do livro Portugal, Meu Amor de Ana Wiesenberger

ahnanananananalivroPortugal, meu amor
Meu destino por cumprir
Sebastião amordaçado na memória
Mensagem num horizonte sempre longínquo
Gaivota triste em cais de fome

Portugal, meu amor
Minha pátria dos que partem
E dos que esperam
Por melhores dias
Que tardam em chegar

Portugal, meu amor
Das gentes desavisadas
Das gentes desabituadas
Da coragem de dizer NÃO

Portugal, meu amor
Do povo amortalhado em tristeza
Confuso no seu viver dos dias
Que chora para dentro
Envergonhado demais para confessar a do
Portugal, meu amor
Liberta-te do Fado
Solta o teu grito
Dobra novamente o Cabo das Tormentas
Constrói a Boa Esperança com afirmação
Derrota os conformismos malfazejos
Os brandos costumes
Cabresto infame da razão e do caminho
Silêncio de vítima por preencher com vontade
E determinação

Portugal, agarra a hora
É sempre mais tarde
Mas nunca é tarde demais

Ana Wiesenberger in (Portugal, Meu Amor)

(poesia gentilmente cedida pela autora.
Sugiro uma visita à sua página do Facebook)

P A S S O – Ana Bailune

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Passo pelos meus sem ser compreendida,

Passo despercebida.

Eu inauguro cada dia da minha vida

E eles desfazem os laços.

Apressadamente viram os rostos

Quando eu passo,

Nada escutam do que eu digo,

Ou então torcem as palavras

Que lhes caem nos ouvidos.

Desenho um arco-íris com o arco do braço,

Escolho minhas próprias cores

Para pintar meu mundo, minhas flores,

Não desejo o cinza que derramam,

Não quero a indiferença desbotada

Com a qual me homenageiam

Quando eu passo.

cedido gentilmente pela amiga Ana Bailune,o que agradeço.

Um dos seus blogues é:
http://ana-bailune.blogspot.pt/

GAIVOTAS… de Lita Lisboa

GAVIOTAS
(imagenesfotos.com)lita lisboa

(Lita Lisboa .- autora do poema -.

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Grasnam no céu, as gaivotas,
pairando sobre o oceano…
Fogem da Terra, assustadas
com a visão dum país amordaçado,
onde os ecos da voz se perdem
num canto à sombra do nada.

Grasnam as gaivotas,
chorando a dor
das extintas primaveras,
de aromas fenecidos.

Em mim, persistem seus lamentos
e consumida pelos sons,
que me arrebatam os sonhos
do nascer dum mágico elixir,
a alma quebra-se, orvalhada
e vou perdendo a vida aos poucos,
sem ainda ter morrido.

Lita Lisboa, in “Crepúsculo”, página 21, edições Temas Originais, Coimbra, 2012.

(gentilmente cedido)

Sugiro uma visita à página de Lita Lisboa
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D E S E N C O N T R O S de Rita Freitas

sasasasEsta arte de perder-me nos cruzamentos

É a arte do desencontro

Desencontrei-me no cruzamento de vidas

Mesmo quando te encontrei na berma de um sonho

Carente que estava de sentir

Voltei ao labirinto perdendo-me entre a morte e a vida

Inseparável que estava da solidão

Talvez cure as asas feridas

E me encontre desses desencontros

Nos meus castelos de mar.

(gentilmente cedido pela sua autora)

Podem visitar o seu blogue
http://ritafreitas11.blogspot.pt/