Fonte: Sapo 24

No discurso durante o jantar que ofereceu ao Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, que iniciou hoje uma visita de três dias ao Luxemburgo, Henrique referiu que a presença da comunidade portuguesa no país “representa um enriquecimento social e cultural”.

Neste sentido, deu como exemplo os jogos de futebol, em que os luxemburgueses “vibram com as cores vermelho e verde”.

“Se as relações entre Portugal e o Luxemburgo têm esta intensidade, diria mesmo esta vibração única, devemo-lo à presença da comunidade portuguesa no nosso país”, afirmou o grão-duque.

Henrique saudou ainda a integração dos portugueses, considerando que eles são “uma parte maior daquilo que o Luxemburgo é hoje”.

Segundo dados oficiais, residem no Luxemburgo cerca de 100 mil portugueses, que representam 16,4% da população deste país.

No discurso, o chefe de Estado luxemburguês destacou o “espírito pioneiro” que acompanhou a história de Portugal durante séculos e que está refletido, disse, na exposição “Drawing the World” e que simboliza também “o sincretismo” e a “capacidade rara de misturar culturas para dar lugar a algo novo e original”.

Esta exposição sobre os descobrimentos portugueses e que Marcelo visita na quarta-feira estará patente até 15 de outubro no Museu Nacional de História e de Arte do Luxemburgo.

Henrique considerou ainda que hoje Portugal apresenta-se como “um ponta de lança do multilateralismo” e deu como exemplo a eleição de António Guterres para o cargo de secretário geral das Nações Unidas, fruto “de um compromisso diplomático inquebrável” e a lusofonia, que “é seguramente um elemento primordial neste movimento de abertura”.

O grão-duque evocou também a memória do ex-Presidente Mário Soares, que morreu em janeiro, considerando que foi “um dos artesãos do Portugal de hoje e da sua integração na Europa”.

Recordando os “anos difíceis” da crise que Portugal enfrentou, congratulou-se, no entanto, com “os sinais da retoma económica, com o regresso do crescimento, a redução do défice e a retoma dos investimentos”.

Hoje, acrescentou Henrique, “um novo” Portugal apresenta-se ao mundo, “moderno, na vanguarda da tecnologia” e “atrativo para os investidores estrangeiros”.

Sobre Marcelo Rebelo de Sousa, o Grão-duque elogiou o facto de se “entender maravilhosamente” com um primeiro-ministro “de uma sensibilidade política diferente” porque, considerou, o que o anima “é servir o país”.

Entre “as qualidades” do Presidente português, destacou ainda o “calor humano, o dinamismo, a proximidade com as pessoas e um sentido de Estado exemplar”.

Tal como Marcelo Rebelo de Sousa, no seu discurso, Henrique condenou o atentado de segunda-feira em Manchester, no Reino Unido, que provocou pelo menos 22 mortos.

A chanceler alemã e o Presidente francês admitiram, em Berlim, uma possível alteração dos tratados europeus, na primeira visita ao exterior do novo chefe de Estado gaulês, um dia depois da sua tomada de posse.

“Do ponto de vista alemão, é possível alterar os tratados se isso fizer sentido“, declarou Angela Merkel, enquanto o chefe de Estado francês sublinhava, ao seu lado, que não mantém “qualquer tabu” em relação a essa ideia, também destinada a reformar o funcionamento da zona euro.

Num encontro onde sobressaiu a consonância de posições, Merkel considerou que uma Europa em progresso depende de uma “França forte”, enquanto Emmanuel Macron apelava a uma “refundação histórica” do projeto europeu e prometia “reformas económicas” para reduzir o desemprego.

Merkel aludiu a um “roteiro” que poderá introduzir reformas na União Europeia e na zona euro, e Macron sublinhou a necessidade de promover “profundas reformas que são necessárias e necessitam de um trabalho em comum”.

No decurso de uma conferência de imprensa conjunta, os dois estadistas pugnaram ainda por um “novo dinamismo” na relação franco-alemã, com Macron a assinalar que se opõe a uma mutualização das dívidas “do passado” na zona euro.

O Presidente francês insistiu na “refundação histórica” da Europa face à emergência dos populismos e ao risco de desintegração.

Ainda não está morta politicamente…

Hillary Clinton
Hillary Clinton está de volta: tem recados para Trump e um novo lema de vida

29/3/2017, 18:

A candidata derrotada na última corrida presidencial norte-americana voltou ao comentário político depois de quase cinco meses em silêncio. E regressou com mensagens para Trump e um novo lema de vida.

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Hillary Clinton discursou esta terça-feira, em São Francisco, perante uma plateia de 3.500 gestoras e empresárias

O casaco de cabedal roxo e a pose descontraída com que subiu ao palco foram os primeiros sinais de que havia algo diferente em Hillary Clinton. A confirmação chegou logo a seguir quando começou a discursar, esta terça-feira, perante uma sala esgotada e uma plateia de gestoras e empresárias, em São Francisco. A democrata está de volta às farpas políticas, mas com um novo lema de vida que resumiu em quatro palavras: “Resistir. Insistir. Persistir. Empenhar.”

Desde 8 de Novembro de 2016, mês em que saiu derrotada da corrida presidencial norte-americana, que a democrata não se alargava a comentários políticos em público. Um silêncio de quatro meses a que a própria democrata pôs fim ontem, em São Francisco, no encontro anual da Associação das Mulheres Executivas da Califórnia. “Não há nenhum outro sítio onde eu mais gostasse de estar do que aqui convosco”, começou por dizer na nota de abertura do seu discurso, para logo a seguir acrescentar, “a não ser na Casa Branca”.


Não há nenhum outro sítio onde eu mais gostasse de estar do que aqui convosco, a não ser na Casa Branca”.

Clinton não escondeu a sua desilusão com o desfecho das eleições. “Os últimos meses não foram exatamente como eu tinha imaginado, embora saiba porque continuo a lutar: por uma América mais justa, generosa e inclusiva. E os grandes assuntos pendentes do século XXI”, em que destaca os direitos das mulheres, “não podem esperar mais”. Prometeu, por isso, continuar a bater-se publicamente por essa causa e, reforçou, “este é o momento para exigir o progresso que queremos ver e eu vou acompanhar todos os passos desse caminho”, avisou.

Sem nunca mencionar o nome de Donald Trump, o discurso de Hillary Clinton visou várias vezes a Casa Branca e o agora Presidente dos EUA. Como quando aplaudiu o falhanço da proposta que iria acabar com o ObamaCare, o programa de saúde criado pelo anterior presidente, numa ação que apelidou de “desastrosa”. Ou quando se referiu a uma “nova vaga de resistência” à administração Trump, que indica que os protestos contra a atual administração ainda só estão no início.


Há uma “nova vaga de resistência” à administração Trump, que indica que os protestos contra a atual administração ainda só estão no início, defendeu Clinton.

Depois da última derrota presidencial, foram raras as vezes em que a ex-secretária de Estado e mulher de Bill Clinton apareceu em público. Uma dessas excepções foi logo a seguir às eleições quando, num passeio em Nova Iorque com o marido, se cruzou com outra mulher na rua que partilhou esse encontro acidental nas redes sociais. Já este mês, num discurso também para uma plateia feminina na Pensilvânia, ela avisou que estava a preparar-se para sair da sombra e a mudar o seu ‘low profile’. Isso aconteceu esta semana e pode ser o início de uma nova vida política de Hillary Clinton.

O discurso e debate em que Hillary Clinton participou esta semana, em São Francisco, pode ser revisto neste vídeo.

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