Recuperação de fotos antigas por Dana Keller – Jordan J. Lloyd – Paul Edwards e Patty Allison(Nº.2)

5-meninas14-Audrey Hepburn 195015 - soldados16-charles17-clinton19-chaplin20-Louis21-luois esposa

 

1 -Meninas entregando gelo, 1918

2-Andrey Hepburn em 1950

3-Soldados do exército da União, da Guerra Civil Americana.

numa pausa em 1863

4-Charles Darwin

5- Clint Eastwoad

6-Charlie Chaplin com 27 anos, 1916

7-Louis Armstrong em 1946

8-Louis Armstrong toca para sua esposa, Lucille

no Cairo, Egito, 1961

 

 

Trabalhos de Dana Keller – Jordan J. Lloyd – Paul Edwards e Patty Allison no tratamento de fotografias antigas Nº.1

8.poeta walt6-hellen4-winston9-albert11-acidente12-mark13-albert1-Poeta Walt Whitman, 1868

2-Hellen Keller conhece Charlie Chaplin em 1918

3-Winston Churchill-1941

4-Albert Einstein, 1921

5-Acidente do dirigível Hindenburg, 6 de Maio de 1937

6-Mark Twain, em 1900

7-Albert Einstein numa praia de Long Island em 1939

Fonte: Renascença online

À Renascença, o empresário, excluído da corrida à TAP, acusa o Governo de apenas ter disponibilizado as contas da transportadora de 2014 em meados de Março.

21-05-2015 15:51 por Henrique Cunha

SAIBA MAIS
Pais do Amaral fora da corrida pela TAP. Agora é entre Efromovich e Neeleman

Miguel Pais do Amaral explica a exclusão do grupo que representa do processo de privatização com falta de tempo para preparar o caderno de encargos.

O empresário, o único português na corrida pela compra da TAP, acusa o Governo de apenas ter disponibilizado as contas da transportadora de 2014 em meados de Março, quando o processo começou em Fevereiro.

Em declarações à Renascença, Pais do Amaral afirmou que a forma como o processo foi organizado não deu “tempo” ao grupo Quifel para preparar uma proposta que obedecesse a “todas as exigências do caderno de encargos”.

“Em Julho de 2014, e a pedido do Governo, apresentamos uma carta de intenções, uma proposta não vinculativa para a compra da TAP porque da parte do Governo nos foi dito que o processo se iniciaria em Setembro. Entretanto, o processo acabou por se atrasar e começou em Fevereiro. Apesar de o processo só se ter iniciado em Fevereiro, elementos essenciais para nós da empresa só foram disponibilizados em meados de Março, nomeadamente as contas de 2014”, descreve.

“O resultado disso é que nós não tivemos tempo para preparar uma proposta de acordo com todas as exigências do caderno de encargos. De facto, o processo, da forma como foi organizado, não nos deu tempo para isso.”
Amaral queria contas e acordos
O empresário reconhece, contudo, que a proposta do seu grupo incluía três condições que colidiam com o caderno de encargos: “a primeira pedia um prazo adicional para analisar o impacto” que a greve dos pilotos irá ter nas contas da TAP; o segundo considerava “indispensável” um “acordo de médio/longo prazo com os principais sindicatos da empresa”; e no terceiro pedia-se um “compromisso do Estado junto dos credores para a criação de condições favoráveis ao refinanciamento da dívida da empresa”.

Ainda assim, o empresário garante que se a privatização não avançar já, o grupo que representa continua interessado neste processo.

“Temos pena que as coisas se tenham passado desta forma. No caso de a privatização não ter lugar, obviamente, continuamos muito interessados em trabalhar neste dossiê. O caderno de encargos é extraordinariamente exigente. Vamos ver quem é que cumpre todos os requisitos”, atira.

O Governo excluiu da corrida pela compra da TAP o consórcio liderado por Pais do Amaral, em nome da Quifel Holdings, por não cumprir os requisitos mínimos legais, explicou esta quinta-feira o secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro, em conferência de imprensa, depois de as propostas terem sido discutidas em Conselho de Ministros.

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Fonte: Jornal Público

Esteve entre os que ajudaram as artes portuguesas a transitar rumo à contemporaneidade. Uma presença luminosa, apaixonada e cosmopolita. Maria Nobre Franco, fundadora e directora da Galeria Valentim de Carvalho e primeira directora do Museu Berardo, em Sintra, morreu ontem de madrugada em Cascais. Tinha 76 anos e estava doente com cancro.

O velório é hoje na Basílica da Estrela, em Lisboa, das 18h às 23h. Amanhã, às 13h30, também na Basílica da Estrela, celebra-se uma missa que antecede a saída do funeral para Messejana, no Alentejo – a sua vila natal.

Licenciada em Filologia Clássica e Filosofia da Arte, Maria Nobre Franco foi casada com Rui Valentim de Carvalho, pioneiro da indústria musical portuguesa que morreu no final de 2013. Foi num dos espaços da editora, no Palácio das Alcáçovas, que fundou uma das galerias de arte fundamentais para os anos 1980 e princípio da década de 1990.
Aberta por uma década, entre 1984 e 1995, num período em que em Lisboa poucos espaços se dedicavam em exclusividade à arte contemporânea, a Galeria Valentim de Carvalho teve “uma actividade enorme e extremamente importante”, recorda o pintor Jorge Martins.

Amigo desde o exílio de Paris, antes do 25 de Abril, Jorge Martins foi um dos artistas da galeria, juntamente com nomes de gerações que vinham de trás como René Bértholo, Joaquim Bravo e António Palolo. Juntaram-se-lhes, em exposições pontuais e outras colaborações, Mário Cesariny, Helena Almeida, Ana Jotta, Ângelo de Sousa, Alberto Carneiro e José Escada.

Mas Jorge Martins sublinha sobretudo a visibilidade dada aos que eram então novíssimos nomes, como José Pedro Croft, Pedro Calapez e Rui Sanches. Ou ainda Xana e o Grupo Homeoestético. Um cruzamento de gerações e linhagens que haveria de marcar também a direcção do primeiro Museu Berardo e que na galeria foi feita com “largueza e grandeza”, nomeadamente através da edição de catálogos.

“A Maria soube fazer isso”, refere Jorge Martins, “era uma pessoa excepcionalmente sensível, generosa, afectuosa. Uma mulher cheia de qualidades e uma capacidade de acção muito grande.”

São palavras repetidas por Pedro Calapez, que recorda as idas em grupo à Arco, a feira de arte contemporânea de Madrid, à época praticamente a única plataforma de internacionalização da arte portuguesa. “As idas à Arco eram sempre uma festa. Era uma pessoa de uma suavidade especial e generosidade fora do normal.”

Era, diz Xana, uma profissional “exemplar”: “Dos galeristas com quem trabalhei foi a única que foi sempre honesta. Por vezes até mais do que honesta.”

Xana diz que, quando sentia que os artistas precisavam, Maria Nobre Franco comprava obras para a sua colecção pessoal, muitas vezes a 100% do valor de mercado, sem os descontos habituais aos profissionais do meio. Quando a galeria fechou “percebi que nunca mais valia a pena trabalhar com outros galeristas. Sobretudo na relação pessoal com os artistas, não voltei a ver igual.”

Maria Nobre Franco deixou a Valentim de Carvalho em 1994 para assessorar Vítor Constâncio na presidência de Lisboa’94 – Capital Europeia da Cultura. Foi três anos depois, em 1997, que assumiu a direcção do Sintra Museu de Arte Moderna – Colecção Berardo, cargo que deixou apenas em 2008, aquando da criação do actual Museu Colecção Berardo de Arte Moderna e Contemporânea, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Como directora, deu grande visibilidade a artistas nacionais, tanto jovens como já com carreiras mais longas e provas dadas, mostrando o seu trabalho ao lado dos artistas estrangeiros representados na colecção. Entre as exposições que organizou contam-se, por exemplo, as dedicadas aos portugueses Rui Chafes e Júlio Pomar, ao irlandês Michael Craig-Martin, à espanhola Susana Solano e ao luso-brasileiro Fernando Lemos.

“Para a Maria, o mais importante era abrir todas as portas que tornassem possível a realização dos projectos que ela amava e nos quais acreditava com todo o entusiasmo e paixão”, diz o escultor Rui Chafes. Na Valentim de Carvalho, Chafes diz ter visto “as primeiras exposições de toda uma nova geração que veio provar que era possível criar condições de trabalho para artistas muito novos e ambiciosos”. Foi também lá “que vimos obras de artistas internacionais chegar a colecções nacionais”.

Entre esses artistas internacionais apresentados pela galeria, estiveram nomes tão fundamentais como Donald Judd, Tony Smith, Joel Shapiro, Carl Andre e Robert Gober.
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(em Nova Iorque- DR)