Guernica 26 de Abril de 1937

Foi bombardeada por aviões alemães, apoiando o ditador Francisco Franco.

O quadro pintado por Picasso representativo desse momento, encontra-se no
Centro Nacional de Arte, Rainha Sofia, em Madrid.

A pintura foi feita com o uso das cores preto e branco – algo que demonstrava o sentimento de repúdio do artista ao bombardeio da pequena cidade espanhola. Claramente em estilo cubista, Picasso retrata pessoas, animais e edifícios nascidos pelo intenso bombardeio da força aérea alemã (Luftwaffe), já sob o controle de Hitler, aliado de Francisco Franco.
Morando em Paris, o artista soube dos fatos desumanos e brutais através de jornais – e daí supõe-se tenha saído a inspiração para a retratação monocromática do fato.
Sua composição retrata as figuras ao estilo dos frisos dos templos gregos, através de um enquadramento triangular das mesmas. O posicionamento diagonal da cabeça feminina, olhando para a esquerda, remete o observador a dirigir também seu olhar da direita para a esquerda, até o lampião trazido ainda aceso sobre um braço decepado e, finalmente, à representação de uma bomba explodindo.
Esse quadro foi feito também com o objetivo de passar para os que vissem, o que ele estava sentindo, um vazio por dentro de si, um conflito, uma guerra consigo mesmo buscando resposta pra sua vida amorosa , e toda vez que ele via o quadro, pensava consigo mesmo, será que o meu problema é maior que essa guerra, ou tem mais importância para os outros, e naquele momento ele conseguia esquecer. O que para nós demonstra uma grande preocupação por parte do autor do mesmo.

…./….

Há uns anos estive em Guernica. Foi uma sensação estranha o que senti, e também esperava
que a terra tivesse retratado melhor esse seu passado. Mas impressionou-me bastante estar
ao pé da árvore onde morreram tantas pessoas, e pisar chão que anos antes tão manchado
de sangue foi por ordens de um ditador.

Gentilmente oferecido pela SECRETA

Mergulho no abismo uma e outra vez,

          perco-me em mim, nas areias

           movediças da existência.

corpo ao abandono,

olhos entreabertos,

o vazio por dentro,

Sou incompleta, como o vento que sopra lá fora e me rasga a voz.

É estranho e cruel, este sentir. Se houvesse ao menos, quem o pudesse perceber…

Escrito por Secreta

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Miséria Humana – Maria Dolores Marques

Gente tresmalhada que não sabe a origem dos seus medos
Miséria humana
Pobre gente que por não ter onde cair, vai caindo
Miséria humana
Humilhação em cima da mesa, por falta de uma côdea de pão
Miséria humana
Dos que não tem o que comer e vão comendo… migalhas
Miséria humana
Rostos disformes com calafrios na espinha
Miséria humana
Bombas que rebentam à porta de casa e não destroem as pedras da caçada
Miséria humana
Mãos em cima de fardos de palha, o que resta da ceifa da semana
Miséria humana
Corpos deitados numa praia deserta e o mar a sacudir os cascos de um navio
Miséria humana
Escassez da terra, do céu, do mar e de além-mar
Miséria humana
Enquanto as raízes das árvores secam e os frutos caem em bocas fechadas
Miséria humana
Saber falar e não saber o que dizer a quem está perto
Miséria humana
Não saber o que é o amor e sentir a dor e o desamor
Miséria humana
Sequestro da mente para pensar em nada
Miséria humana
Todos em pé à espera que o dia comece
Miséria humana
Todos em fila indiana para não perderem o norte
Miséria humana
Dois corpos a dormir lado a lado, sem saberem um do outro
Miséria humana
Os que trazem a miséria ao colo
Miséria humana
Olhar de perto a cidade numa noite de verão e saber que há gente a cogitar em vão
Miséria humana
Os que apontam o dedo indicador e não tocam em lugar nenhum

…Miseráveis os que sem saber onde começaram, querem sentir-se esvair em algum lugar….

(Dolores Marques)
Imagem (NET)

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Quando te Esqueço de NILSON BARCELLI

Quando te esqueço,
sou tão robusto como um castelo impenetrável,
mas, quando me lembro de ti,
sou gelatina:
as minhas muralhas tremem
como varas ainda verdes ao sopro da tua alma.

Quando te vejo, é bem pior:
a tremedeira cessa,
mas eu inteiro fico nu e indefeso
pela robustez que se entristece ao teu primeiro olhar
e que morre, feliz, em cada curva do teu corpo.

Mas eu prefiro não me esquecer de ti
para que tudo o que é teu aponte para mim
com a afinidade de uma bomba de neutrões
e me transmutes inteiro até à fusão em ti.

NILSON BARCELLI

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