Padre António Vieira

padreEscritor, pregador: 1608 – 1697

Orlando Neves

NESTE MUNDO HÁ MUITAS MISÉRIAS QUE NÃO SÃO IGNORÂNCIAS, E NÃO HÁ IGNORÂNCIA QUE NÃO SEJA MISÉRIA…NESTE MUNDO HÁ MUITAS MISÉRIAS QUE NÃO SÃO IGNORÂNCIAS, E NÃO HÁ IGNORÂNCIA QUE NÃO SEJA MISÉRIA…

QUANDO TUDO ACONTECEU…

1608: A 6 de Fevereiro, nasce em Lisboa António Vieira. – 1614: Aos 6 anos parte para o Brasil, com família; seu pai fora nomeado escrivão da Relação na Baía. – 1623: Aluno do Colégio dos Jesuítas na Baía, sente vocação religiosa. – 1624: Os holandeses ocupam a cidade; os jesuítas, com Vieira, refugiam-se numa aldeia do sertão. – 1633: Prega pela primeira vez. – 1635: É ordenado sacerdote, é Mestre em Artes e exerce a função de pregador. 1638: Pronuncia nos anos seguintes alguns dos seus mais notáveis Sermões. – 1641: Parte para Portugal na embaixada de fidelidade ao novo rei; é preso em Peniche no desembarque; torna-se amigo e confidente de D. João IV. – 1642: Prega na Capela Real; publica um sermão avulso. – 1643: Na “Proposta a El-Rei D. João IV “declara-se favorável aos cristãos novos e apresenta um plano de recuperação económica. – 1644: Nomeado pregador régio. – 1646: Inicia actividade diplomática indo à Holanda. – 1647: Vai a França e fala com Mazarino. – 1648: Emite um parecer sobre a compra de Pernambuco aos holandeses; defende a criação da província do Alentejo. – 1649: É ameaçado de expulsão da Ordem dos Jesuítas, mas D. João IV opõe-se. – 1650: Vai a Roma, para contratar o casamento de D. Teodósio. – 1652: Parte para o Brasil como missionário no Maranhão. – 1654: Sermão de Santo António aos peixes; embarca para Lisboa a fim de obter novas leis favoráveis aos índios. – 1655: Prega na capital, entre outros, o Sermão da Sexagésima; regressa ao Maranhão com as novas leis. – 1659: Escreve Esperanças de Portugal – V Império do mundo. – 1661: É expulso, com os outros jesuítas, do Maranhão, pelos colonos. – 1662: Golpe palaciano que entrega o governo a D. Afonso VI; desterro no Porto. – 1663: Desterro para Coimbra; depõe no Santo Ofício sobre a sua obra Esperanças de Portugal. – 1664: Escreve a História do Futuro; adoece gravemente. – 1665: É preso pela Inquisição, depois mantido em custódia. – 1666: Entrega a sua defesa ao Tribunal; é interrogado inúmeras vezes. – 1667: É lida a sentença que o priva da liberdade de pregar; D. Afonso VI é afastado do trono. – 1668: É mantido em custódia em Lisboa; pazes com Castela; é amnistiado, mas impedido de falar ou escrever sobre certas matérias. – 1669 – Chega a Roma, prega vários Sermões que lhe dão grande notoriedade na Corte Pontifícia e na da Rainha Cristina; combate os métodos da Inquisição em Portugal; defende novamente os cristãos novos. – 1675: Breve do Papa que louva Vieira e o isenta da Inquisição; regressa a Lisboa. – 1679: Sai o primeiro volume dos Sermões; recusa o convite da Rainha Cristina para seu confessor. – 1681: Volta à Baía e aos trabalhos de evangelização. – 1683: Intervém activamente na defesa de seu irmão, Bernardo. – 1688: É nomeado Visitador Geral dos Jesuítas no Brasil. – 1691: Resigna ao cargo por força da idade e da falta de saúde. – 1697: Morre na Baía, a 18 de Julho, com 89 anos.

fonte: http://www.vidaslusofonas.pt

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Num esforço conjunto da Santa Casa de Misericórdia e a Universidade de Lisboa, o pensamento e a dinâmica interventora do jesuíta António Vieira vão finalmente conhecer uma publicação compilada, em 30 volumes, pela editora Círculo de Leitores.

O aturado trabalho de edição está a ser coordenado pelos historiadores José Eduardo Franco e por Pedro Calafate, à frente de um grupo de mais de 30 especialistas em António Vieira que passaram os últimos cinco anos na tarefa de reanalisar as publicações dadas à estampa ao longo dos tempos, e a vasculhar arquivos em países por onde António Vieira passou.

A este significativo grupo de investigadores juntaram-se cerca de 15 estudantes ainda em período de mestrado e doutoramento que apoiaram nas pesquisas. Dessa atividade resultou a descoberta de documentos ainda desconhecidos, nomeadamente várias cartas guardadas no Arquivo Nacional da Torre do Tombo e ainda não atribuídas a Vieira.

Os primeiros volumes do projeto serão dados a público nos primeiros dias do próximo mês de abril.

O conjunto da obra agora delineada porá à disposição dos leitores interessados, na forma mais completa até hoje conseguida, um das mais brilhantes pensamentos filosóficos portugueses de sempre, não descurando a importância dos seus escritos para a observação aturada da nossa presença e ação colonial no Brasil, na passagem para o século XVII.

As cartas e os famosos sermões do padre Vieira, a sua aturada e polémica intervenção política, bem como as profecias, são aspetos maiores na importância dos conteúdos que agora serão divulgados de forma entrosada e que colocarão as ideias de Vieira novamente no centro das atenções, como merece.

O projecto prevê uma súmula dos principais textos, a serem
editados numa edição internacional, abragendo 8 línguas.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/lancada-obra-integral-do-padre-antonio-vieira=

Autor: sinfoniaesol

Viver é o mais importante de tudo e se for com amizade, amor e saúde, que mais pedir?Viva a Vida!!!

3 opiniões sobre “Padre António Vieira”

  1. Querida amiga

    Quando li pela primeira vez,
    alguns textos de Padre Vieira,
    fiquei sem chão,
    com tanta beleza,
    inspiração
    e profundidade,
    onde o belo existe
    ao lado da verdade,
    e se faz vida ao nosso olhar.

    Ser feliz não é um direito,
    mas um dever…
    Seja feliz… Faça feliz…

  2. AMOR E TEMPO
    Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera !
    São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas, que partem do centro para a circunferência, que quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino; porque não há amor tão robusto que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza, o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não atira; embota-lhe as setas, com que já não fere; abre-lhe os olhos, com que vê o que não via; e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhe os defeitos, enfastia-lhe o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor ?! O mesmo amar é causa de não amar e o ter amado muito, de amar menos.
    Padre Antônio Vieira

    Beijo.

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