O Banco de Portugal quer:

Pedro Santos Guerreiro |
22:06 Quinta feira, 19 de junho de 2014

Carlos Costa reuniu-se no final desta tarde como os membros do Conselho Superior (CS) do GES. Esta reunião foi convocada de urgência depois de o Expresso ter revelado que Ricardo Salgado pretende renunciar à administração, mas que alguns administradores não iriam aceitar sair, como era o caso de José Maria Ricciardi, Pedro Mosqueira do Amaral e Ricardo Abecassis Espírito Santo.

O governador quer que este três membros do CS, que estavam na reunião no Banco de Portugal, também renunciem aos seus mandatos de administradores. Na prática, o BdP não só obrigou Ricardo Salgado a renunciar, como não deixa que os outros administradores lá fiquem. E significa também que os supostos candidatos à sucessão que estão dentro do conselho superior deverão deixar a administração do BES.

O novo modelo de governance que vai ser proposto para o BES foi acordado entre Ricardo Salgado e o Banco de Portugal nas últimas semanas e, como o Expresso Diário revelou, passará haver um comité de estratégia, um órgão de representação dos acionistas, sem funções de gestão e de caráter meramente consultivo. O objetivo seria que os membros da família Espírito Santo, que o BdP entende terem telhados de vidro, passassem para este órgão, inclusive Ricardo Salgado. Este poderá ser destino também de outros atuais administradores.

A arma que o Banco de Portugal tem para impor esta mudanças é o registo de idoneidade. Se o BdP não reconhecer a idoneidade a administradores que venham a ser propostos, eles não poderão exercer essas funções. E o BdP entende que estes administradores têm telhado de vidro por causa da ligação às investigações à Espírito Santo International, no Luxemburgo.

Ora, o que o BdP aceita é uma administração profissional e independente, coisa que deixou hoje claro na reunião com os membros do conselho superior, limitando assim a ambição de José Maria Ricciardi de ser o próximo presidente executivo do BES.

A guerra dentro do BES continua, com contagem de espingardas e reuniões permanentes. Mas tal como o Expresso avançou não é ainda certo qual será a solução de sucessão. Será, à partida, a que resultar de um consenso entre os acionistas e o Banco de Portugal.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/banco-de-portugal-quer-obrigar-ricciardi-abecassis-e-amaral-a-renunciarem-com-salgado=f876804#ixzz35A7F90BB
ricardo

Autor: sinfoniaesol

A vida deve ser vivida intensamente. Sempre foi esse o meu lema.

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