A CORDA

(imagem de Denning Guy)

Quando o vento sopra ao teu ouvido
e sentes que os pensamentos se perturbam
lembra-te de mim, escuta esse suspiro
que do meu peito sai como um gemido
em que as pedras do silêncio se derrubam…

Lembra-te que existo, que sou a tua alma
que tudo em mim precisa do que é teu:
o teu abraço, o teu carinho, a tua calma
a tua vida, a tua força, a tua cama
onde o meu sonho um dia adormeceu…

Ouve o que o vento diz e te recorda
escuta a sua voz e compreende
que tudo em mim és tu, tu és a corda
que no meu peito uma palavra borda
com grandes letras que ninguém entende…

Felipa Monteverde

(Este poema foi cedido por um blogue colectivo :
da Maria da Luz S.
do Miguel Afonso
e da Felipa Monteverde

É um blogue muito recente, mas também vocacionado para
a poesia e que eu tenho muito gosto em divulgar.
http://troikadapoesia.blogspot.pt