O MEU CANTO AO PORTO – Joaquín Duarte

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Entre ruas empinadas,

Num sobe e desce constante,

Estás tu, o meu Porto.

Pedras desgastadas,

Algumas enegrecidas

Pelo repouso das penas,

Onde reverdejam alegrias.

Isto é o que senti ao teu lado

Rodeado de bons amigos:

Vindos de longe para ver-te.

Calcando ruas e escadarias,

Por cima dos vermelhos telhados

Espelhos quando molhados.

Mais abaixo o Douro,

Lento, pachorrento, caprichoso,

Contornando o seu espaço,

entre Granjas e videiras, quais jardins!

Os barcos Rabelos seguem ali,

Ainda flutuam com garbo

Orgulhosos do seu passado,

E quanto vinho transportado!

Aqueles arcos da Ribeira,

As casas apinhadas dos Guindais,

As pontes, e que arcos!

Frondoso arvoredo, e o Palácio,

Que já não é de cristal.

O museu Romântico,

E o rei Carlos Alberto:

Quanta historia tem esta terra!

Henrique, o navegador, nasceu aqui,

E quando foi a Ceuta

Deixou ao povo as tripas:

O custo de tal façanha!

Ser tripeiro é um orgulho!

Assim como Manoel de Oliveira

Que te filmou como ninguém!

Na Foz, o mar rebentava

Branco de espuma e de fúria,

No céu as gaivotas!

Na Reboleira soou o Fado,

Sentimento vivo dum povo.

Num afã de possessão

Fotografei tudo,

Quis trazer-te comigo.

Neste ir e voltar tão meu…

Sinfonia de queixumes dou

Desgarros que são meus,

Pedaços de mim que aqui deixo

Entre abraços e olhares.

Porto, Junho de 2012

Autor: sinfoniaesol

A vida deve ser vivida intensamente. Sempre foi esse o meu lema.

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