Não me calarei!!!

Não consigo perceber porque o povo português é tão
passivo!….

Dizer que recebemos o subsídio de Natal em duodécimos
É MENTIRA!!!

Realmente recebi duodécimos, exactamente do mesmo
valor de 2013…só que em Dezembro de 2013 recebi a
diferença, entre os 14 meses de duodécimo e a minha
reforma, quase 300 Euros e este mês não recebi sequer
um cêntimo!… Para onde foi a diferença?

Os pensionistas e reformados deste país não merecem
uma carta da Segurança Social a explicar como chegam
ao valor que nos pagam?
O silêncio dos partidos políticos da esquerda e da APRE
leva-me a ter que considerar se votarei ou não nas
próximas Eleições Legislativas!
EU AINDA NÃO ESTOU MORTA, POR ISSO REVOLTO-ME!!!

Foto de José Sena GoulãoZ8DNE5GW

Cristiano Ronaldo ao lado da sua estátua no Funchal

Por SAPO Desporto sapodesporto@sapo.pt

O capitão da seleção portuguesa de futebol, Cristiano Ronaldo, descerrou hoje uma estátua, em sua homenagem, no Funchal, na ilha da Madeira, a sua terra natal.

“Para mim, este é um momento especial, ter uma estátua ainda vivo em meu nome”, disse o futebolista do Real Madrid antes de destapar a estátua que o imortaliza na cidade que o viu nascer em 1985, acrescentando “não ser apologista de que se façam homenagens quando as pessoas morrem”.

Cristiano Ronaldo salientou que esta homenagem lhe vai dar “mais motivação para continuar a fazer a [sua] caminhada” e “engrandecer o nome da Madeira”, acrescentando ainda, entre entre risos, que a estátua estava mais bonita do que ele. “Está mais bonita do eu. No global está muito bem feita, gostei imenso”, disse Cristiano Ronaldo.

Nesta cerimónia, que começou pelas 12:00, estiveram os familiares de Cristiano Ronaldo, incluindo o filho, a mãe e os irmãos, além várias autoridades da Madeira civis e militares da região, como o representante da República, Ireneu Barreto, e os presidentes da Assembleia Legislativa da Madeira e do governo regional, Miguel Mendonça e Alberto João Jardim, respetivamente.

Uma multidão, residentes e estrangeiros, aglomerou-se nos vários espaços daquela avenida do Funchal, à beira mar, num dia com muito sol, para ver o craque nascido na Madeira que chegou ao local de carro, registando o momento com máquinas fotográficas e telemóveis.

Esculpida em bronze, com 3,40 metros de altura e 800 quilos, a estátua foi executada em 10 dias, no atelier do escultor madeirense Ricardo Veloza, em Vila Nova de Gaia, e ficará na Praça do Mar, perto do porto de cruzeiros da cidade, que é a porta de entrada na ilha para milhares de turistas, na zona para onde se perspetiva que será transferido o museu do jogador.

Antes, na Assembleia Legislativa da Madeira, Ronaldo recebeu a Medalha de Mérito, a mais alta condecoração da Região, numa cerimónia que contou também com a presença das mas altas entidades da região

A estátua representa Ronaldo “numa posição muito característica do jogador, quando marca livres e fica, com os braços abertos, a olhar para a bola e para a baliza, foi precisamente nessa posição que fiz a estátua”, explicou Ricardo Veloza.

O internacional português conquistou na noite de sábado mais um título coletivo, pelo Real Madrid, ao sagrar-se campeão mundial de clubes, um troféu que já tinha ganhado, em 2008, ao serviço dos ingleses do Manchester United.

O jogador chegou esta madrugada à Madeira, em jato privado, acompanhado do seu empresário, Jorge Mendes, depois da vitória na final do Mundial de clubes, em Marrocos, sobre os argentinos do San Lorenzo, por 2-0.

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Alberto João

A entrevista que o Expresso queria fazer a José Sócrates

As 81 perguntas do Expresso para José Sócrates
A direção do Expresso intentou na sexta-feira uma ação judicial com o objetivo de anular a decisão que impede o jornal de entrevistar o ex-primeiro-ministro José Sócrates. Entretanto, dá a conhecer as questões que o jornal lhe pretende fazer.
     15 

Expresso |
15:31 Sábado, 20 de dezembro de 2014 Última atualização há 7 minutos

A decisão de publicar as perguntas que queremos fazer ao ex-primeiro-ministro decorre da vontade do Expresso em conduzir todo este processo com absoluta transparência e clareza aos olhos dos leitores.Tal como divulgámos o nosso pedido de entrevista e a resposta telefónica de José Sócrates, noticiámos o pedido que enviámos ao diretor-geral dos Serviços prisionais e a sua recusa.

A publicação das perguntas que pretendemos fazer a José Sócrates permite aos leitores avaliar a importância da entrevista, a abrangência das questões e a sua pertinência. Sabemos que, com esta decisão, seremos avaliados. Mas não temos qualquer problema com isso, bem pelo contrário.

1. Que relação tem com Carlos Santos Silva? Ele é o seu melhor amigo?

2. Disse numa entrevista que fez um empréstimo de 120 mil euros à Caixa Geral de Depósitos para poder ir estudar para Paris. Mas ao mesmo tempo, por cima de todas as suas despesas em França, em Lisboa comprou um carro que vale 80 mil euros e contratou um motorista. Como explica esta aparente contradição?

3. O seu amigo Carlos Santos Silva admitiu ao MP que lhe pagava o motorista em Lisboa, a casa onde ficou alojado em Paris, viagens, férias que passavam juntos e, além disso, que lhe dava dinheiro regularmente, em mão. Milhares de euros de cada vez. Confirma estas informações ou alguma delas está errada?

4. Porque é que Carlos Santos Silva não lhe transferia o dinheiro para a sua conta?

5. Estava a querer esconder ?essas entregas de dinheiro?

6. Se esse dinheiro lhe foi entregue como empréstimo, tem uma noção do valor total que recebeu. Quanto é que deve a Carlos Santos Silva?

7. No início de 2013 foi contratado como consultor pela farmacêutica suíça Octapharma. Mas antes disso vivia sem ordenado regular. Quanto é que gastava em média por mês durante os seus estudos em Paris?

8. O seu estilo de vida não era incompatível com os rendimentos que tinha e com o facto de não ter acumulado poupanças pessoais?

9. Foi publicado que a sua mãe vendeu três casas a Carlos Santos Silva e que depois transferiu centenas de milhares de euros para si. Quanto recebeu exatamente da sua mãe?

10. Porque é que Carlos Santos Silva comprou essas casas à sua mãe?

11. Os dois apartamentos ?no Cacém foram vendidos por 175 mil euros. Um deles tem uma renda antiga, o outro está devoluto. Parece-lhe que foi um bom negócio para o seu amigo?

12. Sabia que Carlos Santos Silva tinha depositados 23 milhões ?de euros na Suíça?

13. Tinha algum tipo de acesso a esse dinheiro? Como por exemplo um cartão de crédito e/ou débito para poder movimentar essa(s) conta(s)?

14. Como é que Carlos Santos Silva conseguiu acumular tanto dinheiro?

15. Carlos Santos Silva contou-lhe que aderiu ao RERT II – regime fiscal de repatriamento de capitais – em 2010?

16. De quem foi a iniciativa, no seu Governo, de lançar o RERT II nesse ano?

17. Como é que conheceu Paulo Lalanda e Castro, o administrador da Octapharma?

18. Andava à procura de emprego regular ou foi ele que lhe ofereceu um lugar espontaneamente?

19. Quanto é que passou a ganhar regularmente da Octapharma?

20. Além do salário, que outras regalias tinha, nomeadamente para despesas de representação?

21. Foi contratado como consultor para a América Latina. Que negócios conseguiu para a Octapharma nestes quase dois anos de trabalho?

22. Teve alguma intervenção ou influência no contrato assinado entre Carlos Santos Silva e Lalanda e Castro no início deste ano, relacionado com um serviço de supervisão para hospitais que estão a ser construídos pelo grupo Lena na Argélia?

23. Mas conhecia ?esse contrato?

24. Tinha conhecimento que Carlos Santos Silva angariava contratos internacionais para o Grupo Lena e ganhava comissões com isso?

25. Porque é que foi contratado por uma empresa farmacêutica propriedade de Lalanda e Castro, a Dynamicspharma, no verão deste ano?

26. Quanto é que passou a receber por essa colaboração regular?

27. Que papel teve, enquanto primeiro-ministro, no negócio que o Grupo Lena conseguiu fechar com o Governo da Venezuela para a construção de 50 mil casas no valor de quase mil milhões de euros?

28. Diria que o seu papel foi decisivo, já que era amigo de Hugo Chávez?

29. Tinha conhecimento que Santos Silva foi diretamente beneficiado com esse negócio, por ter ajudado a angariá-lo?

30. Sabia que as empresas do Grupo Lena foram as que mais faturaram com obras da Parque Escolar, durante o seu segundo governo, com 150 milhões de euros?
31. Teve algum papel nisso?

32. Pode garantir que nesta relação entre os seus governos e o Grupo Lena não houve qualquer negócio passível de poder prefigurar corrupção?

33. Quando começou a receber dinheiro de Santos Silva não achou que isso o iria colocar numa posição suspeita, tendo em conta que o Grupo Lena cresceu exponencialmente nos seus mandatos?

34. Quando é que soube que estava a ser investigado?

35. Em julho, quando a revista “Sábado” publicou um artigo em que dizia que estava a ser investigado, foi à RTP dizer que se tratava de uma invenção, “uma canalhice” e “uma infâmia”. Como olha para esse momento agora?

36. Porque é que almoçou com o ex-procurador-geral da República Fernando Pinto Monteiro?

37. Não falou com ele sobre a investigação que corria no Ministério Público sobre si?

38. Porque é que viajou para Paris no dia 19 de novembro?

39. Qual foi o motivo da reunião que teve em Paris com Carlos Santos Silva e o outro arguido no processo, Gonçalo Trindade Ferreira, no dia seguinte?

40. Quem teve a iniciativa dessa reunião?

41. Porque é que adiou o seu regresso a Portugal, que estava previsto para dia 20?

42. Um dos seus filhos ligou-lhe nesse dia. O que é que ele lhe disse?

43. Como soube que o seu motorista tinha sido detido?

44. Foi o eng.º Sócrates que lhe arranjou o advogado?

45. Pediu à sua empregada para retirar o seu computador de casa?

46. O seu advogado, João Araújo, foi ter consigo de urgência a Paris. O que é que acertaram os dois?

47. Porque é que não recorreu ao seu advogado habitual, Daniel Proença de Carvalho?

48. Estava à espera de ser detido à porta do avião?

49. Como é que foi esse momento?

50. Foi bem tratado pelas autoridades?

51. Durante quanto tempo foi interrogado?

52. É verdade que nunca se dirigiram a si pelo nome José Sócrates?

53. Como vê o papel do juiz de instrução Carlos Alexandre durante a sua detenção e o seu interrogatório?

54. Admitiu no interrogatório que recebeu dinheiro de Santos Silva?

55. Foi confrontado com algum indício de corrupção contra si e que indícios eram esses?

56. Ficou surpreendido com a prisão preventiva?

57. Ia voar para o Brasil a 24 de novembro, no dia em que lhe foi decretada a prisão preventiva. Que viagem era essa?

58. Sente-se perseguido pelo Ministério Público? e pelo Tribunal Central ?de Instrução Criminal?

59. Acha que a sua relação com os agentes de Justiça ficou condicionada pelo caso ‘Freeport’ e pela destruição das escutas do caso ‘Face Oculta’?

60. Fez saber que queria ler para os outros reclusos da prisão de Évora o capítulo ‘O Grande Inquisidor’ do livro “Os Irmãos Karamazov” de Dostoievski. Não acha que isso pode ser lido como uma provocação a Carlos Alexandre e Rosário Teixeira?

61. Como é que está a correr a sua vida na cadeia?

62. Os guardas tratam-no bem?

63. Como é que passa os dias?

64. Tem acompanhado as notícias na televisão?

65. Que opinião tem sobre a cobertura que está a ser feita sobre o seu caso?

66. Dá-se com os outros presos?

67. Foi publicada uma notícia de que aderiu a um ‘levantamento de rancho’, um protesto dos reclusos na cadeia. Porquê?

68. Tem recebido a visita de muita gente, mas também há muita gente que ainda não foi a Évora. Há pessoas de quem estava à espera de apoio e que o desiludiram?

69. Que visita é que mais o emocionou?

70. Tem conseguido falar com a família?

71. Porque é que ainda não recebeu a visita dos seus filhos e da sua mãe?

72. Considera que o seu caso vai prejudicar o Partido Socialista nas eleições legislativas?

73. O PS arrisca-se a não obter a maioria absoluta por sua causa?

74. Acha que António Costa fez bem em separar o PS do seu caso?

75. Parece-lhe que o PS devia fazer mais pela sua defesa?

76. No dia em que estava a ser interrogado, Passos Coelho disse, num discurso público, que os políticos não são todos iguais. Como comenta estas declarações?

77. Como vê outros casos em que figuras destacadas no país têm sido detidas?

78. Não foi autorizado a dar esta entrevista. O que pensa sobre isso?

79. Não devia haver segredo de justiça no seu caso?

80. Porque é que considera que a sua detenção configura um caso político?

81. Como é que vê o seu futuro pessoal e político depois deste processo?
Palavras-chave José Sócrates
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Opinião

Isabel Moreira

Contra-semântica

16 perguntas a um Ministro em fuga
29
Henrique Raposo

A Tempo e a Desmodo

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/as-81-perguntas-do-expresso-para-jose-socrates=f903564#ixzz3MSbJ3NkG

E TUDO O GOVERNO QUER VENDER!!!

“Não TAP os olhos” é o título do manifesto, que já conta com as assinaturas de diversas personalidades / Luís Barra
Não à venda da TAP

Depois de um recuo, que se esperava tivesse sido ditado pelo bom senso, mas que se revelou apenas estratégico, o Governo reiterou o seu propósito de vender a nossa companhia aérea nacional.

A concretizar-se, a alienação de um património nacional com quase 70 anos de experiência, e que representa, além do mais, um dos poucos exemplos de sucesso e de prestígio além-fronteiras – como atestam os rankings e os variadíssimos prémios internacionais, em termos de segurança, conforto e eficácia -, seria um desastre nacional, sem falar do negócio ruinoso que representaria e do risco para milhares de empregos, com reflexos na sustentabilidade da Segurança Social.

A TAP é património nacional. E o Governo, qualquer Governo, não pode dispor do património do país como se fosse dele. O Presidente da República tem, por isso, nas mãos, e os portugueses, enquanto cidadãos, têm na voz com que podem exprimir o seu protesto, os instrumentos para travar esta decisão danosa para o interesse nacional.

Mas não é só para os portugueses que vivem em Portugal que a TAP é, mais do que uma companhia de bandeira, um símbolo e um garante de soberania e de independência: é para mais de cinco milhões de concidadãos nossos que vivem pelo mundo fora, de Caracas a Paris, de Luanda ao Rio de Janeiro, do Luxemburgo ao Maputo, que dependem da TAP para o seu trabalho e os seus negócios, mas também para manter os laços familiares e afectivos com a Pátria.

A primeira obrigação de um Estado soberano é assegurar a união, a coesão e a defesa da comunidade. E a manutenção de uma linha aérea que nos una ao universo da língua portuguesa é uma actividade soberana, tal como a defesa nacional ou a administração da justiça, numa palavra, a salvaguarda dos interesses nacionais, quaisquer que eles sejam e onde quer que eles se encontrem.

Não é isso que entende o Governo, que se escuda nas regras da União Europeia que alegadamente impediriam os estados membros de injectar dinheiro nas suas companhias aéreas. Ora, se necessário fosse, a Comissária europeia da concorrência, Margrethe Vestager, já veio desmentir a versão do Governo, acrescentando que o Estado português não apresentou, até à data, em Bruxelas, nenhuma proposta de viabilização da TAP.

E, ao contrário do que se quer fazer crer, mesmo nos Estados Unidos, existe um impedimento legal para a compra por empresas estrangeiras de participações maioritárias em qualquer das suas linhas aéreas. Por sua vez, a indústria alemã, por exemplo, é suportada, na generalidade, por uma rede semi-pública de institutos de investigação que beneficiam de investimento estatal. E, conforme reconhece a OCDE, “vários países europeus têm legislação que restringe aquisições por capital estrangeiro; adicionalmente, vários governos europeus tentaram recentemente desencorajar cross-country takeovers, em sectores que vão da energia aos transportes aéreos e produtos alimentares.”

Por isso, só não é possível financiar a TAP se o Governo se demitir das suas obrigações e decidir não defender o seu património e o interesse nacional. Sobretudo, depois de o acórdão Altmark do Tribunal de Justiça da UE, ter feito jurisprudência, ao fixar as regras e condições para os Estados Membros poderem financiar, directamente ou através de empréstimos bancários, os serviços de interesse económico geral, o que, no caso da TAP, acontece na grande maioria dos voos (Regiões Autónomas, Diáspora e grandes concentrações de portugueses fora do nosso território). Os princípios que norteiam as políticas de intervenção estatal no sector aeronáutico são muito claros. Por forma a assegurarem alguma estabilidade concorrencial no sector, estas políticas são norteadas pelo princípio “one time, last time”, que proíbe uma empresa de receber apoio e ajuda na reestruturação mais do que uma vez a cada dez anos. Ora, não há apoio estatal à TAP há 18 anos!

Mas, além do mais, a TAP não é uma companhia qualquer, porque não somos um país qualquer: somos um país com responsabilidades para com a imensa diáspora de cinco milhões de portugueses, dispersos pelos cinco continentes, e para com os que vivem nos Açores e na Madeira, mas também para com os cidadãos das antigas colónias, na América Latina, em África e no Oriente, um espaço de 250 milhões de falantes da mesma língua: o português. Como alguém escreveu, “privatizar a TAP seria o equivalente histórico a D. Manuel ter dado a exploração das caravelas quinhentistas a navegadores espanhóis”.

Privatizar a TAP, que é a maior exportadora nacional, seria, literalmente, como escreveu outro português indignado, “um crime de lesa-Pátria. O que se ganha com a transportadora nacional não fica espelhado nas contas da TAP – está disperso nos ganhos dos hotéis, restaurantes ou centros de conferências, por exemplo”.

Para mais, em Portugal, a TAP, pelas características e pela dimensão do país, tem funcionado, na prática, como um monopólio público, e, como lembrou o cidadão António Pires de Lima, pouco tempo antes de ser Ministro da Economia, é um perigo e um erro “privatizar monopólios”!

Se a decisão de privatizar tudo e a todo o custo não obedecesse a um plano para afastar o Estado da economia (e, na floresta dos interesses, sem o Estado, o mercado transforma-se numa selva), o Governo devia ter aprendido com as recentes, graves e desastrosas privatizações de sectores estratégicos da nossa economia – que representaram, também, uma alienação da nossa soberania. Os que alimentam o mito conveniente de que os privados nos libertam dos riscos da má gestão pública deviam, no mínimo, sentir-se abalados pelos casos recentes do BPN (os gastos com a intervenção no BPN cobririam mais de 40 vezes a dívida da TAP), do BES ou da PT.

Os portugueses sentem que a TAP é sua, como eram os CTT, a GALP, a PT, a EDP ou a CIMPOR, o que lhes dá o direito a protestar e a exigir. A sua privatização seria, deste modo, mais uma medida da sistemática alienação dos centros estratégicos de decisão nacionais, como foi também a liberalização da exploração das minas, da floresta ou da água, sem contar com as PPPs ou os SWAPs, com sacrifício do interesse nacional.

De facto, podemos perguntar-nos o que ganhámos nós, como consumidores e como país, com a privatização, total ou parcial, dessas empresas? Aumento de preços e pior serviço, despedimentos, lucros fantásticos para os accionistas, num mercado protegido pelo Estado através de um sistema fiscal que os favorece. Lucros que, na maioria dos casos, não são injectados na nossa economia, uma vez que se trata de empresas de capital estrangeiro. O exemplo da ANA, o maior centro comercial do país, que, desde que foi entregue em mãos privadas, aumentou várias vezes a taxa de aeroporto, devia bastar para nos elucidar.

Mas o Governo reincide: depois de, no passado, ter sido feita uma tentativa, felizmente abortada, de a fundir com a Swissair (que, entretanto, faliu), a TAP viu-se impelida a comprar a Portugália, que também estava falida. Depois, viu-se obrigada a recomprar a Groundforce, então já espanhola, a quem tinha sido entregue todo o handling do aeroporto de Lisboa e Faro, e que prestava cada vez pior serviço. E, finalmente, num negócio desastroso, tanto a nível financeiro como estratégico, e cuja opacidade está por clarificar, foi empurrada para comprar a VEM, no Brasil, operação que tem vindo a custar à holding somas absurdas, que perturbam o plano operacional da empresa no seu core business: o transporte aéreo.

Os portugueses dispõem de uma empresa que funciona bem e prestigia o país, que garante a manutenção do HUB em Lisboa, que, com uma frota diminuta, compete com os gigantes europeus (70 aviões, contra 240 da Air France, 420 da Lufhtansa e 230 da British Airways), que ganhou, por mérito próprio, um papel de liderança absoluta no Atlântico Sul e um papel importante em África, que é uma alavanca de negócios no mercado brasileiro (como aconteceu com a GALP ou PT, graças à entrada da TAP em rotas estratégicas, ou mais recentemente na Colômbia e no Panamá), que, enquanto transportadora aérea, é rentável, que dá trabalho a quase 12.000 pessoas e paga 200 milhões de euros de impostos por ano.

Além de que, através da própria TAP, são todos os anos consumidos e colocados num mercado de milhões de pessoas, produtos que representam aquilo que de melhor é produzido neste País, como sustenta a segunda posição no ranking das Empresas Exportadoras, com mais de dois mil milhões de Euros de vendas ao exterior.

É esta empresa que é nossa, onde o Estado não investe um cêntimo há quase vinte anos, que o Governo quer agora entregar em mãos estranhas ao interesse nacional, e mesmo estrangeiras, uma operação cujo encaixe, além do mais, poderia ser igual a zero.

Um país que entrega tudo à iniciativa privada, fica privado de iniciativa.

tap-9a63Ler mais: http://expresso.sapo.pt/ja-ha-um-manifesto-contra-a-privatizacao-da-tap=f903224#ixzz3MEwsTWih

Um dia histórico “hoje” nas relações entre os Estados Unidos e Cuba

Em simultâneo o Presidente dos Estados Unidos(Barack Obama) e Raúl Castro de Cuba

fizeram uma comunicação ao país, a informarem de que ia ser reatada as relações

entre os dois países.

Raul Castro referenciou a intervenção do Papa Francisco para que este momento

tenha chegado.

Os EUA já libertaram três agentes cubanos em troca de um prisioneiro americano.

Fecha-se uma década, após o embargo em Janeiro de 1961.

Sinto-me feliz por estar a viver este momento.
Irene Alves240px-Raúl_Castro_-_2008(edit)cubaimagesAMERICANA

ROSA MARIA(madrinha deste blogue) e SANDRA GONÇALVES duas grandes amigas que fazem o favor de me ceder a sua poesia.À Sandra que está a passar um péssimo momento na sua vida pessoal:FORÇA!!!

Visto-me de Violetas…
Visto-me de violetas e enfeito-me de solidão…perfumo-me de rosas negras e deponho meu corpo na terra fria…entre o infinito e a eternidade caminhando entre nuvens brancas do silêncio…numa ânsia eterna a morrer no meu olhar de brumas…na vida que ficou para trás…na chama que se apagou…no abandono do eu…perdida no desengano e envolta pela noite…caminho sem mim.
Os sonhos perdi-os entre as pedras do esquecimento…o amor deixei-o do lado de lá da vida…não o encontro…saio agora pelo outro lado do silêncio e perco-me no esquecimento do tempo…deixo o meu corpo e volto ao pó e entrego-me ao nada…cinzas apenas a escorrer no silêncio de um instante…num grito preso na imensidão…num olhar perdido num canto silencioso de espera…onde não me tenho…não sou.
Vestida de noite danço uma valsa fúnebre…dolente…envolta nos véus de penumbra…danço despida de mim entre os lábios e a pele…num lugar breve e sem volta onde guardei as memórias de um outro eu que se perdeu de mim…numa serenidade estranha que me leva para um outro tempo…uma outra vida.
Numa ânsia de infinito…numa procura de eternidade deixo escorrer uma lágrima e afasto uma sombra que caminha comigo numa manhã sem destino…numa noite sem chegada…num céu sem estrelas…no ocaso do meu olhar…no frio que se desprende das minhas mãos vazias…no grito onde se escondem todos os silêncios e todos os desenganos e onde numa breve fuga ao ocaso escurecem os dias por entre a sombra e a penumbra…onde a dor é um afago no eco de todos os gritos…o lamento de todos os murmúrios e a sombra da minha sombra a minha eterna companhia.
Entre a terra e o céu há tantas pedras nuas que me ferem a alma…tantos lugares vazios…tantas noites que crescem dentro de mim amordaçando o meu corpo…aprisionadas nos meus braços cansados e escorrendo das minhas mãos como asas silenciosas inundando todos os recantos gelados da minha alma onde ficaram as palavras numa lágrima escrita em silêncio.
No fundo da noite fantasmas flutuam na minha memória…acordando o sono no regaço da escuridão…como asas na noite vão transformando em cinzas os sonhos agonizantes onde ardiam desejos pousados na sombra negra do amor…no abismo da terra fria onde adormeço envolta no silêncio do tempo e descanso enfim no anoitecer da terra.
Escrito por : Rosa Maria
Visto-me de Violetas…

Visto-me de violetas e enfeito-me de solidão…perfumo-me de rosas negras e deponho meu corpo na terra fria…entre o infinito e a eternidade caminhando entre nuvens brancas do silêncio…numa ânsia eterna a morrer no meu olhar de brumas…na vida que ficou para trás…na chama que se apagou…no abandono do eu…perdida no desengano e envolta pela noite…caminho sem mim.
Os sonhos perdi-os entre as pedras do esquecimento…o amor deixei-o do lado de lá da vida…não o encontro…saio agora pelo outro lado do silêncio e perco-me no esquecimento do tempo…deixo o meu corpo e volto ao pó e entrego-me ao nada…cinzas apenas a escorrer no silêncio de um instante…num grito preso na imensidão…num olhar perdido num canto silencioso de espera…onde não me tenho…não sou.
Vestida de noite danço uma valsa fúnebre…dolente…envolta nos véus de penumbra…danço despida de mim entre os lábios e a pele…num lugar breve e sem volta onde guardei as memórias de um outro eu que se perdeu de mim…numa serenidade estranha que me leva para um outro tempo…uma outra vida.
Numa ânsia de infinito…numa procura de eternidade deixo escorrer uma lágrima e afasto uma sombra que caminha comigo numa manhã sem destino…numa noite sem chegada…num céu sem estrelas…no ocaso do meu olhar…no frio que se desprende das minhas mãos vazias…no grito onde se escondem todos os silêncios e todos os desenganos e onde numa breve fuga ao ocaso escurecem os dias por entre a sombra e a penumbra…onde a dor é um afago no eco de todos os gritos…o lamento de todos os murmúrios e a sombra da minha sombra a minha eterna companhia.
Entre a terra e o céu há tantas pedras nuas que me ferem a alma…tantos lugares vazios…tantas noites que crescem dentro de mim amordaçando o meu corpo…aprisionadas nos meus braços cansados e escorrendo das minhas mãos como asas silenciosas inundando todos os recantos gelados da minha alma onde ficaram as palavras numa lágrima escrita em silêncio.
No fundo da noite fantasmas flutuam na minha memória…acordando o sono no regaço da escuridão…como asas na noite vão transformando em cinzas os sonhos agonizantes onde ardiam desejos pousados na sombra negra do amor…no abismo da terra fria onde adormeço envolta no silêncio do tempo e descanso enfim no anoitecer da terra.

Escrito por : Rosa Maria

Chora menina sonhadora
De tudo que veio e que fora
Desabrocha em muitas flores
E cante ao mundo suas dores

Grita menina mulher
Faça da vida somente o que quer
Deixe os cabelos em desalinho
E se aconchegue em qualquer ninho

Dança menina bailarina
Aproveite o que a vida ensina
Cada passo tem um compasso
Deixa de amarrar a dor com laço

E se um dia ao acordar
E de todas as flores desabrochar
Vai se lembrar que de todo amor
Não colhestes somente dor

Foge menina prisioneira
Vem ver a vida do lado de fora
Do outro lado da grade
Está te esperando a felicidade

Grita, sonha ,canta e dança
Navegue até onde a vista alcança
Do mar imenso veja o fundo
Se jogue a todos os mundos

Conte ao mundo sua verdade
Deixe esse torpor de insanidade
Seja insana felicidade
Sonhando seja serenidade…

E quando acordares um dia
E estiveres nos braços do amor
Verás o quão importante foi
Não teres sucumbido a tua dor.

Sandra Gonçalves