Fonte: OBVIOUS(Felipe Faverani)

“Mrs. Dalloway disse que ela própria iria comprar as flores. […] Que fresco, que calmo, mais que o de hoje, não era então o ar da manhãzinha; como o tapa de uma onda; como o beijo de uma onda; frio, fino, e ainda (para a menina de 18 anos que ela era em Bourton) solene, sentindo, como sentia, parada ali ante a janela aberta, que alguma coisa de terrível ia acontecer;”.

O trecho acima, da página de abertura de “Mrs. Dalloway”, quarto romance da escritora britânica Virginia Woolf, diz muito; sobre obra e autora, indubitavelmente.

Nesse livro de enredo simples, Virginia, ela própria perscrutadora assídua dos mistérios relativos à existência, transforma seu leitor em investigador da condição humana; deixa pistas por caminhos sinuosos, rochosos, obscuros; leva a indagações maiores: que ou quem se quer encontrar por entre as páginas da obra – a si mesmo ou a própria Virginia?

Nascido a partir da fusão de dois contos, “Mrs. Dalloway em Bond Street” e o não finalizado “O Primeiro Ministro”, “Mrs. Dalloway” veio a público pela primeira vez na primavera de 1925.

De estrutura narrativa semelhante ao “Ulysses”, de James Joyce, publicado em 1922, “Mrs. Dalloway” narra um dia na vida de uma aristocrata britânica, Clarissa Dalloway, esposa de um deputado conservador e mãe de uma jovem de dezessete anos.

Em meio aos preparativos de uma festa da qual será a anfitriã, Clarissa depara-se alternadamente com eventos e pessoas do passado que a forçam a refletir sobre o tempo presente e sobre o que teria sido de sua vida se porventura suas escolhas tivessem sido outras que não aquelas que a sustentavam; se tivesse renegado os moldes das convenções sociais que lhe davam forma. Quem era, afinal, Clarissa Dalloway, despida de tais adereços? “Era um vazio perto do centro da vida; um sótão. As mulheres devem deixar seus adornos. Ao meio-dia devem despir-se”, diz Virginia, catedrática, longe sequer da metade de sua obra.

Por meio de uma alternância constante entre o discurso direto, o indireto e o indireto livre, que tornam ímpar o desenvolvimento do fluxo de consciência das personagens de Woolf, a autora mergulha no âmago de suas criaturas a fim de expor sentimentos como que indizíveis. São tão inúmeras e tão contraditórias as aflições que assomam Clarissa Dalloway, ou a própria Virginia, que a autora cria, como que a partir de sua costela, o seu duplo, Septimus Warren Smith, a outra personagem central do livro, para personificar a contradição.

Septimus, veterano da Primeira Guerra Mundial, casado com uma imigrante italiana, é uma personagem com profundas cicatrizes psicológicas resultantes principalmente da morte de um seu companheiro de conflito, Evans – imagem de um desejo que o assombra.

Embora pudesse ainda ver beleza em toda magnitude e diversidade da vida que lhe saltava aos olhos, tal como Clarissa Dalloway, que constantemente reafirma seu amor à vida como que a fim de se convencer de que realmente a ama, a ele, Septimus, o belo não era suficiente. “Não desejava morrer. A vida era boa. O sol aquecia. Se não fossem os humanos…”, relata Virginia, numa das passagens mais pungentes de todo o livro. Aqui, caberia o ditado estoico: “O destino guia quem consente e arrasta quem recusa”. Septimus segue, inexoravelmente, para o suicídio. As duas personagens centrais da história nunca se encontram.

Ambientar a incompatibilidade de Clarissa e Septimus em um mesmo espaço, a Londres da década de 1920, poderia ser compreendido como uma alegoria que convida a refletir sobre os conflitos internos do humano e a impossibilidade de uma unicidade do Eu? Para Virginia Woolf, poderia ser a escrita uma tentativa de suportar a multiplicidade de si mesma? A essa indagação, a autora responde na forma de narradora onisciente:

“E ela experimentava continuamente a sensação das suas existências; e achava isso um desperdício; uma pena; se ao menos se pudessem juntar… era o que tentava. E isso era uma oferenda; combinar, criar; mas oferenda a quem?”

Oscar Wilde, no prefácio de seu único romance, “O Retrato de Dorian Gray”, categoricamente afirma: “Toda arte é absolutamente inútil”. Não pensaria Virginia a mesma coisa sobre a existência? O que faz pensar: as flores que Mrs. Dalloway prontificou-se a comprar, logo no início do romance, seriam para uma festa em celebração da vida, ou para um ritual de preparação para a morte?

“Mrs. Dalloway” é um romance ambíguo, contraditório. Ao mesmo tempo que nele as personagens tentam, a todo custo, encontrar-se em si mesmas, desejam a fuga daquilo que são e dos outros que também as formam.

“Não somos todos uns prisioneiros? Lera uma peça maravilhosa a respeito de um homem que escrevia na parede da sua cela, e ela achava que essa era a verdade da vida: a gente escrevia coisas na parede”. (Virginia Woolf)

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Cena do filme “Mrs. Dalloway”, de 1997, com Vanessa Redgrave no papel de Clarissa Dalloway
Virgini aWoolf.jpg A escritora britânica Virginia Woolf, uma das principais expoentes do Modernismo inglês

Fonte: OBVIOUS (Eloah Cristina)

A natureza sem dúvida é uma verdadeira obra de arte. Os detalhes, cores, texturas, brilhos e cheiros se transformam em únicos. Neste ensaio fotográfico podemos ver mais de perto o quanto é mágico quando o céu se transforma e surge o por do sol. Para nós a hora dourada é quando a luz alaranjada nos possibilita as fotos mais belas.

Nessa série, o fotógrafo nova-iorquino Bing Wright reúne através de espelhos quebrados encontrados no lixo, paisagens repletas de luzes douradas do final da tarde e refletidas em cada rachado de maneira única. Ângulos, cores e formas curiosas.

O trabalho foi tão bem visto que ganhou uma exposição na galeria Paula Cooper. As impressões foram realizadas em papeis de 1,80 m de altura fisgando assim o olhar e interesse de todos que por ali passavam.
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Em 1964, estreava o filme My Fair Lady, uma produção cinematográfica inesquecível, que entrou para a história do cinema.
A trama do filme era baseada no romance Pigmalião de George Bernard Shaw, que foi adaptado para o teatro e apresentado pela primeira vez na Irlanda em 1912.

O Pigmalião da mitologia antiga apaixona-se pela estátua que ele próprio esculpiu. A peça Pigmaleão, de Bernard Shaw, conta a história de Eliza Doolitle, uma vendedora de flores ambulante na Londres do início do século 20. Sua linguagem é uma afronta à língua inglesa, seu vocabulário, paupérrimo e de baixo calão, e sua pronúncia, uma desgraça. Um eminente fonético, o professor Higgins impõe a si mesmo um desafio: reeduca-la e faze-la passar por uma dama da sociedade. Mas esse será apenas o início dessa comédia deliciosa em que Shaw denuncia as diferenças sociais e de classe
Fonte: Design Innova53d9c430dcd5888e1459b061_my-fair-lady-audrey-hepburn-eliza-doolittlefilme

Fonte: Design Innova(João Lima)

A edição de Setembro 2014 da Fashion Magazine traz o fascinante mundo do circo no editorial de moda Human Touch, com a modelo Alexandra Tomlinson e a participação especial dos artistas do Cirque du Soleil. Ela veste looks das grifes Gucci, Dolce & Gabanna, Chanel e outras. Fotografia por Chris Nicholls e produção de moda por Zeina Esmail.
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Fonte:OBVIOUS(Jéssica Parizotlo

Paris, devido a sua história, cultura e por outros motivos, é prolífica em monumentos. A capital francesa é conhecida como cidade luz, mas poderia receber outra alcunha se levássemos em consideração o número de estátuas que existem pelas suas ruas.

O fotógrafo Marco Gervasio passou uma temporada na cidade e fotografou algumas delas. Com as imagens que conseguiu fez alguns painéis fotográficos que nos dão a dimensão de como somos “observados” enquanto admiramos os encantos nas margens do Sena.

O trabalho de Marco faz uma redescoberta da cidade através das faces que ela exibe. Elas estão por todos os lados: em ruas, parques, igrejas e prédios, e podem ser humanas ou animais.

© obvious: http://obviousmag.org/archives/2011/08/os_mil_olhos_de_paris.html#ixzz3DmA05gOd parisparisparis2paris3paris5
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cedido gentilmente por Nanci Laurino

SÃO TEUS OS MEUS VERSOS

Que minhas palavras cheguem como brisa suave
E possa tocar teu coração afagando tua alma
Cuidando do amor tal qual jardineiro
Que abraça e ama o que faz
E quando flores houver…
Seremos os primeiros a colhê-las
Sentindo o perfume e a beleza das cores
Mas se ainda assim não for
Tudo aquilo terá tido
O toque suave de minhas mãos
Nesses versos que são tão teus.

(Nanci Laurino)

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Fonte: OBVIOUS – Ana Célia Ellero

Shamian é uma ilha localizada na província de Guangdong, na China. O nome da ilha significa literalmente “superfície de areia” em chinês. A ilha é um local turístico, com vários hotéis, albergues, restaurantes e lojas que vendem objetos antigos e lembranças para os visitantes. Além de representar um pouco do cotidiano da ilha, estátuas de bronze estão espalhadas por Shamian, retratando a vida como ela foi no passado; no século 19, Shamian foi dominada pelo Reino Unido e pela França.

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