Leitura do Livro da Sabedoria ( a propósito da morte de um grande amigo – o Vitor)

Para tudo há um momento e um tempo para cada coisa que se deseja debaixo do céu:

tempo para nascer e tempo para morrer,

tempo para plantar e tempo para arrancar o que se plantou,

tempo para matar e tempo para curar,

tempo para destruir e tempo para edificar,

tempo para chorar e tempo para rir,

tempo para se lamentar e tempo para dançar,

tempo para atirar pedras e tempo para as juntar,

tempo para abraçar e tempo para evitar o abraço,

tempo para procurar e tempo para perder,

tempo para guardar e tempo para atirar fora,

tempo para rasgar e tempo para coser,

tempo para calar e tempo para falar,

tempo para amar e tempo para odiar,

tempo para guerra e tempo para paz.

Palavra do Senhor

Lembrei-me deste texto inserido no blogue de Helena Sacadura Cabral, pessoa que admiro,
e que foi lido esta semana numa missa celebrada por intenção do seu filho Miguel, que
partiu há seis meses.
blogue: http://hsacaduracabral.blogspot.pt

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A vida é sempre o princípio do fim = a Morte, todavia nunca se está preparado para tal acontecimento.

Eu hoje estou muito triste, porque perdi o meu amigo Vitor, embora ele fique sempre no meu coração.

Paz à sua Alma

O LAGO – Ana Teresa Pereira


O Lago
Autora: Ana Teresa Pereira
Editora: Relógio d’Água
N.º de páginas: 129
ISBN: 978-989-641-266-1
Ano de publicação: 2012

Nos últimos livros de Ana Teresa Pereira, o teatro vem ocupando um lugar cada vez mais importante na densa rede de referências simbólicas da autora. Mas é em O Lago que se esbate de vez a fronteira – porosa e vagamente assustadora – entre palco e vida. Se na novela anterior (A Pantera), uma escritora (Kate) transformava o actor com quem se envolvia (Tom) em personagem de ficção, desta vez há um dramaturgo e encenador (também chamado Tom, o mais recorrente dos nomes-fétiches de ATP) que pretende converter uma actriz na própria essência da fugidia protagonista da sua peça. «Há algum tempo que ela usava as palavras representar e escrever como se fossem exactamente a mesma coisa», diz-se a propósito de Kate em A Pantera. Essa quase equivalência torna-se agora absoluta, através de uma subtil reformulação da frase: «Não há qualquer diferença entre escrever e representar.»
Na primeira parte do livro, assistimos à aproximação entre Jane, uma actriz mediana, ex-bailarina que transporta a marca do seu falhanço (um dia caiu do palco e feriu o tornozelo; por isso coxeia ligeiramente quando se sente «perdida» ou «com medo»), e Tom, o dramaturgo/demiurgo à procura de transcendência: «Queria um mundo que fosse completo e perfeito em si mesmo. Como um buraco no universo.» Obsessivo, ele imaginou uma mulher na cabeça, no papel, e necessita de um corpo que se lhe adapte, «material para ser modelado». Os sinais estão todos à vista. A Tom, «sempre o seduzira a história de Pigmalião». Ou seja, só concebe amar um ser por si criado. E se escolhe Jane, apesar da sua inexperiência, é porque ela tem «alguma coisa de Audrey Hepburn» (a protagonista de My Fair Lady).
A peça de Tom decorre num só cenário (alpendre, paisagem de neve, lago ao fundo), com um homem e uma mulher a conversarem «em terreno familiar», e depois «mais fundo, onde fazia escuro, era perigoso, e não havia caminho de volta». Para que o enigmático texto liberte a sua corrente subterrânea de horror («mas talvez houvesse felicidade no horror»), é preciso que Jane seja «completamente» a personagem e passe «para o outro lado». Uma metamorfose que acontece no lugar onde a peça foi escrita: a única casa de um «vale maldito», isolada do mundo pelos rigores do Inverno. É ali que Tom esculpe tudo: um passado, memórias, gestos; um dia que se repete, sempre igual. Esta aproximação a «algo de abstracto» (talvez divino) exige uma «espécie de loucura», o fechamento num território assombrado. E na literatura portuguesa ninguém conhece melhor tais rarefeitas paragens do que Ana Teresa Pereira.

Fonte:bibliotecariodebabel.com

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Este livro ganhou o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa
de Escritores, no valor de 15 mil euros.

Fonte:OBVIOUS

Alexander McQueen – para além da moda

em moda por Wellington Almeida em 07 de out de 2012

A publicação de um livro de fotografia que acompanhou o trabalho de Alexander McQueen durante 13 anos e o anúncio do novo diretor de criação da McQ – a segunda linha da grife de McQueen – traz o gênio do designer inglês de volta aos holofotes e relembra-nos como sua obra influenciou a cultura pop.

Alexander McQueen tributo na Vogue americana, Maio de 2011, Steven Meisel©
Primavera de 1999. Uma modelo com um vestido completamente branco surge nas passarelas da London Fashion Week ao som de música barroca. Ao invés do catwalk habitual, ela gira como uma bailarina numa caixa de músicas em meio à duas pistolas-robô que parecem saídas de um filme de ficção científica. Enquanto gira, as duas pistolas disparam tinta no vestido e a peça é criada ali mesmo, à frente de todos, numa clara alusão a técnica de pintar do pintor americano Jackson Pollock.

Esta talvez seja uma das mais icônicas apresentações do estilista inglês Alexander McQueen, que a cada coleção reinventava-se na passarela e alterava os padrões da moda contemporânea, deixando as expectativas para os seus desfiles sempre alta e concorrida.

O famoso momento «pistolas-robôs» onde uma peça é criada em frente aos presentes

Recentemente, duas notícias trouxeram o nome de McQueen de volta à ribalta: o nome de Alistair Carr à frente da direção criativa da segunda linha de roupas da grife de McQueen, a McQ e a publicação do livro da fotógrafa francesa Anne Deniau «Love Looks Not With The Eyes» onde acompanha, desde 1997, o trabalho de McQueen (quando ele ainda trabalhava na Givenchy) até os seus últimos dias.

Em pouco mais de dez anos, McQueen se impôs e imprimiu sua arte no mundo fashion e na cultura pop como poucos conseguiram. Dono de um estilo que não deixava ninguém indiferente, McQueen unia o hiperbólico e o clássico em suas criações, subvertendo a máxima «menos é mais» e elevando as suas peças à
condição de instalações e performances únicas.

Capa do livro de Anne Deniau «Love Looks Not With The Eyes» Foto: Divulgação

Quem poderia imaginar que Lee Alexander Mcqueen, menino de família pobre, criado nos subúrbios de Londres e que nunca chegou a acabar o secundário fosse tornar-se num dos mais respeitados e celebrados fashion designers do mundo? Talvez nem o próprio.
Nascido em 17 de Março 1969, foi um dos seis filhos de Ronald, motorista de táxi e Joyce, professora primária. Durante a adolescência sofreu bullying dos seus colegas de escola por causa da sua homossexualidade e, por isso, abandonou os estudos aos 16 anos indo trabalhar na Saville Row, famosa por seus ternos feitos sob encomenda para homens. Desde então, McQueen não parou mais: mudou-se para Milão, onde trabalhou como assistente de design e, alguns anos mais tarde, frequentou a Central Saint Martins College of Art e Design, onde tirou seu mestrado em Design de Moda em 1992.

Seu projeto de conclusão de curso, inspirado em outro Jack, o Estripador, foi adquirido em sua totalidade pela excêntrica estilista londrina Isabella Blow, que viria a ser uma amiga íntima de McQueen ao longo de toda a sua vida. Dizem que o convívio diário com Blow foi peça-chave na lapidação do estilo de McQueen.

O famoso sapato «Armadillo» imortalizado por Lady Gaga

As suas criações, ao longo dos anos, viraram sinônimo de excentricidade e extravagância, criando uma espécie de nova leitura da arte contemporânea. Os seus últimos anos de vida foi talvez a época de maior intensidade criativa do designer londrino, criando peças que transcendiam à sua simples condição de vestuário de moda. O seu estilo, apesar do peso da alta costura britânica na sua formação, ficou consagrado por um certo toque de rebeldia e anarquismo.

McQueen se utilizava do clássico para fazer uma espécie de desconstrução da arte; quebrava totens e lugares comuns e deturpava o belo com toques grotescos de uma natureza selvagem. Este híbrido de influências díspares fizeram com que suas criações se destacassem também no contexto da arte e cultura pop.

Na área da música, o nome de McQueen teve uma grande projeção; especialmente depois que artistas como Björk e Lady Gaga passaram a fazer uso das suas peças e até usá-las em seus videoclips.

De PABLO NERUDA

Não te quero senão porque te quero
Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

Ontem foi o Dia do Poeta e quero homenagear todos os meus amigos poetas e poetisas(que felizmente são muitos) que me têm cedido os seus poemas, na pessoa que é madrinha deste blogue: ROSA MARIA

Poeta é aquele que faz versos, que escreve poesias.

A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, uma forma de linguagem. A poesia é uma linguagem verbal criativa. Uma arte de escrever em versos. Uma forma de se expressar e transmitir sentimentos, emoções e pensamentos.

Antigamente, as poesias eram cantadas, acompanhadas pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isto, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico.
fonte: http://www.smertkids.com.br

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Para os poetas e poetisas e para quem não sendo
poeta, sente a poesia.
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Hoje…queria escrever um poema de amor…

Queria escrever um poema…com a claridade da madrugada
Com o vermelho das rosas…queria um último poema de amor
Que fosse terno e eterno…com o doce aroma a terra molhada
Queria escrever um poema…que fosse o esquecimento da dor

Queria escrever um poema…sensual e triste como a noite
Voluptuoso e libertino… que falasse da solidão dos corpos
Das ilusões da vida…do vazio abismo…da sombra da morte
Queria escrever um poema… de sonhos…de sonhos loucos

Queria escrever um poema que falasse dos olhares sombrios
Das mágoas…das angústias…dos espinhos das rosas floridas
Dos poetas tristes…das madrugadas vazias…dos rostos frios
Queria escrever um poema…de palavras de amor sentidas

Queria escrever um poema…que falasse da maresia e do vento
Das tempestades…do inferno…do fogo da carne…do mar imenso
Dos nós cegos do destino…da escuridão das trevas…do tempo
Queria escrever um poema…sem lágrimas…infinito e intenso

Queria escrever um poema…que falasse da pele que cobre a alma
Dos braços…dos abraços…da nudez que cobre o desejo…da ternura
Das nuvens negras que cobrem o céu…do luar frio…da noite calma
Queria escrever um poema…que fosse o climax da minha loucura

Queria escrever um poema…despido de memórias…vestido de vida
Do remanso das águas…do amor e dor…das mãos cheias de nada
Das casas desabitadas…dos medos…dos segredos…da rosa ferida
Queria tanto escrever um poema que vestisse de luz a madrugada

Escrito por: ROSA MARIA

 

(seu blogue: http://rosasolidao.blogspot.com )
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de Fernando Pessoa

AS EMOÇÕES E OS DESEJOS SÃO MANCHAS DE HUMANIDADE

As emoções e os desejos são manchas de humanidade que têm de ser tiradas da alma quando ela procura a atitude científica.

A sensação estética pode tornar-se uma ciência; e a originalidade…cultivada como uma disciplina.

A sinceridade é o grande obstáculo que o artista tem a vencer. Só uma longa disciplina, uma aprendizagem de não sentir senão literariamente as coisas, podem levar o espírito a esta culminância.Fernando Pessoa, 1914
(da página de Anabela de Araújo
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