D O M

nanci

Dom, dádiva divina, presente de Deus
Transformar sentimentos em palavras,
Assim são os poetas, que bailam suas letras
Contando, encantando…
Palavras, sentimentos, criam vida!
Espargem amor, consolam corações
Enaltecem a paz, cântico dos cânticos
Vidas que soam,
Voam as letras, tocam corações,
Apaziguam almas
Nas palavras consolam …
E a vida retratam.

Nanci Laurino
27/12/2013

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Com este texto da Nanci, retirado, com a devida autorização da sua página do Facebook e porque estamos
a chegar ao final de 2013, quero agradecer IMENSO a poetas/poetisas/músicos/pintores/fotógrafos, etc.etc.
que me cederam gratuitamente os seus trabalhos.

Também a muitos amigos que me enviaram PPs dos quais extraí imagens para aqui colocar.

Também à Obvious que me envia muita informação com imagens e que “trabalho à minha maneira”
para aqui colocar aquilo que acho mais interessante,obviamente com adaptações minhas para
ficar um texto mais curto, para blogue.

À madrinha deste blogue Rosa Maria, também por toda a sua disponibilidade,
desde o primeiro momento.

Ao padrinho do meu blogue http://intemporal-pippas.blogspot.pt
Joaquín Duarte que está constantemente a enviar-me diverso
material que eu uso nos meus diversos blogues.

A muitos outros blogues que me deixaram partilhar os seus posts.

Enfim um obrigada a todos e sem vós este blogue não era o mesmo.

Ele é meu e VOSSO.

Que assim possa continuar em 2014.

Irene Alves

de Fernando Pessoa

pessoa

“Um dia a maioria de nós irá separar-se.

Sentiremos saudades de todas as conversas atiradas fora,

das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos,

dos tantos risos e momentos que partilhámos.

Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das

vésperas dos fins-de-semana, dos finais de ano, enfim…

do companheirismo vivido.

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre.

Hoje já não tenho tanta certeza disso.

Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum

desentendimento, segue a sua vida.

Talvez continuemos a encontrar-nos, quem sabe… nas cartas que trocaremos.

Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices…

Aí, os dias vão passar, meses… anos… até este contacto se tornar cada vez mais raro.

Vamo-nos perder no tempo…

Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:

Quem são aquelas pessoas?

Diremos… que eram nossos amigos e… isso vai doer tanto!

– Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito.

Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente…

Quando o nosso grupo estiver incompleto…

reunir-nos-emos para um último adeus a um amigo.

E, entre lágrimas, abraçar-nos-emos.

Então, faremos promessas de nos encontrarmos mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida
isolada do passado.

E perder-nos-emos no tempo…

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida

passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de

grandes tempestades…

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem
morrido todos os meus amores, mas enlouquceria se morresem
todos os meus amigos!

Fernando Pessoa