O social-democrata Marques Mendes diz que foi ler os estatuos do Partido Socialista e que as primárias do PS são uma “ilegalidade”.”Costa é mais popular” do que António José Seguro e os militantes gostam de votar em quem é mais popular.

Apesar disso, “a partir de agora António Costa tem de ter cuidado. Está muito sobrevalorizado” e isso gera um excesso de expetativas que se pode virar contra Costa. A proximidade com José Sócrates também é “uma desvantagem” para o atual presidente da Câmara de Lisboa.

Mendes diz também que as declarações de Passos Coelho sobre o Tribunal Constitucional foram “um momento infeliz” do primeiro-ministro.

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A ex-seclintoncretária de Estado norte-americana Hillary Clinton afirmou na quinta-feira que “no próximo ano” vai decidir se disputará a nomeação democrata para as eleições presidenciais de 2016.
“Claro que vou ver cuidadosamente o que posso fazer e tomar uma decisão durante o próximo ano”, declarou, durante uma entrevista à cadeia televisiva ABC, ao ser distinguida como “a Pessoa mais fascinante de 2013” no programa da jornalista Barbara Walters.
Hillary Clinton, que dirigiu a diplomacia norte-americana de janeiro de 2009 a fevereiro de 2013, assegurou que se vai tratar de “uma decisão difícil”.
Aos 66 anos, a ex-secretária de Estado já disputou esta corrida eleitoral em 2008, quando perdeu as primárias do Partido Democrata para o então senador pelo Estado do Illinois Barack Obama.

António Costa é a escolha da maioria dos portugueses para líder do PS e candidato a primeiro-ministro. O autarca de Lisboa conquista 56% das preferências e deixa Antonio José Seguro a 20 pontos de distância. O estudo da Eurosondagem, feito para a SIC e para o Expresso, revela ainda que a grande maioria dos inquiridos considera que Seguro devia marcar eleições para o cargo de secretário-geral.

A analogia com Obélix a cair, em pequeno, no caldeirão da poção mágica, o adágio “de pequenino se torce o pepino” ou a metáfora “bebeu a política no leite materno” são lugares demasiado comuns para descrever a faceta pública de alguém como António Costa. Alguém habituado a esticar a corda desde muito cedo.

O episódio que, nos últimos dias, traz o Partido Socialista às sacudidelas por dentro é só o mais recente, num rol extenso. Ou não fosse ele nas palavras de Rui Pena, seu antigo colega no último Governo de António Guterres, “um indivíduo teso e determinado”.

Costa está a provocar um fenómeno político que, à esquerda dos socialistas, é olhado com uma apreensão curiosa. Há muita gente nas franjas das esquerdas com vontade de se deixar convencer de que a sua candidatura é agregadora. Mas que também quer dele mais clarificação; que apresente ideias concretas em relação ao Tratado Orçamental, cuja assinatura por António José Seguro critica; que diga o que pensa em concreto sobre a renegociação da dívida, a reforma eleitoral, os círculos uninominais e a redução do número de deputados. Enfim, há uma esquerda à espera, para ver se Costa faz deslocar a esquerda para o PS, ou o PS para a esquerda.

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