Fonte: Renascença no Ar (Silva Peneda)

Acordo secreto Paris-UE? “Uma machadada”, diz Silva Peneda

03 nov, 2016 – 11:42

Presidente francês revelou que há um acordo com a Comissão Europeia que permitiria a França não cumprir as regras do défice.

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Silva Peneda, antigo consultor do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, classifica como uma grande trapalhada o alegado acordo secreto que existe entre Paris e a Comissão Europeia, que permitiria que França não fosse obrigada a cumprir as metas do défice.

Este caso “significa uma grande trapalhada” e explica uma frase de Jean-Claude Junker, há tempos, quando foi posto o problema do défice francês: “A França é a França”. Na sua opinião, isto demonstra uma excepção para Paris e para os poderosos. “O que significa que a UE tem um problema com os países do Sul da Europa e há um tratamento desigual”, alerta.

“É um caso grave porque fere um dos princípios fundamentais. É uma machadada quanto a mim significativa, embora não conheça os detalhes. Se há um tratamento desigual da questão do défice relativamente à França, acho que os outros países devem tomar algum tipo de posição”, diz à Renascença.

“De certeza absoluta que não há nenhum acordo escrito. O que demonstra aquela velha tese de que as coisas mais importantes não estão escritas, mas são as que se combinam”, remata.

A revelação da existência deste acordo é feita pelo próprio presidente francês, François Hollande no livro “Um Presidente não deveria dizer isto” feito por dois jornalistas do “Le Monde” após dezenas de entrevistas a Hollande.

Segundo terá dito Hollande, as promessas à União Europeia de manter o défice abaixo dos 3% do PIB, tal como é exigido pelas instituições europeias, foi “uma mentira pura e simples, aceite por todas as partes”. O acordo terá sido estabelecido em 2012, ano em que Hollande foi eleito, e seria válido até 2017.

CGD? Outra trapalhada

Já sobre a entrega de declarações de rendimentos dos administradores da Caixa Geral de Depósitos, Silva Peneda considera que se está perante “outra trapalhada”.

O antigo consultor diz que vê “com preocupação” esta polémica e considera que os administradores devem entregar a documentação, lembrando que os administradores do “próprio Banco de Portugal também apresentam as declarações de património”.

Silva Peneda diz ainda concordar com o socialista João Cravinho que, na Renascença, considerou o caso “aberrante”, acrescentando que “a República não pode ficar refém de ninguém.

Autor: sinfoniaesol

A vida deve ser vivida intensamente. Sempre foi esse o meu lema.

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