CRISE já é um assunto que DÓI, mas penso que vale a pena ler este artigo

A origem da crise
11/10/2012 | 16:41 | Dinheiro Vivo

Dominique Strauss-Kahn (DSK) cometeu uma primeira heresia ao aparecer, ainda presidente do FMI, no documentário Inside Job, que atribui às práticas de Wall Street a origem da atual crise mundial. E uma segunda, ao tornar públicas conversas com banqueiros: diziam eles, segundo DSK, que não conseguiam, tal e qual dependentes químicos, controlar a própria ganância.

O político, que ajudou a denunciar o pecado capital da alta finança, tinha no entanto o seu: a luxúria. Sete meses depois do Inside Job, foi acusado de tentativa de violação de uma camareira no Sofitel de Nova Iorque, perto de Wall Street. As imagens de DSK algemado correram mundo. A conclusão do juiz, de que havia provas de relação sexual consentida e não de violação, e o facto da camareira ter apresentado duas versões à polícia mais uma terceira à rede ABC chegaram tarde e com muito menos repercussão. Resultado: o francês abandonou o FMI.

Cai um velho devasso, entra uma elegante senhora: nada de mais agradável para a opinião pública. Mas Christine Lagarde, a sucessora, era assim descrita no The Guardian por um colega do FMI dias antes de assumir o posto, em Maio de 2011: “Com ela teremos a proteção total aos bancos, será um desastre”. Pode até haver, mas não são conhecidas posições da chefe do FMI a favor da firme regulação dos mercados; pelo contrário, na defesa das políticas de austeridade na Europa é implacável.

Em Novembro de 2011, o jornal inglês The Independent relatava que o Goldman Sachs (GS), um dos bancos protagonistas do Inside Job, tinha “um plano de conquista da Europa” visando “uma troca de ideias, dinheiro e pessoas de tal ordem” que se tornasse impossível “distinguir o interesse público, do interesse do GS”. E listava oito ex-conselheiros do GS em altos cargos europeus, entre eles Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, e o português António Borges.

Há muitas discussões que de tão longas e barulhentas às tantas já ninguém se lembra como começam. Agora é voz comum – tão comum que parece concertada – atribuir-se a cidadãos (e estados) que viviam acima das possibilidades a principal causa da crise mundial. Os cidadãos, induzidos pelos seus estados, usaram, de facto, de pequenas ganâncias quotidianas como o segundo carro que não sai da garagem, o terceiro telemóvel que não toca, as férias no nordeste brasileiro como quem vai ali à Trafaria e já vem. Mas são microscópicas ganâncias quando comparadas com as daqueles financeiros viciados em lucro de que DSK falou.

Que a atual crise contribua para queimar gorduras individuais e coletivas antigas é um bom efeito lateral. Mas que se faça desse tema título e pós-título da crise e se fale de Wall Street apenas em nota de rodapé só pode ser fruto de uma política coordenada por spin doctors revisionistas. Como tratará um historiador, daqui a uns séculos, estes manifestantes que protestam pela Europa? Dirá que se tratou de “um grupo de gente mal habituada que vivia acima das suas posses parasitando o estado” ou de “um grupo de gente que se sentia injustiçada por estar a pagar sozinha (a excepção do Madoff expiatório) as ganâncias incontroláveis de uma elite”?

Para que esta crise sirva de alguma coisa, é preciso aprender que, se é verdade que os estados e os cidadãos devem ter juízo em tempos de vacas gordas, é acima de tudo, muito acima de tudo, verdade que não se pode deixar financeiros ao volante dos próprios lucros sem o cinto de segurança do estado.

E o que tem o Brasil a ver com isto? Numa altura em que a Classe C consome sem pensar no amanhã e em que a elite financeira clama por menos regulação, tudo.

Jornalista
Crónicas de um português emigrado no Brasil
Escreve à quarta-feira

fonte: http://www.dinheirovivo.pt(ignoro o nome do jornalista)

fotografias de ANJA STIEGLER (Fonte Obvious)

As imagens de sonho de Anja Stiegler

por em 09 de out de 2012 às 03:29 | 2 comentários

A fotógrafa alemã Anja Stiegler nos leva em uma viagem para o mundo lúdico dos sonhos.

anja-stiegler-photoflake.jpg

As fotos surreais da fotógrafa Anja Stiegler, conhecidas como Photoflake, nos levam a um mundo fascinante. Uma mistura entre o possível e o impossível, que nos trazem uma sensação de liberdade e felicidade oníricas.

GEORGE ORWELL

Fonte: wikipedia.org

O essencial da guerra é a destruição, não necessariamente de vidas humanas, mas de produtos do trabalho humano. A guerra é um meio de despedaçar, ou de libertar na estratosfera, ou de afundar nas profundezas do mar, materiais que de outra forma teriam de ser usados para tornar as massas demasiado confortáveis e, portanto, com o passar do tempo, inteligentes.

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Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que outros.
George Orwell

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George Orwell,pseudónimo de ERIC ARTHUR BLAIR (nascido em Bengala,
na Índia Inglesa, em 25 de Junho de 1903) morreu em Londres,
a 21 de Janeiro de 1950.escritor.

fonte: pensador.info

Ele nasceu, Eric Arthur Blair, em Motihari, Bengala, em 1903, uma colônia britânica da Índia, onde seu pai, Richard, trabalhava para o Departamento Ópio do Serviço Civil.Sua mãe, Ida, viajou com ele para a Inglaterra com a idade de um, ele não ver seu pai novamente até 1907, quando Richard visitou a Inglaterra por três meses antes de sair novamente até 1912. Eric tinha uma irmã mais velha chamada Marjorie e uma irmã mais nova chamada Avril.

Um vigário feliz que eu poderia ter sido
Duzentos anos atrás
Para pregar sobre condenação eterna
e ver meu nozes crescer; Mas nasceu, infelizmente, no mau tempo, que eu perdi refúgio agradável, Para o cabelo cresceu em meu lábio superior e do clero . são todos de barba feita e mais tarde ainda os tempos eram bons,Estávamos tão fácil de agradar, Nós abalou nossos pensamentos conturbados para dormir Nos seios das árvores. Todos ignorante que se atreveu a possuir As alegrias que agora dissimular; A greenfinch em o galho maçã Poderia fazer meus inimigos tremer. Mas barrigas menina e damascos, Roach em um córrego sombreada, cavalos, patos em vôo de madrugada, todas estas coisas são um sonho. É proibido sonhar de novo; Nós mutilar nossas alegrias ou escondê-los:Cavalos são feitos de aço cromo e pouco homens gordos deve montá-los. Eu sou o verme que nunca virou, O eunuco sem um harém; entre o sacerdote  e o comissário eu ando como Eugene Aram; E o comissário está dizendo a minha fortuna Enquanto o rádio peças de teatro, mas o padre prometeu um Austin Seven, Para Duggie sempre paga. Sonhei que morava em salões de mármore, e acordou para encontrar verdade; Eu não nasci para uma época como esta, era Smith? Foi Jones? Você estava?

Fonte: All Poetry