Sempre respeitei Ramalho Eanes com quem trabalhei no tempo do PRD, sabendo bem quanto é uma pessoa íntegra

Tal e   qual o nosso actual presidente da república .Leiam atentamente e
encontrem as semelhanças e diferenças, se realmente existem

OBRIGATÓRIO LER! Ao contrário do que se diz, ainda existem políticos com
integridade e valores!

Texto de Fernando Dacosta…. para reflexão, se ainda temos tempo para
isso!!!

[]

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada
pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.

O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com
quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a
receber.

Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de
militar para a qual descontara durante toda a carreira.

O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso
aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.

Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas
durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos
mil euros.

Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício,
que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e
não aceitou o dinheiro.

Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à
traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma
esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o
imergem, nos imergem por todos os lados.

As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de
conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo
abandono social.

Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou
a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da
Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a
difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o
Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e
aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»

O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter
aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa
recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de
semelhantes comportamentos.

“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da
responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se
indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de
outrora”.

Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da
honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e
inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta- acrescentando os outros.

“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi
como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e
probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como
escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões
salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.

Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um
nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a
acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser
decentes.

Disseram que perante as dificuldades da Presidência teve de vender uma casa
de férias na Costa de Caparica e ainda que chegou a mandar virar dois fatos,
razão pela qual um empresário do Norte lhe ofereceu tecido para dois. Quando
necessitava de um conselho convidava as pessoas para depois do jantar, aos
quais era servido um chá por não haver verba para o jantar. O policia de
guarda em vez de estar na rua de plantão ao fio e chuva mandou colocá-lo no
átrio e arranjou uma cadeira para ele não estar de pé. Consta que também lhe
ofereceram Ações da SLN-BPN, mas recusou.

Obrigatório Repassar.
Todos os Portugueses têm a obrigação de saber isto.
E já que a comunicação social deste nosso triste País está “impedida” de
divulgar estes casos, vamos nós assumir essa missão.

Autor: sinfoniaesol

Viver é o mais importante de tudo e se for com amizade, amor e saúde, que mais pedir?Viva a Vida!!!

4 opiniões sobre “Sempre respeitei Ramalho Eanes com quem trabalhei no tempo do PRD, sabendo bem quanto é uma pessoa íntegra”

  1. Obrigada amiga pela publicação deste maravilhoso testemunho de honestidade e coerência!
    De pessoas assim, a Comunicação Social não fala, mas eram estes testemunhos que deveriam passar pelas televisões todas e todos os jornais e revistas!…
    Podia ser que mexesse com o interior das pessoas que nos governam e que as leis fossem mais justas, as pessoas mais conscienciosas e o País menos apavorado com tanta riqueza desmesurada, tanta pobreza envergonhada e tanta falta de valores humanos!…
    Beijinho, querida amiga!

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