O Estado português levantou mais dinheiro do que o inicialmente esperado no leilão de obrigações a dez anos. Juros afundam para mínimos de 2005 com efeito BCE.

Portugal conseguiu hoje levantar 975 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a dez anos, acima do montante indicativo de 750 milhões de euros, num sinal do sólido apetite dos investidores em relação à dívida portuguesa, com a procura a superar 2,43 vezes a oferta.

Outro sinal desse interesse do mercado foi o facto de o juro médio ter afundado cerca de 25 pontos base face ao anterior leilão equiparável, e isto apesar do aumento da oferta face às indicações iniciais: o IGCP pagou um juro de 3,2524% (o mais baixo desde 2005) na operação de hoje, quando em Abril havia pago uma taxa de 3,5752%.
“Com as decisões do BCE acabamos por assistir à criação de uma forte dinâmica de apetite pelo risco, com os índices a subirem, o euro a cair com o aumento de liquidez e os spreads da dívida a 10 anos alemã a reduzir face às periferias. Tudo isto acabou por aumentar bastante a procura por dívida de Portugal, Espanha e Itália, que na última semana desceram para níveis apenas vistos na década anterior”, observou Tiago da Costa Cardoso, da XTB Portugal.

“Foi uma operação com sucesso, não há dúvida”, referiu João Queiroz, da GoBulling. “A descida da taxa dos 3,57% do último leilão para os 3,25% de hoje não é despicienda. E atendendo às incertezas que a economia portuguesa ainda carrega, foi uma taxa mesmo muito interessante. Os investidores têm vontade de investir em dívida portuguesa mesmo com todas as dúvidas sobre a capacidade do emitente Estado gerar saldos primários para a pagar. No actual ambiente seria difícil conseguir melhor taxa”, acrescentou.

Este leilão era aguardado com enorme expectativa dado que foi a primeira operação de financiamento de Portugal pós o fim oficial do programa de resgate, terminado em meados de Maio.

O Tesouro português aproveitou para testar com sucesso os mercados de dívida depois da injecção de liquidez e confiança da parte do Banco Central Europeu (BCE) na semana passada.

Face às medidas de estímulo extraordinárias anunciadas na passada quinta-feira por Mario Draghi, os juros da periferia têm observado correcções acentuadas para mínimos históricos.

No caso português, após a operação de hoje, a ‘yield’ associada à dívida a dez anos cedia para os 3,298%, negociando em mínimos de 2005.

fonte: sapo-ptemprestimos

Autor: sinfoniaesol

A vida deve ser vivida intensamente. Sempre foi esse o meu lema.

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