Recebido da minha estimada amiga Maria da Fonseca

Em tempo de rescaldo dos grandes incêndios que lavraram nestes dias na Ilha da Madeira

e no Algarve, é de inteira justiça lembrar aqueles que, sem hesitações nem titubeâncias,

deram o seu peito às chamas para salvar vidas e haveres das populações mais débeis destes territórios.

A sublime lição

dos soldados da paz

( Um apontamento de Eugénio de Sá )

Neste deserto global da indiferença humana em que vemos transformar-se a sociedade, sobretudo a sociedade cosmopolita, os bombeiros voluntários constituem autênticos oásis de solidariedade e de esperança, que mostram que nem tudo está perdido. Outras classes há que, pela sua estimável acção, são igualmente dignas de menção e justo aplauso, sem dúvida, mas os “nossos” bombeiros ocupam, indiscutivelmente, o altar mais alto da admiração coletiva.

O toque da sirene sobrepõem-se aos afazeres e aos passatempos dos que se encontram em prontidão, ou, dos que o não estando, sabem que a sua presença pode ser um importante reforço aos que vão enfrentar-se com os acidentes provocados pela natureza ou pelo seu semelhante, quer seja por infortúnio, por incúria ou desleixo, ou ainda por tantas outras causas, cujos efeitos eles ajudam a minorar, sem se pouparem a esforços e sacrifícios, nem questionar ou emitir juízos de valor.

Dão-se simplesmente, tantas vezes com o risco da própria vida, para tentar salvar outras, honrando a máxima universal da sua classe: “vida por vida”.

Quantos de nós não tomamos conhecimento ou assistimos já – ao vivo ou em direto, pela TV – os espectaculares feitos destes benditos soldados da paz ? – Podemos, certamente, dizer que lhes perdemos o conto, tal a profusão de situações de típica intervenção dos nossos abnegados e gloriosos bombeiros.

E não se pense que, apesar de voluntários, estes homens e mulheres não estão preparados e treinados para operar. – Ao contrário; a sua preparação, disciplina e coordenação com a respectiva cadeia de comando é perfeita e a qualidade da sua acção irrepreensível e altamente eficaz, ao invés do que, infelizmente, vem acontecendo com outros sectores da socieadade “ditos” profissionais.

Parafraseando Lord Winston Churchill, então em tempo de guerra, direi sobre a valia social dos bombeiros voluntários – e, também, com inteira justificação – que, em tempo de paz; “nunca tantos deveram tanto a tão poucos” .

Saibamos aproveitar a lição de solidariedade destes verdadeiros soldados da paz, que não desertam perante o perigo e que sabem oferecer – sem hesitações – a sua vida, em holocausto, sempre que está em causa a salvação da do próximo.

E.Sá

sugiro uma visita ao blogue de Maria da Fonseca
http://poesiadanatureza.blogspot.com

fotografia cedida por Valdemar Traca

Há pessoas que têm uma capacidade em fotografar com tal qualidade e sensibilidade
cujas fotos me deixam absolutamente fascinada. É o caso de Valdemar Traca.

Como sabem, já tenho feito aqui algumas referências a fotógrafos que me fascinam
com os seus trabalhos. É mais uma vez, o caso.

Sugiro uma visita ao seu site:
http://www.valdemartraca.com

O MAIOR BEM – Lita Lisboa

O MAIOR BEM !

À minha alma afloram recordações,

numa simbiose entre passado e o presente

e tudo aquilo que me vem à mente

daria um mundo de baladas,

algumas, bem irreverentes …

Sou um ser, em turbilhão, que se fez gente,

que tentou ser, na vida, transparente

e jamais pensou em enganar alguém.

Segui bom rumo ?

Errei ?

Quem sabe o que está certo, para viver ?

Vivi… lutei… e venci algumas vezes,

e se consegui na vida um maior bem,

foi aquele, que desde que nasceu,

me chama MÃE !

retirado da página de Anabela de Araújo
do Facebook