstone, ofendido, diz que a porta de sua casa estará para sempre fechada para David. David entra em um novo período feliz de sua vida. Betsey  mostra-se uma protetora amorosa. Ela o envia para uma escola em Canterbury, onde David conhece o advogado da tia, o senhor Wickfield, e sua adorável filhinha, Agnes. Por Agnes, David desenvolve um amor platônico. Os dois se tornam amigos, quase irmãos. Ele também fica conhecendo Uriah Heep, o falso e traiçoeiro secretário de Wickfield. O tempo passa, David torna-se um homem e é aceito no escritório de um famoso advogado, sr.  Spenlow, como aprendiz. Logo ele se apaixona pela linda e rica filha do patrão, Dora Spenlow. Nesta época, o horrível sr. Heep, secretário de Wickfield, dá um golpe no patrão roubando diamantes de um cliente rico. A culpa cai sobre Wickfield e Heep adquire grande poder sobre a família. A vontade de Heep é casar com a bela Agnes e ele começa a morar na casa do ex-patrão. A sra. Murdstone encontra cartas de amor de David para Dora e as entrega para o sr. Spenlow. O resultado é que David perde seu emprego. Sem saída, David procura a tia, mas Betsey está falida. Paralelamente, Steerforth foge com Emily, para desespero de Ham e de toda a família de Peggotty. Tempos depois, Emily é abandonada por ele e retorna ao lar. Steerforth sofre um naufrágio e morre afogado. Agnes, filha do quase falido Wickfield,  sofre grande pressão para se casar com o horrível Heep. Na verdade, ela ama o amigo de infância David, mas o destino insiste em afastá-los. O sr. Spenlow morre repentinamente e Dora fica desamparada. David, um pouco pressionado pela situação, pede a mão de Dora em casamento. David se casa, para tristeza de Agnes, mas não é feliz. Enquanto isso, o senhor Micawber começa a trabalhar para Heep. Inteligente, ele  encontra provas de que Heep roubou aqueles diamantes de um cliente para prejudicar Wickfield. Micawber reúne diversas testemunhas e prova que Heep é um traidor. Heep é preso, livrando Agnes da terrível perspectiva de se casar com ele. O destino faz novos movimentos. Dora tem uma saúde delicada e acaba morrendo. No leito de morte, ela pede a Agnes que cuide de David. Após a morte da esposa,  David faz uma viagem de três anos pela Europa. Nesse tempo, ele se torna um escritor famoso. A tia Betsey, espertamente, escreve sugerindo que Agnes está prestes a se casar. David volta para casa e confessa sua paixão por Agnes. Os dois se casam e ele termina a história feliz, ao lado de seu verdadeiro amor e fazendo muito sucesso como escritor.

Obrigada a quem me enviou

Vasco Graça Moura participou numa conferência na Casa do Brasil e defendeu a ilegalidade do acordo
Novo acordo ortográfico discutido em Santarém

O escritor Vasco Graça Moura defendeu que o novo acordo ortográfico não é válido à luz das leis da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Autor reconhecido e júri de mais de metade dos concursos literários portugueses, o autor garante que o acordo não pode ir em frente porque não foi validado por todos os países. O autor do romance “Enigma de Zulmira” foi o orador principal de uma conferência sobre o novo acordo ortográfico organizado pelo jornal Correio do Ribatejo que se realizou na noite de sexta-feira, 13 de Janeiro, na Casa do Brasil, em Santarém.

Segundo Vasco Graça Moura, grande opositor do novo acordo ortográfico, a CPLP “inventou” que desde que três países membros assinassem o acordo este seria considerado como estando ratificado. “Esta decisão é ilegal porque para estar de acordo com a lei tem que ser assinado por todos os países. Tudo isto é uma falácia porque o acordo não tem que ser aplicado. Tanto o Brasil como Angola e Moçambique não estão a seguir as novas regras”, refere.

O escritor afirma que os “defensores” do novo acordo estão a criar três grafias distintas da língua portuguesa: a grafia antes do acordo ortográfico – aquela que se pratica em Angola e Moçambique – a grafia do Brasil e a grafia “idiota” que se está a querer implementar em Portugal. “Tudo isto só contribui para ‘desfigurar’ a nossa língua e para que não falemos muito bem”, critica. Vasco Graça Moura justifica a decisão do actual governo de não voltar atrás com a deliberação de avançar com o novo acordo com o facto de já se ter gasto “muito” dinheiro em manuais escolares.

Licenciado em Direito, Vasco Graça Moura considera esta uma situação “insustentável” e sublinha que ainda não viu nenhum professor de Direito dizer que o acordo ortográfico pode estar em vigor.

Também presente na conferência esteve o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API). João Palmeiro destacou a importância do papel da comunicação social e o debate que deve ser feito sobre o assunto. “A decisão que os jornais tomem sobre o novo acordo não é muito importante. O que é importante é que o jornal explique bem o porquê da sua decisão”, disse.

Notas à margem

A conferência destacou-se pela presença de muitos professores, a que não é alheio o estatuto do orador. A grande preocupação dos docentes é a “politização” que se está a fazer destas questões. A professora Maria Lurdes Veiga destaca a diferença de critérios entre professores e alunos na aplicação do novo acordo. Enquanto os docentes são “forçados” a utilizar sempre a nova grafia, em situação de correcção de exames, os alunos podem escrever com ambas as grafias”, critica.

O administrador do jornal Correio do Ribatejo (CR), Miguel Pinto, referiu que é intenção do semanário iniciar uma “peregrinação” pela imprensa regional para recolher opiniões de forma a promover o debate público. O novo administrador do CR, ao que parece, chegou à administração do jornal centenário com toda a força.

Vasco Graça Moura avisou, no início da conferência, que preferia chamar àquele debate “conversa” uma vez que ele próprio entende que algumas das suas conferências causam sono. Com a sala cheia de gente interessada, só encontramos um dorminhoco. Nada mau para o tema em debate.

Já no final do debate, e em jeito de despedida, o presidente da API confessou porque não opina sobre o novo acordo ortográfico. João Palmeiro estudava no Colégio Francês, em Lisboa, quando no quarto ano teve que fazer exame de admissão. Nessa altura os pais aperceberam-se que não sabia escrever correctamente português.

Os progenitores tiraram-no do colégio e foi aprender a língua mãe com uma professora particular. De nada valeu o esforço uma vez que o presidente da API tirou medíocre no exame. “Não opino sobre o novo acordo porque ele é a minha salvação. Eu nunca soube, e ainda não sei, colocar acentos nas palavras”, justificou, arrancando sonoras gargalhadas à plateia.

Asia Bibi condenada à pena capital por blasfémia – Século XXI

Asia Bibi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Asia Noreen (urdu: آسیہ نو رین), mais conhecida como Asia Bibi (urdu: آسیہ بی بی), nascida entre 1964 e 1971, e casada com Ashiq Masih, é uma mulher católica paquistanesa com cinco filhos. Foi condenada em 8 de Novembro de 2010 à forca, por uma corte Nankana Sahib, pelo delito de blasfêmia contra o profeta Maomé, ainda que o veredito precise ser confirmado por um tribunal superior. Ela tem recebido atenção mundial, já que é condenada por ser cristã e não quer converter-se ao Islão. No Paquistão, assim como em outros países islâmicos, a lei sobre a blasfêmia é utilizada “para resolver questões que são pessoais”.

[editar] O caso

O caso Asia Bibi apareceu na mídia em Novembro de 2009. No mês de Junho daquele ano, Bibi, que é uma camponesa, foi enviada para buscar água, enquanto trabalhava em um campo. Diante disso, outras mulheres, muçulmanas, protestaram. Por ela não ser muçulmana, ela contaminaria o recipiente da água e o tornaria impuro. Exigiram que ela abandonasse sua fé cristã e se convertesse ao Islão. Ela se negou.

Em sua defesa, respondeu a suas companheiras de trabalho que “Cristo morreu na cruz pelos pecados da humanidade”; e perguntou àquelas mulheres o que Maomé havia feito por elas. Ao ouvirem tais palavras, recorreram ao imame local, esposo de uma delas, quem a denunciou à polícia pelo delito de blasfêmia. O artigo 295 do Código Penal do Paquistão determina pena de morte para quem blasfemar contra o Profeta do Islão.

O juiz, Naveed Iqbal, quem a condenou à morte, ofereceu-lhe a liberdade em troca dela se converter ao Islão. Asia respondeu que preferiria morrer como cristã a sair da prisão como uma mulçumana. E ainda disse a seu advogado: “Tenho sido julgada por ser cristã. Creio em Deus e em seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, estarei orgulhosa de sacrificar minha vida por Ele”.

Medidas de segurança foram tomadas para proteger Asia Bibi na prisão de Shekhupura. O cerco de Lahore foi reforçado depois da operação militar que matou Osama bin Laden. Asia permanece isolada e cozinha sua própria comida para evitar ser envenenada.

[editar] Resposta internacional

Grupos cristãos, católicos e evangélicos (protestantes), trabalham para tentar evitar a morte da inocente. Os bispos do Paquistão pediram ao Papa que ele intermediasse o conflito. Bento XVI pediu o indulto para Noreen. Ela reconheceu e declarou se sentir “honrada”, que “é um privilégio saber que ele falou por ela, e que ele tem acompanhado seu caso pessoalmente” e que espera “viver o suficiente para agradece-lo em pessoa”.

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Há uma grande corrente a nível mundial para interferir na anulação de pena de mote de Asia Bibi

e uma petição a correr em Portugal.Eu já subscrevi.E foi ontem posto à venda um livro sobre o caso.

www.peticaopublica.com

Perdão para ASIA BIBI.

A vida…A Natureza…A Tristeza…

Ultimamente olho

muito para o rosto das

pessoas…e sinto que andam muito tristes…

Como eu também – algumas vezes – me sinto…

Sucede que se olhar para os políticos nacionais

ou internacionais – nos seus encontros – eles sorriem muito, estão sempre muito alegres…

Porque será?

É óbvio que eles não têm carências económicas

como a maioria do povo tem…Só isso, por si,

é uma boa razão…

E pior, eles nunca compreenderão o que o povo

sofre…NUNCA!!!Eles não sentem…

Mas para que não fale só de tristeza(porque hoje

estou triste…)deixo uma deslumbrante paisagem,

motivo para que a vida tenha sentido.

Irene Alves