POEMA de Gaspar da Silva

O Poema é uma perplexidade
É um mundo vago cheio de intenções
O Poema é uma borboleta reencontrada
Comum
Flutuante
Contínua
Com uma máscara de estrelas
E sons condensados em surpresas.
O Poema é sempre inflexível
Instantâneo, profundo, um raio de delírio.
O Poema é sempre uma denúncia.
Uma rosa rubra que impassível fica.
Depois o Poema é vida em cada um
Espaço em qualquer zona
E dilatando-se é sempre um rosto amanhecido
Que pertence a quem o lê!