Morreu GLORINHA DE LION do blogue http://cafecomglorinha.blogspot.com

Estou muito triste. Morreu uma amiga da Net, que eu muito respeitava.

Glorinha de Lion. Era uma pessoa com um grande gosto pela vida, pela natureza, pela literatura.

Tinha imensos amigos/as da Net (alguns que conhecia pessoalmente) outros não e planos para

vir a Portugal.

Escreveu e foi publicado um livro “A ESQUINA DO TEMPO Nº. 50” e logo após o lançamento deste

livro estava fixada num segundo.

Começou com uma depressão, prenúncio de outra coisa bem pior que havia de chegar: CANCRO

que em pouco tempo a levou desta vida. Paz à sua alma. As minhas sentidas condolências

a sua Família.

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Vou inserir uma entrevista que deu ao blogue http://www.elainegaspareto.com:

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07
Set
2011
A autora é blogueira: Glorinha Lion
Olá, leitor!

Hoje a postagem é mais que especial: uma ‘conversa’ muito legal com uma autora que também é blogueira: Glorinha Leão, editora do Café com bolo & Glorinha e autora de Na esquina do tempo, nº 50.

Com você, Glorinha Lion e seu Na esquina do tempo, nº 50:

1- Como Glorinha L de Lion se apresentaria?

Uma mulher como tantas outras, às vezes triste, às vezes feliz, mas que aprendeu a se perdoar e reaprendeu, com a maturidade, que nem sempre as respostas são o que mais importa, mas sim as perguntas. Estou a cada dia aprendendo mais sobre mim mesma e, consequentemente, sobre os outros à minha volta.

2- Quantas ‘Glorinhas’ diferentes encontraremos em Na esquina do tempo, nº 50?

Não diria Glorinhas diferentes, mas sim, uma só Glorinha, multifacetada como é inerente ao ser humano em geral e à mulher em particular: ser muitas numa só. Há uma parte de mim chata e implicante, outra generosa e compreensiva, uma que acredita em signos, outra que não crê em nada. Há a Glorinha pé no chão e a Glorinha perua…enfim…sou tantas, que muitas vezes não caibo em mim mesma e nem mesmo me reconheço em mim mesma.

3- Na esquina do tempo, nº 50 é seu primeiro livro publicado? Como foi o processo de concepção do livro? Como surgiu a ideia para ele? Por que um livro de contos?

Na Esquina do Tempo Nº 50 surgiu como um desabafo, uma catarse, um modo de exorcizar meus demônios. Simplesmente fui escrevendo e o livro foi se delineando sozinho. Tive a ideia de dar nomes de deusas, musas, ninfas, mulheres da mitologia greco-romana e egípcia às mulheres dos contos numa forma de homenagear a fêmea ancestral que habita cada mulher. Achei que contos curtos seriam uma boa maneira de dizer o que eu pensava e sentia sem cansar demais o leitor/a. E não me sentia segura ainda para escrever um romance apesar de ser uma leitora voraz desde que me entendo por gente. Creio que um romance tem que ser muito bem elaborado e há que se ter muita leitura e cultura geral para que se possa ousar fazê-lo. Não me sentia capaz e muito menos à altura de escrever um romance logo num primeiro livro.

4- Como é seu processo de criação? Você segue uma rotina de trabalho ou escreve quando a inspiração surge?

O meu primeiro romance, que ainda está à espera de uma boa editora, surgiu de um post que fiz no meu blog, o Café com Bolo. Desse post tive a ideia de escrever sobre a vida dessa pessoa, misturando fatos reais e ficção. Escrevi durante um ano. Pesquisei muito e mergulhei fundo na estória.Trata-se de um romance histórico, pois é passado entre o final do século XIX até meados do século XX, é ficcional baseado em fatos reais.

Agora que estou no meu segundo romance, tento seguir uma rotina sim, mas nem sempre consigo…essas últimas semanas por exemplo, foram totalmente caóticas. Não consegui escrever uma linha sequer. Quando isso acontece, relaxo e procuro ler sobre outros assuntos. Como leio um livro atrás do outro, o que não me falta são livros na minha mesa da cabeceira à espera que os leia. Assim, vou me distraindo e um dia a inspiração volta. Às vezes um comentário que faço num blog ou uma frase que leio num livro deflagra toda a minha inspiração novamente. Mas acho a rotina importante.

5- Diferentemente da maioria dos blogueiros que acabam publicando de forma independente, você publicou Na esquina do tempo, nº 50 através de uma editora. Quais foram as maiores dificuldades para conseguir isso? E tendo conseguido, quais dicas daria a quem deseja publicar via contrato com uma editora?

A Editora Multifoco é uma editora independente, pequena e faz livros sob demanda como tantas outras por aí. Não sei bem se seleciona e lê os originais ou se vai publicando tudo o que lhe mandam, como tantas outras editoras também o fazem por aí. Não fiquei satisfeita com a editora, pois a divulgação feita por eles é nenhuma. Vendi muitos livros e tenho vendido ainda, graças às minhas assessoras de imprensa, Bia e Luiza da Comunicare http://www.comunicareassessoria.com.br, aos amigos que compraram através do blog, aos outros que divulgaram e ainda tem divulgado em seus blogs e no FB e à mim mesma que tenho batalhado bastante para divulgar. Editoras grandes ou mesmo médias não publicam autores novatos ou desconhecidos. Como tudo neste país ou se tem conhecimento nesta área ou não se consegue nada. Aconselho que continuem insistindo, enviando os originais ou tentem com uma editora sob demanda, como fiz com o meu primeiro.

6- Na página da Editora Multifoco dedicada à venda de seu livro encontrei a seguinte descrição:

Misto de ficção e relatos pessoais, Na Esquina do Tempo Nº 50, trata das dores e delícias da chegada feminina à maturidade, à fase que nossas mães chamavam de “idade dos calores”. …
Estou pertinho dos 39, e tenho leitores cujas idades variam dos 13 até os 80 anos. O que você diria para:
quem ainda não chegou à esquina do tempo?
quem já está na casa dos 50?
quem já passou pela experiência?

*Eu diria que vai chegar lá e terá uma boa surpresa!

*Acho que essa idade é a idade da redescoberta de nós mesmos. A vida passa rápido demais até ali…agora é a hora de nos perdoarmos, de sermos mais leves, de olharmos para dentro com mais condescendência, e, principalmente, de tentarmos ser felizes.

*Certamente, quem se analisa e questiona nesta fase da vida sairá dela muito melhor do que entrou. É preciso que não se tenha medo de remexer nosso “baú interno”…rsrs

7- Durante o processo de conceber e publicar o livro, você teve alguma surpresa? Qual a fase mais complicada: escrever, publicar ou divulgar?

A maior surpresa para mim, foi que, ao terminar a última linha, da última página, do último conto, percebi que um livro que tinha sido escrito inicialmente para mim, iria servir para tantas outras mulheres que também passavam por esta fase sem se entender, sem compreender o que estava acontecendo em seu íntimo e que turbilhão inexplicável era aquele que acontecia com elas. Acho que descobri que através do Na Esquina, estava ajudando outros seres humanos do gênero feminino, não necessariamente na menopausa, a se enxergarem, acendendo uma lanterna e iluminando-as por dentro…

8- Há algo mais que queira dizer? Fique à vontade…

Gostaria de agradecer a todos os amigos, leitores e blogueiros que estão me ajudando a divulgar meu livro. Sou muito grata a você também, Elaine pela divulgação e carinho comigo. Minha satisfação é enorme por saber que tantas mulheres que leram o meu livro sentiram-se com voz, através das minhas palavras. Quase posso ouvir seus gritos, suas vozes e seus sussurros dentro de mim, me dizendo: “Também sinto isso, também já me perguntei isso, também sou igual a você.” Recebo inúmeros emails e comentários me contando isso.

Essa essência do feminino que há em nós todas, independente da idade, e com a qual tecemos uma teia infinita, uma conexão cheia de tramas nos ligando, qual cordão umbilical umas às outras tem me dado uma força incrível.

Sou grata à Vida por estar me proporcionando tantos momentos inesquecíveis através de meu livro, do meu pequeno e despretensioso livro, que no entanto, para mim, tem o tamanho de um útero materno, pulsante, que tem alimentado a mim e à outras mulheres através de tantos corações, batendo num mesmo ritmo.

Gratíssima, Elaine. Grande beijo a você e aos seus leitores/as.

x Glorinha Leão x

http://www.cafecomglorinha.blogspot.com

E vou inserir um vídeo com uma sua entrevista e a imagem inserida no seu blogue no
seu último post em que demonstrava grande esperança na cura.O que infelizmente não
aconteceu.
ADEUS QUERIDA AMIGA, ATÉ UM DIA