Porque

Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.

Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.

Poque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.

Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.

Sophia de Mello Breyner Andresen, Mar Novo (1958)

retirado da página do Facebook de

Anabela de Araújo

Só minha – gentilmente cedido por SOL da Esteva

Já salta, o meu coração,
Na esperança de te ver.
Logo, terei o querer
Superior à razão.

E penso que o que sentes
É igual ao meu sentir;
Que o desejo do porvir
É dos momentos presentes.

Pudera ter-te contente
E feliz, a toda a hora.
Pudera ter-te, só minha,

Sem reservas de mais gente,
Que bem podia ir embora.
Então, Amor, adivinha!…

sugiro uma visita ao seu blogue:

http://acordarsonhando.blogspot.com