VIVE EM MIM ALGUÉM QUE JÁ MORREU – de Rosa Maria

ROSA MARIA AOS 15 ANOS
Vive no meu corpo alguém que já morreu…apenas o retrato
Da menina que fui ainda existe…da mulher somente restou
Uma sombra quase morta que dentro de mim ainda guardo
No retrato amarelecido no tempo onde me vejo e não estou

Vivem no meu corpo recordações perfumadas de silêncio
No meu rosto pedaços de luz querendo romper a escuridão
Na moldura enegrecida onde tristemente ainda permaneço
Nesse olhar onde já não existe nenhuma réstia de ilusão

Vive no meu corpo um desejo quase cinza…quase morte
Num grito rouco e profundo …lá bem no fundo de mim
Esse fogo de amor perdido…bailando no ventre da noite
Embalando nos braços a quimera do beijo que não senti

Vive para sempre no meu corpo…esse sonho que sonhei
Quando o sol se apagou e a noite deixou de amanhecer
E perdida no meu olhar ficou…aquela lágrima que te dei
Um perfume vago de saudade…pranto do meu entardecer

Vive preso nas minhas mãos o crepúsculo…como um adeus
Travo amargo com que teci as ilusões da menina da moldura
Que ficou presa no espelho…como uma sombra que morreu
Neste corpo que já não sinto…na minha alma que é lonjura

Vive no fio da navalha a mulher que em vida se amortalhou
Tão despida de ilusão neste abismo negro esculpido pela dor
No meu rosto entardecido pelas marcas que o tempo deixou
Nesta treva que me cobre…sepultei todos os sonhos de amor

Escrito por : Rosa Maria

(iMAGEM: ROSA MARIA aos 15 anos)
retirado,com autorização, da
sua página do Facebook)

Autor: sinfoniaesol

A vida deve ser vivida intensamente. Sempre foi esse o meu lema.

4 thoughts on “VIVE EM MIM ALGUÉM QUE JÁ MORREU – de Rosa Maria”

  1. Rosa Maria,

    Este poema é triste, melancolico e sem esperança.
    É a verdade colocada para fora, porque é melhor a verdade cruel do que a mentira de uma vida maldita.
    Contudo, caso esteja muito triste, algo tenha lhe magoado muito,
    por favor, me procure, porque pedirei a Deus as melhores palavras para lhe fazer sentir-se bem.

    Beijos

  2. Hay una tristeza enorme en este poema, el pasado que se fue pero que de alguna forma sigue ahí presente, al fin y al cabo día tras día vamos muriendo un poco más y aquello que fuimos sigue dentro de nosotros.

    Besitos!

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