POR MIM PASSASTE – soneto de Adelina Velho da Palma

Passaste por mim de cara insuflada
o corpo amolecido de gordura
a roupa ao estilo de uma armadura
nuns grandes saltos (des)equilibrada…

Passaste muito bem acompanhada
por quem te arrastou para a loucura
te levou a patética aventura
e depois te largou na derrocada…

Passaste aparentando compostura
olhar inane, medicamentada,
sem noção da própria triste figura…

Passaste um dia pela minha estrada…
já não sei de que vinhas à procura
mas sei que o que te dei foi mesmo nada…

(sugiro uma visita ao seu site

http://adelinapalma.com/prosa-e-poesia )