relógios

 

 

Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios…

Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida – a verdadeira – em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna somente por si mesma é dividida: não cabe, a cada qual, uma porção.

E os anjos entreolham-se espantados quando alguém – ao voltar a si da vida – acaso lhes indaga que horas são…

( Mario Quintana )

Fonte: A Magia da Poesia