Hitler existiu mesmo e foi um horror!!!(título meu) fonte: Obvious

Quando assisti ao filme “Ele está de volta” (Er Ist Wieder Da), filme alemão que simula uma hipotética ressurreição de Adolf Hitler na Alemanha atual, fiquei realmente temeroso com as possibilidades abordadas na estória. A obra é prova de que todos nós, homens, somos politicamente frágeis e socialmente alienados; é prova também de que a linha que divide a história de regimes autocráticos da realidade é tênue.

1933

Com o desenvolvimento da trama, ótimas piadas e situações cômicas foram se articulando através da figura proparoxítona de um Hitler que ressurge misteriosamente em pleno século XXI. A presença daquele homem líder de seu tempo em uma Alemanha moderna, carregada de novas tendências, miscigenação de culturas e diversidade cultural espanta a todos nós que não viveram/ vivem a herança do esfacelamento do nazismo e do III Reich.

Ver Hitler assusta a todos, menos – aparentemente – aos próprios alemães, que encaram o homem e seu legado como o passado de uma nação aterrorizada e destruída pela sua própria força. De fato, os alemães compreendem imensamente o que Hitler e o nazi-fascismo causaram no país, mas encaram isso como águas passadas e estufam o peito para bradar a glória atual de seu povo.

Logo no começo, as pessoas tratam com desdém a presença daquele “sósia” de Adolf em praças públicas, mas a sua veemência e imersão no papel tornam aquele ator obviamente carismático. A sua figura cômica, em trajes militares e o bigodinho ridículo disseminam, assim como em 1930, um humor nas pessoas. Ver aquele ator interpretando o genocida é simplesmente divertidíssimo.

hits 02.jpg h2
Em dado momento, o Hitler ressurgido vai a TV fazer piadas e atender ao interesse da mídia privada que busca aumentar seus lucros. Com humor evidente e a seriedade clássica e voraz do ditador dos anos 1930, ele comove a plateia ao desmascarar a alienação que a TV e suas bobagens provocam nas pessoas, e a partir daí começa a tratar – sempre de forma humorada, jamais irônica – das mazelas atuais da sociedade. Com essa falácia sincera e clássica ele conquista um público e até mesmo alguns intelectuais, que de certa forma apoiam o posicionamento de “uma figura histórica” acerca das atuais carências sociais, políticas, econômicas e culturais do país.

Após aparecer na grande mídia, explicitando os vazios da sociedade alemã, o Hitler adquire certa aceitação popular, assim tendo enorme ascensão midiática em todo o país. Com o apoio da mídia, o interesse de grandes empresas e a aceitação popular, o Hitler que desmascara a Alemanha contemporânea ganha ascendência e se torna uma figura de fato bem famosa.

Apesar do amadorismo inicial da obra, a trama vai tomando prumos históricos, recheados de analogias e comédia, até se tornar não uma sátira, mas a simulação crua e fria de como o povo alemão da primeira metade do século XX se deixou corroer e destruir por um homem frio, megalomaníaco, genocida, estrategista e degenerado. O filme, derivado do livro homônimo, refaz todo o contexto histórico daquela Alemanha insatisfeita com a política e a economia, com a “mistura de raças” e a possibilidade de extinção da “raça” ariana.

Durante todo o desenrolar da situação, sentimos e entendemos como o povo foi “iludido” pelo famigerado Adolf. Os discursos excêntricos, eloquentes e loucos traduziam a vontade dos alemães em reestruturar o país e realmente convenciam. Em ambas situações percebe-se como era e é palpável o ódio por algumas questões e a necessidade de alguém que fosse sincero, que trabalhasse a verdade que o povo queria viver, que tivesse o carisma de uma grande figura.

O cunho histórico e a atualidade do filme explanam duas vertentes: como foi possível Hitler assumir o poder e como é possível e iminente um poder cáustico assumir novamente a Alemanha

h3

Como bem retratado no também alemão “A Onda” (Die Weller), apesar de todo conhecimento histórico e ideológico sobre o nazismo e o fascismo, não só os alemães como qualquer outra nação bem estruturada também estão sujeitos ao governo de um líder tirano.

Hitler assumiu por falar verdades, falar o que as pessoas queriam escutar e não o que elas precisavam ouvir. Além disso, o filme mostra como a linha do equilíbrio social é rúptil e de como todos nós estamos sujeitos ao descalabro social.

Como diria Marx : “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Da mesma forma como os alemães de hoje conhecem bem o nazismo e mesmo assim estão sujeitos a um regime semelhante, nós brasileiros vivemos situação análoga ao começo da ditadura militar de 1964. Estamos em um momento frágil da democracia, em que muitas instituições jurídicas são falhas e a mídia nacional influencia massivamente a opinião popular. O povo já não sabe mais distinguir e separar o certo do errado.

É justamente na fraqueza da nação que surgem elementos que “sanam” as deficiências sociais. Tanto o partido Nazista da época como os militares brasileiros do regime inovaram em apresentar propostas que resolveriam os problemas políticos e sociais em sua magnitude, mas no fim todos revolucionaram com um sistema mais falido e vazado que o anterior.

A ideia que é pregada por frentes revolucionárias é às vezes tão intensa que se fixa no âmago da razão do povo e modifica toda a estrutura vigente para salvaguardar e encapsular uma ideia que muda tudo. São as próprias pessoas em seus momentos de necessidade e fraqueza que criam seu próprio Hitler. Ele é a personificação de todo aquele aparato de dor e ódio vigente na nação. Ele é o fantasma que assombra nossas vidas, mas que é na verdade uma criação própria.

hits 04.jpeg Palhaço

1322

© obvious: http://obviousmag.org/filhos_do_monolito/2016/hitler-fantasmas-e-historia.html#ixzz47WxQAAst
Follow us: @obvious on Twitter | obviousmagazine on Facebook

Fonte: Flash!Vidas

A família real sueca está em festa. Este sábado realizou-se em Estocolmo uma cerimónia de celebração dos 70 anos do rei Carl Gustaf, mas o centro das atenções acabou por ser a sua neta, a pequena princesa Estelle, de 4 anos. A menina surgiu muito sorridente com os pais, os príncipes Victoriimg_991x428$2016_04_30_15_34_22_120654img_991x428$2016_04_30_15_34_29_120659img_991x428$2016_04_30_15_34_31_120661a e Daniel (imagem acima), e portou-se exemplarmente durante toda a cerimónia. Marcaram também presença na festa outros membros da família real da Suécia, como as princesas Sofia e Madeleine, e até o rei Juan Carlos, de Espanha.
img_650x412$2016_04_30_15_38_25_120662

Fonte: Renascença no ar

Papa escreve ao Presidente da Venezuela sobre “situação no país”

02 Mai, 2016 – 11:22
País enfrenta grandes dificuldades económicas: tem a inflação mais alta do mundo, uma grave escassez de produtos básicos (comida e medicamentos) e foi decretado um racionamento eléctrico.

O Papa Francisco “segue com atenção” a situação na Venezuela e escreveu ao chefe de Estado Nicolas Maduro, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi.

O padre Lombardi escusou-se a divulgar o conteúdo da carta de Francisco para Maduro, mas afirmou que o Papa escreveu sobre “a situação do país”.

A Venezuela enfrenta grandes dificuldades económicas: as suas receitas reduzirem-se em 70%, tem a inflação mais alta do mundo e uma grave escassez de produtos básicos (comida e medicamentos), tendo também sido decretado um racionamento eléctrico.

A Venezuela é já há algum tempo uma das preocupações do Vaticano e do Papa, que se referiu ao país, em várias ocasiões, no passado.

Lombardi lembrou uma das últimas intervenções de Jorge Bergoglio, no Domingo de Páscoa, antes da bênção “Urbi et Orbi”, apelou ao diálogo na Venezuela perante “as difíceis condições em que vive a população”.

Francisco pediu a quem “tem nas mãos o destino do país” para “trabalhar a favor do bem comum, procurando espaços de diálogo e de colaboração entre todos”.

O Papa defendeu a “cultura do encontro, a justiça e o respeito recíproco” para “garantir o bem-estar espiritual e material” dos venezuelanos.

O Vaticano, que desempenhou um papel fundamental no restabelecimento das relações entre os governos dos Estados Unidos e Cuba, também quer contribuir para a paz na Venezuela, tal como afirmou em Abril passado o núncio no país, monsenhor Aldo Giordano.

“Estou aqui para comunicar ao país o afecto, a proximidade do Papa Francisco. O Papa é um protagonista da paz no mundo e estamos aqui para colaborar para a paz no nosso querido país a nunciatura está aqui para contribuir para o bem do povo da Venezuela”, disse, na altura, Giordano, de acordo com um comunicado.