Conheça o incrível trabalho de manipulação de fotos por THOMAS BARBEY

Photo-Manipulations-by-Thomas-Barbey-10Photo-Manipulations-by-Thomas-Barbey-12Photo-Manipulations-by-Thomas-Barbey-11Manipulação de fotos têm sido um pilar da fotografia, mesmo antes do advento do Photoshop, mas com o uso onipresente do programa por todos o mundo tornou-se inundado com trabalhos de seriedade questionável e dúvidosa. Felizmente o trabalho de Thomas Barbey nos enche de esperança. Suas peças trazem de volta uma qualidade surreal clássica, talvez porque ele faça seu trabalho a moda antiga – com fotografias de cinema cuidadosamente planejadas com base, seleção de negativos e até um pouco de aerografia.

Anos de viagem e artistas como René Magritte, MC Escher ou Roger Dean inspiraram Barbey a criar suas peças . Seus trabalhos em preto e branco jogam com escala e perspectiva de maneiras que torcem a realidade sem distorcer seus elementos individuais. Simplesmente fantástico!

Fonte: http://newshunter.blog.com)

O menino que Gaspar não Conhece – Nicolau Santos e o poema RIO DOS SONHOS

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Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos.

Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros.

Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica.

Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não.

O momento embaraçoso é quebrado pela senhora atrás da jovem mãe. Quanto são as bolachas, pergunta à empregada da caixa. Ponha na minha conta. O menino sorriu. Mas foi um sorriso muito envergonhado. A mãe agradeceu ainda mais envergonhada. A pobreza de quem nunca pensou que um dia ia ser pobre enche de vergonha e pudor os que a sofrem.

Tenho a certeza que o ministro Vítor Gaspar não conhece este menino, o que seria obviamente muito improvável. Mas desconfio que o ministro Vítor Gaspar não conhece nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou se conhece considera que esse é o preço a pagar pela famoso ajustamento. É isso que é muito preocupante.

Fonte: Jornal Expresso

(obrigada a quem me enviou)

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RIO DOS SONHOS

Célia Laborne

Estória do rio dos verdes cismares,

do rio dos sonhos eu tento tirar,

das águas que eu toco ou penso tocar.

Pedaço de espuma, de onda, de chuva,

que corre e canta chamado do mar

que foge e rola querendo ficar.

Estória que nasce e cresce das águas

sem dor, sem ruído, sem medo de errar

falando o segredo que eu tento contar.

Pedaço do rio de verdes cismares,

das coisas que dei ou quis encontrar

daquilo que eu amo, ou penso amar.

Estória do rio, pedaço do mar…

no meio da noite te vejo chegar.

 

(poesia classificada em 5º. lugar no concurso NOVOS POETAS,

da Vivara Editora e gentilmente cedido pela sua autora.)