O MEU CANTO AO PORTO – Joaquín Duarte

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Entre ruas empinadas,

Num sobe e desce constante,

Estás tu, o meu Porto.

Pedras desgastadas,

Algumas enegrecidas

Pelo repouso das penas,

Onde reverdejam alegrias.

Isto é o que senti ao teu lado

Rodeado de bons amigos:

Vindos de longe para ver-te.

Calcando ruas e escadarias,

Por cima dos vermelhos telhados

Espelhos quando molhados.

Mais abaixo o Douro,

Lento, pachorrento, caprichoso,

Contornando o seu espaço,

entre Granjas e videiras, quais jardins!

Os barcos Rabelos seguem ali,

Ainda flutuam com garbo

Orgulhosos do seu passado,

E quanto vinho transportado!

Aqueles arcos da Ribeira,

As casas apinhadas dos Guindais,

As pontes, e que arcos!

Frondoso arvoredo, e o Palácio,

Que já não é de cristal.

O museu Romântico,

E o rei Carlos Alberto:

Quanta historia tem esta terra!

Henrique, o navegador, nasceu aqui,

E quando foi a Ceuta

Deixou ao povo as tripas:

O custo de tal façanha!

Ser tripeiro é um orgulho!

Assim como Manoel de Oliveira

Que te filmou como ninguém!

Na Foz, o mar rebentava

Branco de espuma e de fúria,

No céu as gaivotas!

Na Reboleira soou o Fado,

Sentimento vivo dum povo.

Num afã de possessão

Fotografei tudo,

Quis trazer-te comigo.

Neste ir e voltar tão meu…

Sinfonia de queixumes dou

Desgarros que são meus,

Pedaços de mim que aqui deixo

Entre abraços e olhares.

Porto, Junho de 2012

Hitofude Ryuu é a arte japonesa de pintar dragões (o corpo) passando o pincel uma única vez.

Com movimento único e preciso e técnica refinada por décadas de treinamento, os pintores Sumie do estúdio Kousyuuya, em Nikko, criam dragões com belas combinações de cores e detalhes das escamas.
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O processo envolve a pintura da cabeça ornamentada para então, terminar a pintura do dragão em um único golpe, que é a tradução literal de Hitofude Ryuu.

Observando atentamente é possível notar movimentos das mãos dos artistas quase imperceptíveis, que trazem à tona as texturas dos corpos dos dragões.

Simplesmente impressionante.

Fonte: Bocaberta.org

Obrigada Joaquín

Alguém sabe o que era o Pathé na cidade do Porto?

O Pathé era uma sala de espectáculos ao ar livre, situada onde maistarde vieram a fazer o cinema Batalha.

No Pathé passaram os primeiros filmes mudos da cidade. Era o único cinema.

As pessoas diziam. Vamos ao Pathé em vez de dizerem vamos ao cinema, nos princípios do séc.XX.

Projecionista dos filmes era o Sr. César. Conhecido pelo Cesinha.

Alguém sabe o que era o Pathé-Baby? Não?

Era um formato de filme de 9,5 mm. que, ao contrário dos outros formatos (8, 16, 35 ou 70 mm); não tinha os furos para arrasto no lado da película, mas no meio, entre cada duas imagens.
Como resultado, o tamanho da imagem era quase igual ao do 16 mm, pois aproveitava toda a largura da película.

Tinha a desvantagem de o gancho de arrasto facilmente sair do sítio e estragar a película. Para minimizar isso, alguns projectores tinham dois ganchos de arrasto, que “apanhavam” dois furos sucessivos.
O formato estava relativamente vulgarizado, e até havia representantes da marca. No Porto, era em Santa Catarina, não muito longe do via Catarina,mas do lado oporto.