Fonte: Sapo 24

Juncker respondia às perguntas de três jovens “YouTubers” numa entrevista organizada conjuntamente com a cadeia de televisão Euronews. O chefe do executivo comunitário recordou que em julho declarou que a contratação de Barroso, o seu antecessor na Comissão, pelo Goldman Sachs representava um problema para si, apontando o papel do banco norte-americano na crise dos “subprimes” em 2008.

“Que é que eu disse? Disse, e repito-o: não tenho problemas que ele assuma uma função num banco privado, mas nesse não!”, disse Juncker, recordando declarações ao jornal belga Le Soir.

De facto, no Le Soir de 30 de julho surgem declarações de Juncker sobre o tema: “O facto de Barroso trabalhar para um banco não me chateia demasiado. Mas para esse [o Goldman Sachs], já tenho problemas com isso”.

“É uma iniciativa individual e ele respeitou as regras. Mas uma pessoa precisa de escolher o seu empregador”, realçou na altura.

Juncker explicou aos seus entrevistadores o problema com o Goldman Sachs: “Porque o Goldman Sachs foi uma das entidades que contribuíram, sabendo ou não sabendo, para o nascimento de uma crise financeira e económica enorme no decorrer dos anos de 2007, 2008 e 2009”.

O chefe do executivo comunitário aludia assim à crise dos créditos “subprimes”, os créditos hipotecários de alto risco vendidos por algumas entidades financeiras norte-americanas.

“Então comecei a questionar-me sobre a identidade da porta rumo à qual ele se dirigia”, disse Jucnker, sublinhando – no entanto – que Durão Barroso é “um tipo honesto”. “É um amigo”, vincou.

A contratação de Durão Barroso, anunciada a 08 de julho pela Goldman Sachs, levantou uma onda de polémica e indignação, materializada em petições de cidadãos europeus e funcionários comunitários.

Em meados de julho o presidente francês, François Hollande, qualificou a mudança de cargo de Barroso como “moralmente inaceitável”.

Mas durante dois meses a Comissão Europeia – que Barroso dirigiu de 2004 a 2014 – não viu qualquer má-conduta, recordando que o português tinha respeitado o código de ética dos comissários europeus ao esperar 18 meses, após cessar funções comunitárias, antes de aceitar um cargo num empregador privado.

Face às críticas que caíram sobre ele, Juncker pediu esta semana uma clarificação sobre os termos do contrato de trabalho com o banco americano. Também se ficou a saber que a Comissão pretende receber Barroso como um simples lobista e não com honras de ex-presidente do executivo comunitário.

Durão Barroso passou ao contra-ataque, acusando a UE de o discrimina dos cegos.deslocam a este



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Os candidatos à Casa Branca, a democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump, tornaram públicos os seus historiais clínicos, na quarta-feira, para dissipar dúvidas sobre as suas capacidades para ocupar a presidência dos EUA.

A campanha da ex-secretária de Estado divulgou uma carta, de duas páginas, onde a sua médica, Lisa Bardack, afirma que Hillary Clinton, de 68 anos, “está sã e em forma para ser Presidente dos Estados Unidos”, enquanto Donald Trump, de 70 anos, entregou uma cópia do seu historial clínico ao apresentador do “The Dr. Oz Show” durante a gravação do programa, que vai ser transmitido hoje.

Com o relatório elaborado pela sua médica, Clinton pretende mitigar as especulações que surgiram depois da indisposição que sofreu, no domingo, numa cerimónia evocativa dos atentados de 11 de Setembro de 2001, causada por uma pneumonia que a obrigou a cancelar actividades da campanha durante três dias.

Apesar da carta de Lisa Bardack, Donald Trump, que durante meses insistiu que Clinton tem problemas de saúde que a incapacitam de exercer a presidência dos Estados Unidos, voltou a mencionar na quarta-feira a tontura da rival.

“Não sei, amigos. Vocês acreditam que Hillary Clinton é capaz de estar aqui, de pé, durante uma hora e fazer isto? Eu não sei. Não acredito”, ironizou o nova-iorquino, numa iniciativa no Ohio.

Segundo Sarah Huckabee, assessora da campanha do magnata, Trump goza de boa saúde, ainda que pudesse perder um pouco de peso.

No relatório de Clinton, a sua médica também sustenta que a candidata “está em excelentes condições mentais” e “a recuperar bem” da pneumonia, com antibióticos e descanso.

Segundo o seu historial clínico, desde o início do ano, Clinton apenas sofreu uma infecção no ouvido e a actual pneumonia e tem valores sanguíneos que se têm mostrado estáveis, tal como os seus problemas de tiróide.

A candidata democrata também sofreu diversos episódios alérgicos desde o início do ano que, segundo a sua médica, fazem parte de um “padrão” recorrente ao longo da sua vida.

Clinton vai estar hoje em Greensboro (Carolina do Norte), num comício que marca o seu regresso à campanha.