Fonte: País ao Minuto

Um helicóptero despenhou-se ao final da manhã quando tentava recolher água numa lagoa em Lamoso, Paços de Ferreira, para ajudar a extinguir um incêndio.

O Jornal de Notícias avança que o piloto era o único ocupante e que já estava a ser assistido no local pelos bombeiros.

Fonte da Proteção Civil de Paços de Ferreira afirmou que o acidente provocou um ferido ligeiro e adiantou que foi transportado para o Hospital de S. João, no Porto.

Em declarações à Lusa, o comandante operacional distrital do Porto, Carlos Alves, disse que o helicóptero ligeiro continuava, antes das 14h00, submerso na lagoa onde estava a reabastecer-se de água, estando o piloto “consciente, orientado” e sem apresentar qualquer tipo de lesão grave.

Contactada pela Lusa, fonte dos Bombeiros Voluntários de Freamunde disse que o alerta foi dado às 13h25. No local encontram-se cinco meios dos Bombeiros Voluntários de Freamunde e dois da GNR.

O helicóptero estava a reabastecer-se para prestar apoio num incêndio que está a ser combatido em Sanfins, disse à Lusa a mesma fonte dos bombeiros.

[Notícia atualizada às 14h28]
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Fonte: Expresso online

Pedro Cordeiro

“Deverá ser aceite o projeto de acordo que foi apresentado pela Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional no Eurogrupo de 25.06.2015 e que consiste em duas partes, que constituem a sua proposta unificada? O primeiro documento intitula-se ‘Reformas para a Conclusão do Presente Programa e Mais Além’ e o segundo ‘Análise Preliminar à Sustentabilidade da Dívida’.”

Tal é a pergunta do referendo marcado para domingo, 5 de julho, na Grécia. As respostas possíveis são, por esta ordem, “NÃO ACEITE / NÃO” e “ACEITE / SIM”. Resta saber que porção do eleitorado está a par do conteúdo desses dois documentos, dos quais não foi divulgada, até à data, qualquer tradução em língua grega.

O Governo grego fará campanha pelo não, no que é apoiado por economistas como Paul Krugman ou Joseph Stiglitz, dois prémios Nobel da Economia. As autoridades europeias defendem o sim e dizem que votar “não” será voltar costas à Europa e à moeda única.

Segundo o diário britânico “The Daily Telegraph”, além da dificuldade que a formulação da pergunta pode gerar, organizar a consulta será um desafio logístico. Constitucionalmente, os boletins de voto têm de estar impressos cinco dias antes do referendo, isto é, esta terça-feira.

Palavras-chave

Comissão Europeia

Fundo Monetário Internacional no Eurogrupo

Banco Central
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Fonte: VISÃO – sobre o novo patrão da TAP

davidA partir da sua mansão de oito mil metros quadrados em New Cannan, uma pequena vila no estado norte-americano do Connecticut, David Neeleman não se cansa de preparar novos voos. O sossego, nesta localidade de casas senhoriais e frondosos jardins, contrasta com a mente irrequieta de David e as viagens constantes para São Paulo, no Brasil. Lisboa deverá passar a fazer parte do roteiro, assim que assumir o controlo da portuguesa TAP, a partir de 24 de junho, dia em que assina com o Governo o contrato promessa de compra e venda.

O empresário americano, nascido no Brasil há 55 anos, não dorme mais do que quatro a cinco horas por noite e é raro conseguir manter-se focado no mesmo assunto por muito tempo. Os médicos diagnosticaram-lhe um défice de atenção, acompanhado de hiperatividade, mas David recusa-se a ser medicado. Tem medo de ficar parado e de perder a criatividade. Durante uma palestra, em Harvard, perguntaram-lhe porque não tratava o seu problema, ao que ele respondeu: “Se fizesse isso, ficaria igual a vocês.”

Quem o conhece de perto diz que faz lembrar um foguete. É incapaz de permanecer quieto e é precisamente esta mente desassossegada e criativa que faz dele um dos empresários da aviação mais arrojados dos tempos modernos. Para fintar a sua tendência para a distração, usa mais do que um relógio, onde aciona os alarmes que o recordam das tarefas. “É difícil tratar das coisas mundanas da vida. Para mim é mais fácil planear uma frota de 20 aviões do que pagar a conta da luz”, desabafou à revista New York.Sendo um dos mórmons mais ricos do mundo, com uma fortuna avaliada em 280 milhões de euros, segundo a publicação financeira 4-traders, é difícil não classificar David Neeleman como um homem de sucesso. A sua história profissional, no entanto, está pontuada por fracassos. Houve um, sobretudo, que o marcou. Quando foi despedido da gigante norte-americana da aviação, Southwest Airlines, em 1993 o negócio dos ares parece ter-se transformado numa obsessão maior – David acredita que ainda tem algo para provar, em particular à Southwest, por quem mantém uma profunda admiração.

A fortuna que acumulou ao longo dos anos é mais do que suficiente para deixar de trabalhar, mas a ambição e o gosto pela competição levam-no a querer chegar mais longe. Tem criado algumas das companhias mais inovadoras de aviação, no segmento do baixo custo, e está longe de parar. Obcecado por contas e pelo controlo de custos, está sempre de olho aberto para novos negócios, através das ligações a outros investidores mórmons, que lhe têm dado a mão sempre que precisa.
Nos tempos em que batizava os brasileiros
David conduz os negócios de acordo com os princípios da religião mórmon. A igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias entrou na família Neeleman com a geração do bisavô, um holandês que se converteu à religião e se mudou para Salt Lake City, no estado norte-americano do Utah, em 1907, onde se encontra a maior comunidade mórmon do mundo. John, o avô de David, destacou-se com uma pequena mercearia que funcionava 24 horas por dia e, sempre que um cliente pedia algo que ele não tivesse, o filho Gary saía a correr, à procura desse produto, nas lojas vizinhas, enquanto os clientes eram brindados com chá e bolinhos. Anos mais tarde, seria a vez do pequeno David ajudar o avô, nos intervalos da escola primária.

A ligação de David ao Brasil surge através do pai, jornalista, e também da igreja. Cumprindo um ritual de iniciação à vida adulta, Gary, o pai de David, foi enviado para São Paulo, aos 19 anos, como missionário. Casou-se pouco depois de regressar aos EUA e, quando concluiu a faculdade mórmon do Utah, foi indicado para gerir a delegação da United Press International, em São Paulo, por um ex-correspondente no Rio, também ele membro da igreja.

David é o segundo filho de Gary e Rose e o primeiro a nascer em terras brasileiras. O pai decidiu registá-lo na conservatória de São Paulo e, depois, no consulado americano, abrindo portas à dupla nacionalidade. O casal teve sete filhos e, quando David completou os seis anos, a família regressou a Sandy, uma cidade na região de Salt Lake City.

Desde os tempos do infantário que os estudos foram um dos maiores desafios para David Neeleman. Os professores queixavam-se de que ele estava sempre distraído… Prestes a entrar na faculdade, desesperava para conseguir ler e escrever corretamente. Com exceção da Bíblia, conta que apenas conseguiu ler um livro até ao fim – tinha por título Momentos de Verdade e fora escrito pelo ex-presidente da Scandinavian Airlines, sendo ainda hoje uma referência para David, na forma de pensar uma companhia: com rotas curtas, ligações diretas e aviões sempre novos para evitar manutenções constantes.

Aos 19 anos, interrompe o curso de contabilidade, na Universidade do Utah, para cumprir o ritual de sair do país em missão, e vai para o Brasil. Um ano antes, tinha passado por um intenso treino, que incluiu o ensino do português e a preparação para as tarefas domésticas. Hoje, fala um português perfeito, ainda que mantenha o sotaque norte-americano.

Durante a missão no Brasil, vive em Paraíba e em Pernambuco, batizando mais de 200 brasileiros, e contactando, pela primeira vez, com a dura realidade da pobreza. Conta que foi a experiência que mais o marcou e que mudou a sua forma de ver a vida, depois de ter crescido em São Paulo, num meio privilegiado. Assegura que detesta pessoas snobes e, na JetBlue, chegou a recusar um candidato a uma vaga de emprego porque este não foi capaz de enunciar um exemplo em que tivesse ajudado alguém.

O patrão que faz limpezas
Ao fim de um ano no Brasil, regressa a casa e, 49 dias depois, casa-se com Vicky, a mulher por quem se tinha apaixonado três verões antes. Abandona o curso de contabilidade para abrir uma agência de viagens, a IFS, que transporta turistas do Utah para Honolulu, no Havai. É aqui que conhece o primeiro desaire: quando a principal companhia aérea vai à falência, ele entra em bancarrota. Nessa altura, um amigo da igreja dá-lhe a mão e convida-o para ir trabalhar na sua agência de viagens, a Morris Travel. O negócio prospera e, nove anos depois, o dono da agência desafia David a transformar a empresa numa ambiciosa companhia com voos charter, para assegurar as ligações para o Havai.
Passam apenas 12 meses até que a gigante norte-americana Southwest Airlines compra a Morris Air por 114,8 milhões de euros. Em troca, David fica com ações da Southwest e mantém um lugar na gestão. Alguns meses depois, é despedido. “Não queriam uma pessoa como eu, dizendo o que deveria ser feito a toda a hora”, justifica. Tem 34 anos quando se vê com 22,2 milhões de euros no bolso, mas está proibido de criar negócios concorrentes nos EUA, durante cinco anos. É assim que nasce a WestJet Airlines, no Canadá. Uma pequena companhia charter, que ainda hoje voa e distribui lucros.
O empresário que, na infância, matava o tempo a ver os aviões a aterrar e a descolar, numa pequena pista privada em Sandy, vive obcecado em criar uma companhia com a dimensão da Southwest. No final dos anos 90, Joel Peterson, um milionário mórmon e gestor de um fundo de investimento com o seu nome, entra com o capital para a JetBlue. É o início de uma parceria e amizade que ainda hoje se mantém, com David a fazer parte da direção do fundo e Joel com uma participação no capital da Azul.
A JetBlue marca uma nova era na aviação de baixo custo norte-americana, com aviões novos, sistema wifi a bordo e televisão em cada cadeira. Logo na primeira semana a voar, consegue vender um milhão de bilhetes. O call center é, então, assegurado por 800 mulheres que trabalham a partir das suas casas em Salt Lake City e perto de 40% das vendas são realizadas online, permitindo à empresa poupar milhões.
Enquanto lideraa companhia, David inventa o bilhete eletrónico e desenvolve um inovador sistema de reservas. Cria a Universidade JetBlue, para ensinar a cultura da empresa. Discursa frequentemente com a Bíblia na mão, citando a figura de Job, que perdeu riqueza, família, amigos e saúde e ainda assim se manteve otimista, suportado pela fé.

Com uma fortuna considerável, David doa os 178 mil euros que ganha por ano, na companhia, a um fundo de emergência destinado a apoiar os funcionários. Estes dispõem ainda de condições especiais para comprarem ações da empresa e recebem parte dos lucros. É frequente aparecer a servir snacks a bordo e, no fim da viagem, ajuda a limpar o avião. “Se os funcionários vêem o presidente a servir snacks e a etiquetar a bagagem, sentem-se bem e vão dar algo mais à empresa”, diz em entrevista à revista Época Negócios. “Boas pessoas tratam bem os clientes”, defende.

Um fracasso americano
Com um ambicioso plano de expansão, Neeleman prepara a entrada da JetBlue na bolsa, de forma a angariar capital. Faltam poucos dias para a sessão quando ocorrem os atentados do 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque. O empresário cancela a operação e, preocupado em recuperar a confiança dos passageiros na aviação, luta para transformar a JetBlue na primeira transportadora a ter autorização para voar com portas do cockpit à prova de bala e câmaras de segurança no avião. Em 2002, volta à bolsa, desta vez conseguindo faturar 178 milhões de euros por 6,7 milhões de ações da empresa. David fica com 5% das ações.

O percurso de sucesso da companhia é interrompido em 2007, quando, a 14 de fevereiro, uma tempestade de neve bloqueia o aeroporto nova-iorquino JFK. Enquanto as outras companhias suspendem os voos, um avião da JetBlue tenta descolar, mas fica paralisado na pista, durante 11 horas, com uma centena de passageiros a bordo. A empresa enfrenta então mais de mil cancelamentos num só dia e, apesar dos pedidos de desculpa públicos e da criação de um sistema de compensações aos passageiros, David demite-se uns meses depois, dando lugar ao seu amigo Joel Paterson.

Com a imagem beliscada, Neeleman muda o foco para o Brasil, onde começa a preparar uma nova JetBlue. Analisa o mercado brasileiro, define um plano de voo e começa a identificar potenciais investidores. Apenas um ano depois do fracasso nos EUA, David estava a lançar uma companhia de baixo custo diferente do modelo a que os brasileiros estavam habituados.

Leva o irmão mais novo, Mark, para trabalhar consigo. “Somos muito parecidos porque ambos gostamos de ser o capitão do nosso barco. Sou o único irmão que trabalhou com ele”, conta Mark à VISÃO. O benjamin dos Neeleman fala de David como sendo um “génio” da aviação, grande conhecedor do mercado. “Sem dúvida, tem as ideias e a capacidade de inovação necessárias para que TAP tenha muito sucesso”, argumenta.

Já David diz que humanizou o transporte aéreo. “Dou aos clientes tudo aquilo que eles procuram: passagens baratas, aeronaves novas, atendimento diferenciado e entretenimento a bordo”, elogia-se. Não tem lugar no parque de estacionamento da empresa e voa na Azul pelo menos uma vez por semana, anunciando aos microfones do avião que vai a bordo e cumprimentando os passageiros. É visto como uma pessoa bem-disposta, ainda que agressivo na forma de negociar. Na JetBlue, os funcionários não estavam sindicalizados. David defende que “os sindicatos são necessários para empresas mal administradas ou mal-intencionadas e a JetBlue não se inclui em nenhuma delas”.

Gosta de fazer esqui na estação de Park City, no Utah, onde moram os pais e alguns dos seis irmãos e 23 sobrinhos. Aos domingos desliga o telefone para estar com a mulher e os nove filhos, com idades entre os 5 e os 23 anos, e frequentar a igreja. Não bebe café, não fuma e não consome álcool, mantendo uma forte dedicação à família e ao trabalho.

A igreja a que pertence tem um património estimado de 35,6 mil milhões de euros, alimentada pela entrega do dízimo (10%) do rendimento dos fiéis. Com mais de 14,4 milhões de seguidores em todo o mundo, arrecada o equivalente a 7 mil milhões de euros por ano. Em 2012, voltou a estar no centro das atenções dos norte-americanos, quando o candidato mórmon Mitt Rommey disputou as eleições presidenciais. Nessa altura, David apoiou-o publicamente.

A dança dos assessores
No Brasil, falhou por três vezes a entrada da Azul em bolsa e, nas contas que vieram a público, apenas se regista um ano com lucros. Em 2010, os prejuízos foram de 49,3 milhões de euros, aumentaram para 56,1 milhões em 2011 e para 77,8 milhões em 2012, de acordo com a CAPA – Centre for Aviation. Em 2013, a empresa obteve lucros de 7,5 milhões de euros mas, em 2014, e só nos primeiros nove meses, os prejuízos dispararam 213% para os €21,3 milhões. A necessidade de encontrar liquidez foi, aliás, um dos argumentos utilizados no prospecto de lançamento da operação bolsista já em maio deste ano. Mas a mesma acabou por ser cancelada no início de junho, com o pretexto do negócio da TAP.

Há dois anos que Neeleman andava a rondar a sua “dama portuguesa”. Numa primeira fase, veio a Portugal por causa do negócio da manutenção no Brasil. Depois começou a perceber que a TAP fazia sentido no grupo em que se inseria. Por isso, quando se começou a mexer e a convencer parceiros, já levava a lição estudada.

Foi assim que se apresentou, em Portugal, ciente dos pontos fortes da empresa e dos seus aspetos mais críticos. Aparecia nas negociações sem papéis nem discursos preparados. E apresentava-se sabendo o que queria, ao que vinha e com o caso estudado ao pormenor. Se dúvidas tivesse, tinha vários assessores, que sentava de acordo com uma lógica muito própria. Várias vezes, foram vistos assessores a levantarem-se e a mudarem de lugar, a seu pedido. Queria A ao seu lado direito e B ao seu lado esquerdo, C à segunda direita e assim por diante. Perante um obstáculo, um ponto mais prejudicial para o negócio, se a explicação fosse consistente, acatava, dizendo “Vamos ter de viver com isto.” ?A equipa podia argumentar, mas a voz de comando tinha falado, a ordem estava dada.

Disse muitas vezes, ao longo do processo negocial, “quero muito a TAP, mas está difícil”. O que prometeu, garante fonte que acompanhou o processo, foi o que conseguiu cumprir.

Tal como o seu sócio português, Humberto Pedrosa, gosta de competir mas para ganhar. Será a quinta companhia aérea do seu portefólio, a primeira onde entra sem ter feito parte da sua fundação. Um novo desafio para o gestor que não gosta de dormir.

David Neeleman
55 anos
Fortuna pessoal avaliada em 280 milhões de euros, é um dos mórmons mais ricos do mundo
Detém 68% do capital da Azul e 5% da JetBlue2000
Acionista da companhia Southwest Airlines
Detém uma posição na empresa de vigilância VigAzul
Tem negócios no Brasil, EUA e, agora, em Portugal
Detém a terceira maior companhia aérea do Brasil
É diretor de uma empresa de jatos privados, a Jetsuite, Inc e da The Partnership for New York City, uma organização não governamental composta por um grupo restrito de 300 presidentes de companhias nova-iorquinas
É consultor do fundo de investimento Peterson Partners
Cofundador de uma organização não governamental, a The More Good Foundation, que gere 300 sites de divulgação da doutrina mórmon
Humberto Pedrosa
67 anos
É o 15.º homem mais rico de Portugal, com uma fortuna avaliada em 301 milhões de euros
Gere um grupo com 5 400 trabalhadores, 34 empresas e que faturou 370 milhões de euros em 2014
Há dois anos foi condecorado como comendador
Tem negócios em Portugal, Espanha e Brasil
É um dos maiores transportadores rodoviários da Península Ibérica
É candidato à concessão da Carris e do Metro
Atua na área dos transportes rodoviários, ferroviários e de carga. Detém uma das maiores empresas de transportes especiais
Encontro milionário
David e Humberto partilham a mesma ambição. Juntos preparam-se para comandar o maior grupo aéreo português

Foi no histórico restaurante do hotel Sheraton, no centro de Lisboa, que David Neeleman e Humberto Pedrosa se cruzaram pela primeira vez. O encontro foi sugerido, ao dono da Barraqueiro, por um gestor do Barclays, uma vez que Neeleman procurava um parceiro português para concorrer à compra da TAP. “Gostei logo dele. O David vinha acompanhado da sua equipa e rapidamente percebi que eles conheciam o negócio da aviação”, recorda Humberto Pedrosa à VISÃO. Com negócios no Brasil, o dono da Barraqueiro conhecia a história da Azul, embora nunca tivesse voado na companhia. Há quatro meses, antes deste encontro, o milionário dos transportes rodoviários nem sonhava com o negócio da aviação. Naquela noite, no Sheraton, Pedrosa vislumbrou uma nova oportunidade. Mas teve muitas dúvidas, com o “monstro” da dívida da TAP a pairar. Ao terceiro encontro com Neeleman, estava rendido. “Acreditei no plano desenhado pelo David e acho que podemos ser ?uma mais-valia para a TAP”, garante. Embora o português seja o sócio maioritário ?do consórcio Gateway, quem liderou os trabalhos, durante as negociações ?com o Governo, foi David Neeleman.

Porquê a TAP?
Com a compra da TAP, a Azul fecha o triângulo América do Sul, EUA e Europa, ficando com uma forte presença em três dos maiores mercados de aviação internacional. A TAP é, atualmente, o maior transportador de europeus para o Brasil. Com esta ligação, a Azul irá captar todos os passageiros que queiram fazer voos internos. Mas não só. A companhia aérea de Neeleman quer também abrir rotas para outros países da América Latina, passando a concorrer diretamente com as grandes companhias aéreas dessas latitudes, passando a oferecer, com escala no Brasil, uma porta de entrada na Europa, através da TAP. O mesmo acontecerá com a Jetblue, nos EUA, empresa com fortes ligações a Neeleman. Esta companhia passará a captar, para os voos internos norte-americanos, os passageiros oriundos da Europa, bem como os provenientes da America Latina. Por sua vez, a TAP captará os passageiros da Azul, para os transportar para outros destinos europeus, fazendo escala em Lisboa. P.M.S.

Poesia do meu amigo Manuel Marques

Queria tocar-te uma vez mais…

Longas noites te esperei que lhes perdi a conta
só queria um beijo
o ultimo para adormecer…

Queria pousar o meu beijo em ti
junto ao rio dos teus olhos
e na sombra do teu silêncio amar-te até morrer…

Queria tocar-te uma vez mais
amar-te até ao amanhecer
e em cada acordar morrer contigo…

Manuel Marques (Arroz)
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Convento de Mafra algumas imagens e texto

D. João V, rei de Portugal, havia prometido construir uma Basílica se a sua esposa,
D. Maria Ana Josefa de Áustria, lhe desse descendência.O nascimento da princesa
D. Maria Bárbara foi interpretado por este monarca como uma graça divina, pelo que,
não olhando a despesas, mandou construir, em Mafra, um enorme edifício composto
por uma Basílica, um Palácio Real e um Convento com uma das mais belas bibliotecas
europeias.
D.João V, vigésimo rei de Portugal.O seu reinado durou de 1707 até à sua morte
em 1750.d.joãocon2con3con7

Às 7h. da manhã de 22 de Outubro de 1730, dia em que o rei fazia 41 anos de idade, iniciou-se
a festa de consagração da Basílica, que se prolongou até às 7 da manhã do dia seguinte.
Foi servido, na ocasião um banquete para 9.000 pessoas. As festas acabariam por se estender
por mais 7 dias, ao som das melodias dos dois enormes carrilhões mandados vir expressamente
de Antuérpia.

O projecto inicial foi de João Frederic Ludovic, também autor da Basílica da Estrela, em Lisboa.
O Convento foi ocupado por Franciscanos e Dominicanos.fredericoquarto dos monges
D. Maria Pia, visitava frequentemente o Palácio de Mafra, tendo mandado construir um elevador com o acesso
do rés-do-chão ao terceiro piso.
Os aposentos do rei foram construídos numa extremidade e os da rainha na outra, a 236 metros de
distância. Ao centro a Basílica coberta por uma cúpula e rodeada por duas imponentes torres.con19con20con21
Os carrilhões dos sinos têm em conjunto 92 sinos e pesam cerca de 217 toneladas.
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A existência de morcegos na Biblioteca chama a atenção dos visitantes.tanto mais que estes contribuem
para a conservação dos livros.
A Biblioteca tem cerca de 40.000 livros com encardernações em couro gravadas em ouro,inclui uma
segunda edição de “Os Lusíadas” de Luís de Camões.
O último rei de Portugal, D.Manuel II dormiu no Palácio-Convento de Mafra na última noite que
passou em Portugal, antes de partir para o exílio a 5/Outubro/1910 dia da implementação da República.c24c25con15con16con17con18c77

Fonte: Observador

O Governo grego fez uma proposta aos credores, a proposta foi bem recebida mas os credores não aceitaram, fazendo uma contraproposta ao Governo grego, com cortes mais duros e mais rápidos, e foi a vez de a Grécia não aceitar. Enquanto o braço-de-ferro continua, aqui fica o que os credores exigem a mais, cortesia do Wall Street Journal que publicou o documento na íntegra.

Já se sabia que a proposta grega seria apenas a base para as negociações e que os credores iriam construir uma lista de medidas prévias que a Grécia tem de cumprir antes de receber os 7,2 mil milhões da tranche do empréstimo internacional respetiva à última revisão do programa grego. Não se sabia ainda quão mais duros iriam ser os credores.

A troika esboçou a lista das chamadas ‘prior actions’ (medidas que têm de ser executadas antes de haver desembolso) e enviaram para o Governo grego, e estas foram mal recebidas. Entre as medidas estão mais aumentos do IVA, cortes nas pensões mais duros e mais cedo. Aqui ficam as diferenças:

IVA:

– O Governo grego propunha um aumento da receita com IVA em 0,74% do PIB grego. Os credores exigem 1% de receita, com a restauração e o catering na taxa normal de 23%, em vez dos 13% propostos pela Grécia. Os medicamentos passariam também a pagar 6%.

Medidas orçamentais estruturais:

– A troika quer que o Governo grego passe a exigir pagamentos por conta a empresas e empresários em nome individual em 100% no final de 2016, e que seja eliminado o tratamento fiscal preferencial dado aos agricultores que está previsto na lei.

– A troika exige ainda que o Governo acabe com os subsídios ao gasóleo agrícola. A despesa tem de ser cortada a metade já no próximo orçamento.

– A revisão do sistema de segurança social passa a ser feita tendo em vista poupanças de 0,5% do PIB.

No Orçamento de 2016:

– Os cortes propostos de 200 milhões de euros na despesa militar têm de passar a 400 milhões de euros (o dobro), reduzindo fornecimento de serviços externos e número de militares.

– A taxa de IRC deve subir de 26% para 28%, e não para 29% como propunha o Governo grego.

– A taxa de 12% sobre os lucros das empresas acima de 500 mil euros proposta pelo Governo grego não deve avançar.

– Os impostos sobre o jogo e o jogo online não tem luz verde, ao contrário do que pretende o Governo grego.

– As receitas da venda das licenças de 4G e 5G não seriam incluídas no orçamento.

Pensões:

– A troika exige que sejam implementadas em pleno as reformas do sistema de pensões de 2010 e de 2012, que implicam não só a aplicação do fator de sustentabilidade como afetaria o valor das pensões a pagar. A implementação destas reformas teria de resultar em poupanças equivalente ao previsto anteriormente.

– Sobre as poupanças com reformas, o Governo grego propunha que as poupanças começassem em 2016, na ordem dos 1,05% do PIB e passassem a 1% em 2017. A troika quer mais e pede poupanças já este ano de 0,25% a 0,5% do PIB, que subiriam para 1% já no próximo ano, e não em 2017.

– Para isto, a troika exige também que a idade da reforma seja adaptada de forma gradual para que em 2022 esteja finalmente implementada a reforma aos 67 anos, ou aos 62 anos se os trabalhadores tiverem mais de 40 anos de descontos. As reformas antecipadas seriam eliminadas e as reformas teriam de ser implementadas já a 30 de junho, para a semana, e não a 1 de janeiro de 2016, como pedia o Governo grego. Atenas queria que a idade da reforma nos 67 anos estivesse completamente implementada apenas em 2025.

– A troika exige ainda que todos os fundos de pensões estejam completamente financiados apenas pelas contribuições feitas para esses fundos, deixando o Estado de contribuir para pagar essas pensões.

– A troika pede também que o suplemento para as pensões mais baixas desapareça já em 2017, e por completo, ao contrário do proposto pelo Governo (gradualmente entre 2018 e 2020).

– Todas as pensões estariam congeladas pelo menos até 2021.

– Depois de 30 de junho deste ano, todos os trabalhadores que se reformassem veriam garantido pelo Estado grego apenas as pensões básicas, de acordo com os meios disponíveis, e se se reformarem aos 67 anos.

– As contribuições para os sistemas de saúde dos pensionistas subiriam também para 4% a 6%, ao contrário dos 5%, em média, propostos pelo Governo grego.

– Aumento das contribuições dos empregadores para a Segurança Social não avançaria, mas a troika manda acabar com todas as exceções que são financiadas pelo Estado grego.

– A consolidação dos fundos de pensões tem de estar efetiva no final de 2017, um ano mais cedo que o previsto pelo Governo grego.

Salários

– A troika exige ainda que seja implementada legislação para racionalizar a tabela salarial do Estado grego até ao final de novembro deste ano.

Fonte: Flash!Vidas

Cuca Roseta surpreendeu tudo e todos ao casar em segredo com o preparador físico João Lapa, através de uma cerimónia privada realizada no Estoril na passada sexta-feira, 19 de junho. A fadista tinha decidido recentemente adiar o casamento devido ao pouco tempo livre que tem disponível.

O casal acabou a noite na festa de abertura do Tamariz, segundo a imprensa, e desfrutou o momento acompanhado de amigo. Recorde-se que João Lapa trabalha na Arábia Saudita, onde as mulheres solteiras não podem entrar, um problema com que Cuca já não terá de se preocupar.cuca