Fonte: Renascença online

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O antigo primeiro-ministro José Sócrates acusou, este sábado, Pedro Passos Coelho de “não ter compreendido o simbolismo da inauguração do túnel do Marão”.

“Tarda em compreender o simbolismo desta obra. Isto é mais do que uma obra pública, é mais do que um túnel, isto é um reencontro do país consigo próprio, com uma identidade regional que há muito tempo estava afastada do desenvolvimento”, comentou o ex-governante socialista, depois de Passos Coelho ter recusado o convite para estar presente.

O antigo primeiro-ministro socialista disse ter-se deslocado este sábado ao Marão para participar na inauguração daquela obra pública, no sentido de assinalar “que o Governo português agora faz convites como antigamente se fazia, com a grandeza e decência democrática”.

“Por isso, decidi corresponder a esse convite, para respeito com o Governo e para com o que isto significa para os transmontanos e para todo o país”, acrescentou.

Sócrates insistiu: “O facto de ter sido convidado, apenas nos diz que este novo Governo cumpre aquilo é a decência e a grandeza democrática. Já no meu tempo era assim, nós convidávamos todos os anteriores governantes para a inauguração de obras que tinham tido a sua participação”.

Sobre a importância da infra-estrutura, o antigo governante afirmou aos jornalistas que não se trata “apenas de mais uma obra pública”.

“Este túnel do Marão significa que, de uma vez por todas, se põe termo a um tempo em que havia os de cá e os de lá. Esta obra pública significa um reencontro do país consigo próprio, em que o território português fica uma pouco mais justo e um pouco mais igual”, declarou.

“Esta obra foi também uma obra política no sentido em que houve uma decisão política”, acrescentou.

“A verdade é que em 2005 morriam aqui 22 pessoas por ano, era essa a média de sinistralidade. Quando este túnel abrir, as previsões são que morra entre zero e uma pessoa. Portanto, esta ligação entre Amarante e Bragança significa que o país fez um esforço e um investimento para poupar vidas”, disse o antigo primeiro-ministro, minimizando o custo da obra.

“Se pensarem nos custos para o país dos acidentes nos últimos 30 anos, isso pagaria este túnel”, disse José Sócrates.



Autor: sinfoniaesol

A vida deve ser vivida intensamente. Sempre foi esse o meu lema.

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