Impressionante escultura de uma lagosta

Jizai Okimono é o nome da arte japonesa de criar esculturas de animais de metal articulados, e de aparência incrivelmente realistas.

Inspirado pela técnica e em sua primeira incursão nesta arte, o mestre artesão Ryosuke Ohtake apresenta sua criação deixando evidente o seu talento, com a escultura de uma lagosta de madeira que, quando levantada, move as garras, patas e cauda como se fosse a criatura viva.

Considerada um projeto desafiante até mesmo para os artesãos mais experientes, a lagosta de Ohtake é uma obra-prima em detalhes.

Toda a habilidade e precisão do artista podem ser apreciadas no vídeo em que ele mostra e explica como são possíveis os movimentos de cada parte
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Fonte: Bocaberta.Org

O Governo admite apresentar e discutir no Parlamento até dia 10 de Julho medidas de substituição para tapar o buraco orçamental decorrente da inconstitucionalidade de várias normas do Orçamento de Estado (OE) de 2014.

Os agendamentos para discussão e votação, em plenário, até ao fim da sessão legislativa já estão fechados há algum tempo, mas, esta quarta-feira, na conferência de líderes, houve acordo para que o Executivo pudesse apresentar diplomas entre o dia 30 deste mês e o dia 10 de Julho.

O Governo informou os líderes parlamentares que, “face à alteração das circunstâncias ocorridas recentemente”, pode haver necessidade de apresentar novos diplomas, nomeadamente, medidas de substituição que respondam aos chumbos decretados pelo Tribunal Constitucional. Na sexta-feira (30 de Maio), o Tribunal Constitucional chumbou três medidas do OE para 2014: os cortes salariais acima dos 675 euros, a alteração ao cálculo das pensões de sobrevivência e a aplicação de taxas de 5% sobre o subsídio de doença e de 6% sobre o subsídio de desemprego. Para Passos Coelho, Portugal não pode estar em “permanente sobressalto constitucional”.

Destas medidas, apenas o chumbo aos cortes salariais não tem efeitos retroactivos, pelo que as poupanças encaixadas desde o início do ano, tanto pelas taxas aos subsídios de doença e de desemprego como pelo recálculo das pensões de sobrevivência, vão ser devolvidas.

As taxas sobre os subsídios de doença e de desemprego tinham uma receita estimada de 96,3 milhões de euros, de acordo com a síntese da execução orçamental da Segurança Social, enquanto a medida que fazia depender a pensão de sobrevivência paga aos viúvos do escalão de rendimentos do beneficiário tinha uma poupança estimada de 100 milhões de euros.

Fonte: Renascença Online

Passos Coelho sempre quis fazer leis que não cumprissem a Constituição

O confronto de Passos com o Tribunal Constitucional faz parte de uma estratégia de quem não compreende o que é a democracia e o Estado de Direito

Numa tarde morna de Abril de 2010, ali para os lados de Cascais, no primeiro discurso como presidente do seu partido, no encerramento do congresso que o entronizou, Passos Coelho concentrou as suas palavras na urgência de uma revisão constitucional. O país que ele queria não se podia construir com a Constituição em vigor – informou. “Nós temos de mexer na Constituição. Vamos rever a Constituição e vamos fazê-lo depressa” – disse do alto da tribuna, fazendo ecoar na sala uma estrondosa ovação. A crise europeia das “dívidas soberanas” ainda não tinha entrado na narrativa política, nem um pedido de resgate se adivinhava ainda. O que estava em causa, naquele discurso, mais do que uma revisão constitucional, a qual sabia não ser possível concretizar, era apontar uma clara proposta de alteração do regime democrático em que vivemos desde a aprovação da Constituição de Abril de 1976. Só faltou, para ilustrar capazmente o ambiente daquele congresso, o apelo a uma nova Vilafrancada, a revolta dos absolutistas que revogou a Constituição liberal de 1822.

O confronto do governo de Passos Coelho com o tribunal Constitucional, assumido desde a primeira declaração de inconstitucionalidade, no orçamento de Estado de 2012, não é acidental. É sistemático. Faz parte de uma estratégia de quem mal compreende o que é a democracia e o Estado de Direito. E de quem procura o desgaste daqueles a quem, na arquitectura do regime, foi conferida a competência para fiscalizar a conformidade com a Lei, dos actos do governo. As declarações de Passos Coelho, na semana passada, não são, por isso, de estranhar. São recorrentes. Estas invectivas fazem parte do código genético ideológico desta direcção do PSD. Só que desta vez, o barítono subiu o tom até roçar a arruaça. Se o nosso rei absolutista, D. Miguel, usou contra os defensores da Constituição de 1822 a expressão “pestilenta cáfila”, Passos Coelho não lhe ficou atrás nas suas diatribes contra os juízes do tribunal Constitucional. E fê-lo, agora, da forma mais desbragada, sem usar do respeito que usa nas relações com outros órgãos de soberania, nomeadamente o presidente da República. Desta vez, Passos Coelho foi mais além, protagonizando um folhetim que ainda não acabou, porque quis dar motivos para que se entendesse que o “regular
acabou, porque quis dar motivos para que se entendesse que o “regular funcionamento das instituições democráticas” estava em causa.

fonte: jornal ipassos

O Estado português levantou mais dinheiro do que o inicialmente esperado no leilão de obrigações a dez anos. Juros afundam para mínimos de 2005 com efeito BCE.

Portugal conseguiu hoje levantar 975 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a dez anos, acima do montante indicativo de 750 milhões de euros, num sinal do sólido apetite dos investidores em relação à dívida portuguesa, com a procura a superar 2,43 vezes a oferta.

Outro sinal desse interesse do mercado foi o facto de o juro médio ter afundado cerca de 25 pontos base face ao anterior leilão equiparável, e isto apesar do aumento da oferta face às indicações iniciais: o IGCP pagou um juro de 3,2524% (o mais baixo desde 2005) na operação de hoje, quando em Abril havia pago uma taxa de 3,5752%.
“Com as decisões do BCE acabamos por assistir à criação de uma forte dinâmica de apetite pelo risco, com os índices a subirem, o euro a cair com o aumento de liquidez e os spreads da dívida a 10 anos alemã a reduzir face às periferias. Tudo isto acabou por aumentar bastante a procura por dívida de Portugal, Espanha e Itália, que na última semana desceram para níveis apenas vistos na década anterior”, observou Tiago da Costa Cardoso, da XTB Portugal.

“Foi uma operação com sucesso, não há dúvida”, referiu João Queiroz, da GoBulling. “A descida da taxa dos 3,57% do último leilão para os 3,25% de hoje não é despicienda. E atendendo às incertezas que a economia portuguesa ainda carrega, foi uma taxa mesmo muito interessante. Os investidores têm vontade de investir em dívida portuguesa mesmo com todas as dúvidas sobre a capacidade do emitente Estado gerar saldos primários para a pagar. No actual ambiente seria difícil conseguir melhor taxa”, acrescentou.

Este leilão era aguardado com enorme expectativa dado que foi a primeira operação de financiamento de Portugal pós o fim oficial do programa de resgate, terminado em meados de Maio.

O Tesouro português aproveitou para testar com sucesso os mercados de dívida depois da injecção de liquidez e confiança da parte do Banco Central Europeu (BCE) na semana passada.

Face às medidas de estímulo extraordinárias anunciadas na passada quinta-feira por Mario Draghi, os juros da periferia têm observado correcções acentuadas para mínimos históricos.

No caso português, após a operação de hoje, a ‘yield’ associada à dívida a dez anos cedia para os 3,298%, negociando em mínimos de 2005.

fonte: sapo-ptemprestimos