UMA ODE… a Phantasos Ou a METÁFORA…dos SONHOS ERRADOS…
pantasos Nos meus sonhos Na ânsia de te encontrar… Estou “farto de amar”!… … Esta…aquela…e a outra Hoje…amanhã e depois!… Mas nunca…nós os dois!… São sempre sonhos irreais… Errados… e envenenados Por imagens banais Que te escondem… E nos mostram separados… Dizem… que são o favor (?!)… De um Deus que se faz mulher E porque não gosta do Amor (!?….) Ou por outro capricho qualquer Comanda e engana… o meu sonhar…. Mas a verdade do porquê… Deste nunca te encontrar…!? Não sei… Fantasiando… Assim de repente… Talvez esse Deus prepotente Esteja só a copiar O que já nos acontece na vida real: Vivemos cada vez mais separados Nos sonhos… e nos pecados! E por tal…torna-os tristonhos… Igual… aos nossos instantes Passados… em sonhos Ou acordados… Se assim for… Só ampliou a dimensão de uma dor Que no Amor se instala Quando a separação acontece … Mas o meu coração não se cala E diz: “Estou farto!…sim… Mas só dos meus sonhos … E às vezes… também de mim…
Já de ti…e contigo…
Nem depois…nem antes!…
E se isto é uma forma de castigo…
Que foi de mal que eu fiz!?…
E quando é que tudo isto tem fim?!…”
Manuel Sepúlveda
Ilustração: Pintura de Yarek Godfrey
(extraído,com autorização,
da página de Anabela de Araújo
do Facebook)