Ao meu melhor amigo – soneto de Adelina Velho da Palma(gentilmente cedido)

Há muito tempo cruzei-me contigo

mas nada aconteceu de extraordinário,

entre prematuro e retardatário

recusaste ser mais que meu amigo…

Descasei e joguei. Pra meu castigo

o vero afeto foi-me refratário,

minhas ligações – um mesmo calvário

e meus consortes – um só inimigo!….

Enquanto tudo o resto era precário

tua existência foi perene abrigo

no meu acidentado itinerário…

Há muito tempo cruzei-me contigo

e algo aconteceu de extraordinário

– pra toda a vida ganhei um amigo!…

……………………….//…………………………………..

Maria Adelina Nunes da Fonseca Velho da Palma nasceu a 30 de Janeiro de 1954, em Lisboa.

Licenciou-se em Matemática pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (1976), onde foi assistente de Análise Matemática, após o que iniciou uma carreira dedicada à informática (1978).

Começou a escrever em 2002, prosa e poesia, tendo publicado a primeira obra, uma colectânea de contos intitulada “Areias movediças e outras histórias de inquietação”, em 2005. Seguiram-se mais duas colectâneas de contos, “O gato das oito vidas” em 2006 e “A boa, a má e a vilã” em 2008.

sugiro uma visita ao seu site:
http://adelinapalma.com/prosa-e-poesia