E ainda Espanha…

willieA Esquerda Unida, formada por partidos de esquerda e com tendência republicana, está a tweetar há horas “#QueElPuebloHable: Referéndum y #ProcessoConstituyente para construir un nuevo proyecto de país”, tomando parte na liderança das manifestações convocadas para toda a Espanha que exigem um referendo.

O partido, na pessoa do seu cabeça de lista às eleições europeias, Willy Meyer, faz parte do grupo de cidadãos e partidos que está a agendar para as 20h00 desta segunda-feira manifestações que pedem um referendo no qual os cidadãos possam escolher fazer a transição de monarquia parlamentar a república.

Após ter tido conhecimento da abdicação de Juan Carlos, esta segunda-feira de manhã, Meyer declarou à agência espanhola Efe que “a democracia do século XXI exige que se convoque um referendo vinculando todo o povo a decidir se quer monarquia ou república”.

Pelo seu lado, tweetou que “se Felipe quer ser chefe de Estado e quer ter a confiança do povo, que lhes pergunte”.

O ex-líder da Esquerda Unida, Júlio Anguita, declarou que Felipe será “uma nova imagem de um produto que já está podre” e “uma manobra para que a oligarquia económica do franquismo continue a representar o poder”.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/republica-ou-monarquia-ja-se-exige-referendo-em-espanha=f873500#ixzz33WJJP0y6

mariaO chumbo de três normas do Orçamento do Estado para 2014 tem um “impacto muito significativo”, afirmou esta segunda-feira a ministra das Finanças.
Maria Luís Albuquerque, em declarações aos jornalistas à margem do I Encontro de Bancos e Instituições Financeiras dos Países da Confederação Empresarial (CE- CPLP), disse que ainda não está em condições de afirmar “quando estarão fechadas as medidas” para compensar o chumbo anunciado, sexta-feira, pelo Tribunal Constitucional.
“As decisões do Tribunal Constitucional têm um impacto muito significativo, esse impacto não se limita apenas a 2014, tem impacto também nos compromissos assumidos no Documento de Estratégia Orçamental e que representa o compromisso do país para o período pós-programa e vamos, portanto, precisar de tempo e de ponderação para saber como reagir a esta situação”, sublinhou a governante.
Questionado sobre a dimensão do “buraco” nas contas do Estado causado pelo chumbo dos cortes salariais na função pública, corte nas pensões de sobrevivência e nos subsídios de doença e desemprego, Maria Luís Albuquerque não avançou com um número.
“O impacto é em 2014 e 2015. Acresce que ainda não conhecemos todo o impacto sequer para 2014, porque ainda há outras decisões pendentes no Tribunal Constitucional”, referiu.
Sobre a carta de intenções ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que assinala a conclusão do plano de ajustamento, a ministra das Finanças respondeu: “a carta de intenções já tinha sido escrito e enviada, o programa ainda não estava formalmente concluído e, neste momento, não estamos em condições de saber exactamente quando é que isso poderá acontecer”.

E assim vão as coisas no PS

A direção do PS nem queria acreditar no que lia a meio da tarde desta segunda-feira: no blogue informal de apoio à candidatura de António Costa à liderança do PS – antonio.blogs.sapo.pt, de que que fazem parte o próprio Costa e apoiantes como Isabel Moreira, Pedro Delgado Alves ou João Galamba -, alguém comparava António José Seguro a Adolf Hitler.

“Se Hitler ameaçava levar o mundo todo com ele para o abismo caso a Alemanha tombasse, assim parece agir António José Seguro do seu ninho de águia”, lia-se.

“Isto é de uma enorme gravidade”, logo se qualificou no Largo do Rato.

O comentário do blogger José Borges, porém, já não se encontra online. Explica o autor: “Num momento infeliz publiquei um post pouco correto e que retirei por esse mesmo motivo. Pelo facto peço desculpa a quem se possa ter sentido pela comparação. A responsabilidade atinge-me exclusivamente”.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/blogue-costista-comparou-seguro-a-hitler=f873624#ixzz33W5kqwJe

O que se segue em Espanha

Proceso de abdicación
1. El escrito de abdicación debe ir refrendado por el presidente del Gobierno a los efectos formales de conocimiento.
2. El presidente del Congreso, que a estos efectos ejerce como presidente de las Cortes, convoca a las dos juntas de portavoces, reunión a la que asisten el presidente del Senado y el ministro encargado de las relaciones del Gobierno con las Cortes, para acordar el orden del día, que debe tener ese solo punto. En dicha reunión se explicita si algún grupo tiene dudas sobre la validez jurídica del escrito de abdicación.
3. Si no las hay, la reunión conjunta de las Cámaras sería muy corta. El presidente del Congreso, que encabeza la reunión, da lectura a un escrito muy breve, que se referirá exclusivamente a la aceptación de la referida validez jurídica. Nada de discutir su conveniencia, ni de convertir la sesión en un debate sobre la monarquía ni sobre su titular.
4. Si en las intervenciones no ha habido discrepancias, el presidente, de conformidad con los artículos 82.1 y 83 del Reglamento del Congreso, propone la aprobación por asentimiento.
5. SI hay discrepancia, habrá que votar. Como lo conveniente es que la votación sea secreta, basta con que lo pidan dos grupos parlamentarios o la quinta parte de los diputados y senadores presentes. Si nadie la pide, puede decidirlo el presidente.
6. El presidente del Congreso dará cuenta del resultado al rey y ordenará la publicación oficial.

7. La abdicación surtirá efecto el mismo día de dicha publicación oficial.
(in El Mundo

O futuro Rei

princioe
Aos 46 anos, Felipe de Borbón prepara-se para se tornar o novo rei de Espanha, chegando ao trono como um monarca de uma nova geração, munido de uma forte formação académica.
O príncipe das Astúrias possui um mestrado em Relações Internacionais da Universidade de Georgetown (Washington D.C.) e uma licenciatura em Direito da Universidade Autónoma de Madrid, onde complementou a sua formação com diversas cadeiras de Ciências Económicas.
A tudo isto soma os estudos na Academia Geral Militar de Saragoça, na Escola Naval Militar da Marinha e na Academia Geral do Ar de São Xavier. É ainda comandante do Corpo Geral da Armada e do Corpo Geral do Exército do Ar.
Felipe Juan Pablo Alfonso de Todos los Santos de Borbón y de Grecia nasceu em Madrid, a 30 de janeiro de 1968. É o filho varão dos atuais reis de Espanha, Juan Carlos e Sofia da Grécia, e irmão das infantas Helena e Cristina.
Como príncipe participava em diversos atos institucionais
Tornou-se herdeiro da coroa desde a proclamação do seu pai como rei de Espanha, em 1975. Dois anos mais tarde recebeu o título de príncipe das Astúrias.
Quando atingiu os 18 anos, em 1986, Felipe jurou perante as Cortes Gerais espanholas fidelidade à constituição e ao rei, assumindo-se como sucessor da Coroa.
Como príncipe herdeiro, participou em diversos atos institucionais em Espanha e manteve encontros periódicos com as principais instituições do Estado, no sentido de estar a par da situação política do país. E revela especial interesse em questões relativas à União Europeia, Médio Oriente, norte de África e América Latina.
Casamento como Letizia em 2004
Desde 1996, representou o Estado espanhol em diversas visitas oficiais à América Latina. Nas suas inúmeras viagens ao estrangeiro, tem procurado desenvolver um papel ativo na promoção dos interesses económicos e comerciais espanhóis.
Felipe integrou e equipa olímpica espanhola de vela no Jogos realizados em Barcelona. Aliás, vem de longe o interesse da família real pelos desportos náuticos, de que Juan Carlos sempre foi adepto e praticante.
Em 2004 a príncipe casou-se com Letizia Ortiz Rocasolano, jornalista divorciada, com a qual teria duas filhas.
“A coroa entrou num processo acelerado de degradação”

Juan Carlos já falou ao povo

O rei de Espanha justificou esta tarde a decisão de abdicar do trono com a necessidade de abrir a porta a uma “geração mais jovem, com novas energias” que “decida empreender com determinação as transformações e reformas que a atual conjuntura impõe e afrontar com renovada intensidade e dedicação os desafios do amanhã”.

Numa breve mensagem, previamente gravada, transmitida pouco depois das 13 horas (menos uma hora em Lisboa) na TV e na rádio, Juan Carlos manifestou a sua total confiança no filho.

“O meu filho Felipe, herdeiro da coroa, encarna a estabilidade, sinal de identidade da monarquia”, disse, para logo acrescentar: “O príncipe das Astúrias tem a maturidade, a preparação e o sentido de responsabilidade para assumir com total garantia a chefia do Estado e abrir uma nova etapa de esperança.”

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/merece-passar-a-primeira-linha-uma-geracao-mais-jovem=f873503#ixzz33TwW8yI8
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foto: Juan Medina – Reuters

JUAN CARLOS ABDICA

Filipe VI, príncipe das Astúrias, sucederá aos 45 anos a Juan Carlos no Reino de Espanha. “O Rei Juan Carlos acaba de anunciar a sua intenção de abrir o processo de sucessão”, disse o primeiro-ministro espanhol numa breve declaração para qual convocou toda a imprensa.

Os motivos serão comunicados pelo próprio Juan Carlos às 12h (menos uma hora em Lisboa), disse Mariano Rajoy que se referiu ao monarca como um “defensor incansável” dos interesses espanhóis em todo o mundo e que a todos deixa uma “impagável dívida de gratidão”.

Entretanto, fontes da casa Real disseram às agências EFE e Europa Press que a decisão, “muito refletida”, terá sido tomada em janeiro e não está relacionada com o estado de saúde do monarca.

Numa longa entrevista à TVE poucos dias antes de fazer 75 anos, Juan Carlos disse que gostaria de ser recordado “como o rei que uniu todos os espanhóis e que conseguiu restituir a liberdade e a democracia”.

Juan Carlos, 76 anos, proclamado rei de Espanha em 22 de novembro de 1975, torna-se o terceiro monarca europeu a renunciar ao trono em pouco mais de um ano. A 28 de janeiro, Beatriz da Holanda, 75 anos, passou o testemunho ao filho considerando que tinha chegado o momento de abrir a porta uma “nova geração”, e a 3 de julho Alberto II da Bélgica tomou idêntica decisão por motivos de saúde. “Constato que a minha idade e a minha saúde já não me permitem exercer as minhas funções como desejaria”, disse numa declaração aos belgas pela televisão.

Tratando-se de uma renúncia, será agora necessário aprovar uma
lei orgânica, tal como prevê a Constituição Espanhola, para que as Cortes possam proclamar o novo monarca. Para esse efeito, Mariano Rajoy convocou para amanhã uma reunião extraordinária do conselho de ministros.

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