Fonte:Sapo 24

Há 37 dias úteis na Casa Branca, Trump continua a ser um tema incontornável. Desde o polémico muro (que ainda não avançou), ao decreto anti-imigração revogado pela justiça, passando pela resignação de Michael Flynn, aos embates com a imprensa ou as centenas de tweets que escreveu… Não falta tema e o The Guardian decidiu fazer um diário Trump, onde constam inclusivamente as pessoas, lugares e coisas mais recentemente insultadas pelo presidente norte-americano.

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Os primeiros 100 dias de Trump”, é este o mote para o especial do jornal britânico The Guardian, que decidiu fazer um diário de Donald Trump na presidência dos Estados Unidos.

Na entrada deste especial, com um formato semelhante a um blog, o jornal destaca alguns indicadores relevantes. Neste momento, há 37 dias úteis na Casa Branca, Trump conta, por exemplo, com 420 publicações na rede social Twitter, zero metros de muro construído, a saída de um elemento da sua administração (Michael Flynn) e 27 noites dormidas na Casa Branca.

O contador que abre o site assinala ainda os alvos mais recentes dos ataques do Presidente, sendo eles, Tom Perez (recém-eleito líder do Partido Democrata), a Suécia (e o ataque terrorista que nunca aconteceu) e um grupo de ativistas liberais (que decidiram distribuir bandeiras russas numa conferência conservadora em que Trump discursou).

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A primeira entrada deste blog do site de informação britânico faz referência ao discurso inaugural de Trump e ao uso da expressão “carnificina americana”. Segue-se uma publicação sobre a Marcha das Mulheres em Washington, depois a polémica sobre o número de pessoas que efetivamente assistiu à tomada de posse, o frente-a-frente com o presidente mexicano por causa do muro, os protestos sobre a ordem executiva para impedir imigrantes muçulmanos de entrar no país… e, por esta altura, nem quinze dias tinham passado desde que Trump assumiu as rédeas do país.

Entre os temas que marcaram também a atualidade, estiveram as críticas que fez à empresa Nordstrom por ter parado de vender as roupas da sua filha Ivanka, a receção do primeiro-ministro japonês, a comunicação que fez depois de receber Benjamin Netanyahu – onde colocou em causa solução de dois estados para o conflito israelo-palestiniano -, ou a revogação da norma que permitia estudantes transexuais escolherem a casa de banho.

Entre as polémicas mais recentes estão o discurso que fez Conferência de Ação Politica Conservadora  onde voltou a atacar os media e a notícia de que não vai participar no tradicional jantar de correspondentes da Casa Branca, rompendo com a tradição de chefe de Estado e jornalistas trocarem “farpas” bem-humoradas e aliviarem tensões.

O SAPO 24 está também a acompanhar a presidência Trump. Poderá encontrar todas notícias sobre o Presidente dos EUA aqui.

Um homem que respeito e com quem tive o gosto de colaborar durante algum tempo

ramalho_eanesramalho-eanesRamalho Eanes

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.

O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.

Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.

O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.

Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.

Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados – e não aceitou o dinheiro. Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.

As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.

Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a.

Mas pedi-la, não. Nunca!»

O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.

“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.

Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta-acrescentando os outros.

“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.

Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos – condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes.

Fernando Dacosta

Nota: Já escrevi algures no Expresso um comentário sobre Ramalho Eanes, mas sinto-me na obrigação de dizer algo mais e que me foi contado por mais que uma pessoa.

Disseram-me que perante as dificuldades da Presidência teve de vender uma casa de férias na Costa de Caparica e ainda que chegou a mandar virar dois fatos, razão pela qual um empresário do Norte lhe ofereceu tecido para dois. Quando necessitava de um conselho convidava as pessoas para depois do jantar, aos quais era servido um chá por não haver verba para o jantar. O policia de guarda em vez de estar na rua de plantão ao frio e chuva mandou colocá-lo no átrio e arranjou uma cadeira para ele não estar de pé. Consta que também lhe ofereceram Ações da SLN-BPN, mas recusou.

Posso acrescentar mais qualquer coisa do meu conhecimento pessoal, porque Ramalho Eanes e Edgar Cardoso , além de amigos, admiravam-se mutuamente. Após o 25 de Abril, Edgar Cardoso foi saneado de professor do Instituto Superior Técnico, porque segundo a acusação ” fazia pontes para o fascismo “, mas Ramalho Eanes dois ou três anos mais tarde conseguiu a sua reintegração como professor catedrático e com direito a receber todos os vencimentos durante todo o tempo em que foi impedido de lecionar. Foi pura iniciativa do presidente e Edgar Cardoso foi apanhado de surpresa quando Ramalho Eanes lhe deu conta do assunto, tendo imediatamente recusado essas verbas, porque segundo entendia, se não tinha trabalhado, também não podia receber. Ficou muito grato por recomeçar a dar aulas, mas disse ao presidente que ficasse com os seus ordenados e que fizesse com eles o que entendesse. Ramalho Eanes , desconfortável porque também não podia ficar com o dinheiro, começou a pensar o que iria fazer com ele. Um dia chamou o Professor e disse-lhe que tinha encontrado a solução : iria fazer a Fundação Edgar Cardoso, que distribuiria, anualmente, os juros do dinheiro, aos três melhores alunos da cadeira de Pontes e Estruturas Especiais, em todo o país. Edgar Cardoso ficou encantado mas não sabia como agradecer ao presidente. Mais tarde , também ele tinha descoberto a solução: como sabia que Ramalho Eanes , quando deixasse de ser presidente jamais aceitaria que os impostos dos portugueses lhe pagassem um gabinete, a que todos os antigos presidentes tinham direito, resolveu oferecer-lhe um escritório, curiosamente num edifício chamado de Presidente, escritório esse que lhe tinha sido oferecido por um amigo promotor do edifício e a quem, como era seu costume, não tinha levado quaisquer honorários pelo projecto .

Por isso, Ramalho Eanes é o único ex-presidente da República que não beneficia dessa prerrogativa de manter um gabinete próprio pago pelo Estado, ou seja por todos nós, os contribuintes portugueses.

Já disse isto várias vezes, mas não me canso de repetir : Ramalho Eanes é um dos raros exemplos de integridade e retidão: até podemos não gostar dele, mas temos todos que o respeitar porque a sua nobreza faz dele um farol que ilumina a escuridão do pântano de invertebrados corruptos em que se transformou este país em que vivemos.

Faz-nos acreditar que ainda há futuro para quem persiste em ter a dignidade de ser decente.

João Cardoso

 

Fonte: Sapo

Vitória esmagadora do ‘não’ no referendo, transformado em plebiscito a Renzi. Incerteza política pode gerar nova crise económica

Faltava pouco mais de uma hora para o fecho das urnas em Itália, às 23.00 (22.00 em Lisboa), quando fontes do gabinete do primeiro-ministro informaram os media de que Matteo Renzi ia falar à meia-noite. Para muitos, era um sinal claro de que as sondagens à boca das urnas iriam ser desfavoráveis ao chefe de governo e que a ameaça de demitir-se feita durante a campanha ia ser cumprida quando ainda estivessem a ser contados os votos. Os números das sondagens comprovaram-no e a realidade podia ainda ser pior: com 90% das urnas de voto contadas o não ia nos 59,7%.

“Vamos embora sem remorsos. A experiência do meu governo termina aqui”, afirmou Matteo Renzi numa intervenção ao povo italiano a partir do Palácio Chigi.

“Digo aos amigos do Sim que fui eu que perdi eu e não vocês. Assumo toda a responsabilidade”, afirmou o primeiro-ministro italiano, antes de acrescentar que, no entanto, “quem luta por uma ideia nunca perde”. Recordando que Itália “é o país mais belo do mundo. Esta é a bandeira mais bela do mundo”, pediu para limparem as lágrimas porque no futuro hão de vencer.

Antes de agradecer à mulher, Agnese e aos filhos, Renzi lembrou ainda que “podemos perder mas não podemos perder o sentido de humor”.

O primeiro-ministro demissionário disse ainda que entregará a demissão segunda-feira à tarde ao presidente Sergio Mattarella. Na política ninguém perde, mas eu sou diferente. Perdi e digo-o em voz alta, ainda com um nó na garganta. Não sou um robô, sou um humano”, afirmou, emocionado.

Renzi deixou ainda um abraço e um beijo ao seu sucessor. “Nos mil dias e mil noites que passei neste palácio, vi a oportunidade de mudar para uma democracia mais direta. Mas essa não foi a vontade do povo italiano”, disse ainda Renzi, afirmando “continuar a acreditar na Itália”.

Com 99% das assembleias de voto contadas, o Não estava à frente com 59,7% dos votos, contra 40,3% para o Sim, determinando que a reforma constitucional defendida pelo primeiro-ministro Renzi não avança.

“Aos amigos do Sim”, o primeiro-ministro quis deixar um “abraço forte”. Renzi lamentou que não tenham conseguido levar aos italianos esta oportunidade de mudança.

No poder desde fevereiro de 2014, Renzi, de 41 anos, prometera demitir-se em caso de vitória do Não, tendo depois recuado, reconhecendo que era um erro personalizar um escrutínio que aos poucos acabou, no entanto, por se transformar num plebiscito à sua governação.

Reforma constitucional

Com esta reforma, o primeiro-ministro esperava reduzir os poderes do Senado (atualmente o sistema italiano é um bicameralismo perfeito, no qual senadores e deputados têm a mesma força), além de acabar com a sobreposição de poderes a nível regional. Mas, para muitos eleitores, transformou-se num plebiscito ao governo de Renzi, especialmente depois de o próprio dizer que se demitiria em caso de derrota. Toda a oposição (e alguns membros do próprio partido) estava contra a reforma.

A demissão de Renzi e a incerteza política que esta supõe é o pior cenário para a Europa, que além do contágio económico teme que a eventual realização de novas eleições possa significar a vitória dos populismos em Itália – não só o Movimento 5 Estrelas do ex-humorista Beppe Grillo (que defende um referendo para a saída do euro), mas também a Liga Norte (anti-imigração e antieuropeu). “Os italianos repudiaram a UE e Renzi. É preciso escutar esta sede de liberdade das nações”, escreveu a líder da Frente Nacional francesa

Le Pen.

A economia italiana parece parada há 20 anos, com o desemprego nos 11,6 % (36,4% entre os jovens) e uma dívida pública de 2,2 biliões de euros (132,7% do PIB), só menor que a grega. As previsões de crescimento para 2016, da OCDE, são de apenas 0,8%. Apesar de o ministro da Economia italiano, Pier Carlo Padoan, afastar qualquer hipótese de “terramoto financeiro” depois do referendo, a verdade é que a taxa de juro da dívida subiram nas últimas semanas e existe uma preocupação crescente em relação aos créditos de cobrança duvidosa, que ensombram a banca italiana.

Elevada participação

Na campanha, Renzi mostrou-se convencido de que com uma participação acima dos 60% teria garantida a vitória e, desde os primeiros dados, esse valor apresentava-se como favorável ao primeiro-ministro. Ao meio-dia (11.00 em Lisboa) esta era já de 21%, mais dez pontos percentuais do que no referendo constitucional de 2006 (no qual venceu o não). E às 19.00 ultrapassava os 57%, muito acima dos 42% registados nas eleições europeias de 2014, nas quais o Partido Democrático de Renzi conseguiu o melhor resultado de qualquer formação a nível nacional desde as eleições de 1958. No final, ficaria nos 69,11%.

O primeiro-ministro também apostava numa menor participação no Sul, onde alegadamente existe maior resistência à mudança, e os números apontavam nesse sentido. A participação nessa região era de 47,2% às 19.00, mas o problema é que era muito mais elevada a norte (62,8%), onde se concentram muitos eleitores da Liga Norte (extrema-direita) e da Forza Itália, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi. No centro, a participação era de 58,6%.

A votação, que começou às 07.00 locais e só acabou às 23.00 (menos uma hora em Lisboa), não decorreu sem problemas. Nas redes sociais, alguns eleitores queixaram-se de que o lápis com que votaram podia ser apagado dos boletins, com o Ministério do Interior italiano a responder que os 130 mil lápis distribuídos pelas assembleias de voto eram indeléveis.

Mais insólita foi a polémica em torno do voto do primeiro-ministro. Os eleitores têm de mostrar uma identificação válida e Renzi esqueceu-se da sua. Contudo, foi autorizado a votar. “Eu não tenho documento, mas espero ser reconhecido”, disse ao votar.ng7946200

Realmente eu também ando mtº. preocupada!!!

Da Alemanha chegam sérios avisos a Portugal e críticas ao governo de António Costa pela voz de dois reputados economistas. Um defende mesmo que o país está “falido” e que a saída do Euro pode ser a única alternativa de salvação.

Esta opinião é defendida pelo ex-economista chefe do Deutsche Bank, Thomas Mayer, que, em declarações divulgadas pela Rádio Renascença, constata que é preciso chamar os “bois pelos nomes” e assumir que Portugal está “falido”.

Para o comprovar, Mayer nota que “basta olhar para a dívida pública portuguesa, superior a 130% do Produto Interno Bruto (PIB)”, conforme realça a Renascença.

Este economista nota ainda que se não fosse o rating da agência financeira DBRS, o país estaria em sérios apuros. “Assim que a DBRS reduzir o rating, Portugal deixa de se conseguir financiar no mercado”, alerta Mayer que diz também, que o crescimento de 1,5% previsto pelo governo, para 2017, é demasiado baixo.

Mayer critica ainda o fim das reformas iniciadas pelo governo de Passos Coelho, alinhando pelo discurso do ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, e defende que Portugal devia adoptar medidas como “mais horas de trabalho, mercados de trabalho mais flexíveis, talvez uma taxa de desemprego mais alta temporariamente”.

Caso contrário, “resta uma única alternativa, sair do Euro”, salienta Mayer.

Para o ex-consultor do Boston Consulting Group, Daniel Stelter, também citado pela Renascença, o mais “racional seria sentarmo-nos, reestruturar a dívida, fazer reformas”. “E olharmo-nos olhos nos olhos e perguntar: quem consegue aguentar o espartilho do Euro e quem não consegue”, conclui.

ZAP

Fonte: JN online

Casa Branca

Casal Obama recusou tirar foto com Trump e mulher

Donald Trump e Barack Obama na Sala Oval, Casa Branca

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

Hoje às 17:57, atualizado às 19:4

Funcionários da Casa Branca desolados com saída de Obama

Encontro com Donald Trump foi “excelente”, diz Obam

 

A Casa Branca quebrou o protocolo da típica fotografia entre casais presidenciais. No encontro desta quinta-feira, Barack e Michelle recusaram aparecer ao lado do presidente eleito e da futura primeira-dama.

As informações foram avançadas pelo “Wall Street Journal”, que acrescentou que a comitiva de Trump chegou pela entrada sul da residência presidencial por volta de 11 horas locais, fora do alcance das câmaras de televisão.

 

“Convidei-o a vir à Casa Branca para discutir como assegurar uma transição bem-sucedida”, explicou, esta quarta-feira, Obama, que assumiu um tom conciliador após a vitória do multimilionário.

“Antes de tudo, somos americanos. Antes de tudo, somos patriotas. Todos queremos o melhor para este país
fgfg

Presidenciais Americanas: O último suspiro de uma campanha histórica

7 nov 2016 · 14:26

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Atualidade

SAPO 24 com AFP

Eleições americanas ·
Estados Unidos Da América ·
EUA2016

Trump critica FBI e diz ser impossível

Atualidade · 7 nov 07:57

Trump critica FBI e diz ser impossível “rever 650.000 emails em oito dias”

Trump diz que Estados Unidos enfrentam

Atualidade · 31 out 20:19

Trump diz que Estados Unidos enfrentam “crise constitucional” se Clinton vencer

FBI garante que não há indícios de crime nos e-mails de Hillary Clinton

Atualidade · 6 nov 21:50

FBI garante que não há indícios de crime nos e-mails de Hillary Clinton

A democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump realizam nesta segunda-feira o último esforço para manter vivas as suas aspirações de chegar à Casa Branca, no capítulo final de uma campanha histórica nos Estados Unidos.

Depois de pouco mais de um ano marcado por dramas inesperados e uma série sem precedentes de escândalos de todo tipo, para a ex-secretária de Estado e o polémico bilionário chegou a hora da verdade e o momento de colocar todas as cartas sobre a mesa.

O mais recente episódio da longa campanha aconteceu no domingo, quando o FBI informou o Congresso que não pretendia apresentar acusações formais contra Clinton pelo interminável escândalo provocado pelos seus e-mails quando era secretária de Estado.

O anúncio do FBI foi uma tentativa de apagar, pelo menos parcialmente, o incêndio provocado há apenas uma semana pela mesma instituição, quando o diretor da polícia federal americana, James Comey, revelou que estava a investigar novas mensagens relacionados a Hillary Clinton, mas que não estavam incluídas na investigação anterior concluída em julho.

“Nós ficamos felizes por este assunto ter sido resolvido”, disse a jornalista Jennifer Palmieri, diretora de comunicação da campanha de Hillary, pouco após ser conhecida a decisão da polícia federal americana.

Na média das sondagens, esta segunda-feira, Hillary leva 2 pontos de vantagem sobre Trump (44.6% contra 42.4%).

O anúncio da semana passada caiu como uma bomba sobre a campanha de Hillary, já que obrigou a candidata a passar vários dias a dar explicações sobre o escândalo, que parecia já coisa do passado.

Pouco depois do anúncio do FBI, a democrata esteve num comício no domingo em Cleveland, Ohio, mas não fez qualquer referência ao caso nem ao fim da nova polémica.

Fim em grande para a campanha

Em Cleveland, Hillary Clinton foi apresentada em palco pela estrela do basquete LeBron James. Num comício em Manchester, New Hampshire, a ex-secretária de Estado contou com as presenças do cantor James Taylor e de Khizr Khan, pai de um soldado americano morto em combate em 2004 no Iraque e que já tinha feito um discurso muito emotivo na convenção nacional do Partido Democrata, em junho.

Nesta segunda-feira, Hillary Clinton planeia um grande encerramento de campanha.

No comício ela terá as participações dos músicos Bruce Springteen e Bon Jovi. Mas o melhor está reservado para a noite, quando vai reunir no mesmo palco o seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, o atual presidente Barack Obama e sua popular esposa Michelle.

Trump também teve uma agenda movimentada nas últimas horas, que incluiu um discurso em Minnesota durante o qual criticou a classe política em geral e afirmou que Hillary Clinton enfrentaria “investigações por muito, muito tempo”.

“A apenas dois dias do fim da campanha toda a gente preferiria estar na posição de Clinton do que na de Trump, mas não é uma posição extraordinariamente segura”

O republicano informou que tinha conhecimento da carta enviada por Comey no domingo aos congressistas, mas fez um alerta aos seus eleitores: “Devem entender que este é um sistema repleto de armadilhas e que ela [Clinton] está protegida”.

Medir o impacto que o fim da polémica sobre os e-mails de Hillary Clinton pode ter sobre a campanha é quase impossível, mas as pesquisas divulgadas no último fim de semana mostraram a democrata à frente de Trump com uma vantagem pequena.

Uma sondagem do canal NBC e do Wall Street Journal divulgada neste domingo mostra Clinton com uma vantagem de 44% a 40%.

O especialista em pesquisas Nate Silver, do site FiveThirtyEight, destacou que “se tem apenas 44% das intenções de voto, isto significa que, de alguma forma, está vulnerável na maioria das regiões que ainda estão indefinidas”.

Em resumo, afirmou no domingo, “a apenas dois dias do fim da campanha toda a gente preferiria estar na posição de Clinton do que na de Trump, mas não é uma posição extraordinariamente segura”.

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Fonte: Renascença no Ar

Obama volta a criticar Trump. “Não está qualificado”

04 nov, 2016 – 22:44

Eleições norte-americanas realizam-se a 8 de Novembro.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diz que o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, viola os valores norte-americanos e “não está qualificado” para assumir a presidência.

Obama viajou até Fayetteville (Carolina do Norte), pedindo aos cidadãos que vão votar na próxima terça-feira, numa altura em que se realizam comícios em estados que podem ser determinantes para a escolha do próximo presidente dos Estados Unidos.

Numa referência a Trump, Obama disse: “Não podemos ter um Presidente que todos os dias parece violar os valores básicos” que os norte-americanos “ensinam aos seus filhos” e em relação a quem Trump tem falhado tantas vezes que “se tornou algo normal”.

“O meu nome pode não estar no boletim de voto, mas tudo por aquilo que eu trabalhei está lá: justiça, igualdade, empregos. Não escolham o medo, escolham a esperança”, pediu Obama, que voltou a arrastar multidões na recta final para as eleições presidenciais, e que conta com melhores índices de popularidade que a candidata democrata, Hillary Clinton, por quem fez campanha.

Na opinião do Presidente, Trump não tem qualquer qualificação para o cargo, mas avisou os eleitores da Carolina do Norte que estão “totalmente qualificados de sair para votar e evitar que [Trump] chegue à Casa Branca”.

Trump ganhou terreno nas últimas sondagens na Carolina do Norte, onde está ligeiramente á frente de Clinton.

Se o republicano vencer neste estado, cresceriam consideravelmente as suas possibilidades de alcançar os 270 votos eleitorais (de um total de 538) necessários para alcançar a presidência.

Ainda assim, teria de conquistar à sua rival todos os outros lugares competitivos e arrebatar inesperadamente algum estado tradicionalmente democrata.