ADORMECI A VIDA de: ROSA MARIA

Adormeci a vida…afundei-me no mar bravio…fiquei nua
Deitei ao vento…os segredos…os medos…todos os restos
Expus as cicatrizes…raízes profundas duma noite sem lua
Fiz do silêncio a minha voz…dos sonhos os meus desertos

Calo as palavras…embriago-me…bebo-me…mergulho em mim
Deito-me sobre as pedras…dispo na noite…os meus cansaços
Já nada espero…nada quero…junto os pedaços que não vivi
Sou um resto de nada…sou o chão desfeito dos meus passos

De mãos estendidas…espero o nada que me dá a morte
Adormeço a vida…sem gestos…sem braços…sem mim
Carrego nos ombros cansados…o frio que me dá a noite
No corpo vazio…carrego a desilusão…que me dá o fim

Adormeço na terra fria…choro a solidão escrita em poesia
Olho-me e não me encontro…quebrou-se o espelho da vida
Rasgo a carne que me cobre…choro o meu corpo em agonia
Se vivo não sei…se estou morta…sei lá…estou apenas ferida

No frio da noite…na escuridão do dia…sou o grito da morte
Sou o adeus mudo…sou a solidão…do meu corpo de mulher
Sou a lágrima que me escorre de mansinho…sou vento norte
Caí e levantei-me tanta vez…despedacei-me…rasguei a pele

Guardei a dor…no fundo de mim…calei o grito…anoiteci
Soletrei os meus cansaços…amordacei no peito as mágoas
Rasguei as palavras…deitei-as ao vento…caminhei sem mim
Entreguei meu corpo ao mar…vi correr as minhas lágrimas

Escrito por : Rosa Maria

(retirado,com a devida autorização
da página de Facebook de Rosa Maria
seu blogue:
http://rosasolidao.blogspot.com

As cinco versões de O GRITO de Edvard Munch

em Arte por Jéssica Parizotto em 27 de ago de 2012

A célebre pintura de Edvard Munch possui cinco versões executadas em diferentes materiais e técnicas. Veja todas elas aqui.

Esta é a versão mais conhecida, pintada em 1893 em óleo e pastel sobre cartão, encontra-se exposta na Galeria Nacional de Oslo.

Versão que também data de 1893, feita a lápis, pode ser vista na Galeria Nacional de Oslo.

Executada em têmpera sobre cartão, em 1910, esta versão podia ser vista na Galeria Nacional de Oslo até 2004, quando foi roubada. Recuperada em 2006, a obra apresentava danos irreparáveis segundo especialistas.

Versão de 1895, feita em pastel sobre cartão, pertencia a uma coleção particular e em maio de 2012 tornou-se a obra mais cara arrematada em um leilão, vendida por US$ 119,9 milhões.

Como todas as outras obras de arte que tornam-se “fenômenos” de popularidade, para atender a demanda gerada por revistas e jornais, em 1900, Edvard Munch criou esta litografia. A base feita de pedra foi destruída pouco tempo depois.

Fonte:OBVIOUS

SER FLOR

Florescer – é Resultar – quem encontra uma flor
E a olha descuidadamente

Mal pode imaginar
O pequeno Pormenor

Que ajudou ao Incidente
Brilhante e complicado,
E depois oferecido, tal Borboleta,
Ao Meridiano –

Encher o Botão – opor-se ao Verme –
Obter o que de Orvalho tem direito –
Regular o Calor – escapar ao Vento –
Evitar a abelha que anda à espreita,

Não decepcionar a Grande Natureza
Que A espera nesse Dia –
Ser Flor é uma profunda
Responsabilidade –

Emily Dickinson

(extraído da página do Facebook

de Anabela de Araújo)