Fonte: JN online

Casa Branca

Casal Obama recusou tirar foto com Trump e mulher

Donald Trump e Barack Obama na Sala Oval, Casa Branca

Foto: Kevin Lamarque / Reuters

Hoje às 17:57, atualizado às 19:4

Funcionários da Casa Branca desolados com saída de Obama

Encontro com Donald Trump foi “excelente”, diz Obam

 

A Casa Branca quebrou o protocolo da típica fotografia entre casais presidenciais. No encontro desta quinta-feira, Barack e Michelle recusaram aparecer ao lado do presidente eleito e da futura primeira-dama.

As informações foram avançadas pelo “Wall Street Journal”, que acrescentou que a comitiva de Trump chegou pela entrada sul da residência presidencial por volta de 11 horas locais, fora do alcance das câmaras de televisão.

 

“Convidei-o a vir à Casa Branca para discutir como assegurar uma transição bem-sucedida”, explicou, esta quarta-feira, Obama, que assumiu um tom conciliador após a vitória do multimilionário.

“Antes de tudo, somos americanos. Antes de tudo, somos patriotas. Todos queremos o melhor para este país
fgfg

Presidenciais Americanas: O último suspiro de uma campanha histórica

7 nov 2016 · 14:26

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Atualidade

SAPO 24 com AFP

Eleições americanas ·
Estados Unidos Da América ·
EUA2016

Trump critica FBI e diz ser impossível

Atualidade · 7 nov 07:57

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Trump diz que Estados Unidos enfrentam

Atualidade · 31 out 20:19

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FBI garante que não há indícios de crime nos e-mails de Hillary Clinton

Atualidade · 6 nov 21:50

FBI garante que não há indícios de crime nos e-mails de Hillary Clinton

A democrata Hillary Clinton e o republicano Donald Trump realizam nesta segunda-feira o último esforço para manter vivas as suas aspirações de chegar à Casa Branca, no capítulo final de uma campanha histórica nos Estados Unidos.

Depois de pouco mais de um ano marcado por dramas inesperados e uma série sem precedentes de escândalos de todo tipo, para a ex-secretária de Estado e o polémico bilionário chegou a hora da verdade e o momento de colocar todas as cartas sobre a mesa.

O mais recente episódio da longa campanha aconteceu no domingo, quando o FBI informou o Congresso que não pretendia apresentar acusações formais contra Clinton pelo interminável escândalo provocado pelos seus e-mails quando era secretária de Estado.

O anúncio do FBI foi uma tentativa de apagar, pelo menos parcialmente, o incêndio provocado há apenas uma semana pela mesma instituição, quando o diretor da polícia federal americana, James Comey, revelou que estava a investigar novas mensagens relacionados a Hillary Clinton, mas que não estavam incluídas na investigação anterior concluída em julho.

“Nós ficamos felizes por este assunto ter sido resolvido”, disse a jornalista Jennifer Palmieri, diretora de comunicação da campanha de Hillary, pouco após ser conhecida a decisão da polícia federal americana.

Na média das sondagens, esta segunda-feira, Hillary leva 2 pontos de vantagem sobre Trump (44.6% contra 42.4%).

O anúncio da semana passada caiu como uma bomba sobre a campanha de Hillary, já que obrigou a candidata a passar vários dias a dar explicações sobre o escândalo, que parecia já coisa do passado.

Pouco depois do anúncio do FBI, a democrata esteve num comício no domingo em Cleveland, Ohio, mas não fez qualquer referência ao caso nem ao fim da nova polémica.

Fim em grande para a campanha

Em Cleveland, Hillary Clinton foi apresentada em palco pela estrela do basquete LeBron James. Num comício em Manchester, New Hampshire, a ex-secretária de Estado contou com as presenças do cantor James Taylor e de Khizr Khan, pai de um soldado americano morto em combate em 2004 no Iraque e que já tinha feito um discurso muito emotivo na convenção nacional do Partido Democrata, em junho.

Nesta segunda-feira, Hillary Clinton planeia um grande encerramento de campanha.

No comício ela terá as participações dos músicos Bruce Springteen e Bon Jovi. Mas o melhor está reservado para a noite, quando vai reunir no mesmo palco o seu marido, o ex-presidente Bill Clinton, o atual presidente Barack Obama e sua popular esposa Michelle.

Trump também teve uma agenda movimentada nas últimas horas, que incluiu um discurso em Minnesota durante o qual criticou a classe política em geral e afirmou que Hillary Clinton enfrentaria “investigações por muito, muito tempo”.

“A apenas dois dias do fim da campanha toda a gente preferiria estar na posição de Clinton do que na de Trump, mas não é uma posição extraordinariamente segura”

O republicano informou que tinha conhecimento da carta enviada por Comey no domingo aos congressistas, mas fez um alerta aos seus eleitores: “Devem entender que este é um sistema repleto de armadilhas e que ela [Clinton] está protegida”.

Medir o impacto que o fim da polémica sobre os e-mails de Hillary Clinton pode ter sobre a campanha é quase impossível, mas as pesquisas divulgadas no último fim de semana mostraram a democrata à frente de Trump com uma vantagem pequena.

Uma sondagem do canal NBC e do Wall Street Journal divulgada neste domingo mostra Clinton com uma vantagem de 44% a 40%.

O especialista em pesquisas Nate Silver, do site FiveThirtyEight, destacou que “se tem apenas 44% das intenções de voto, isto significa que, de alguma forma, está vulnerável na maioria das regiões que ainda estão indefinidas”.

Em resumo, afirmou no domingo, “a apenas dois dias do fim da campanha toda a gente preferiria estar na posição de Clinton do que na de Trump, mas não é uma posição extraordinariamente segura”.

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Fonte: Renascença no Ar

Obama volta a criticar Trump. “Não está qualificado”

04 nov, 2016 – 22:44

Eleições norte-americanas realizam-se a 8 de Novembro.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, diz que o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, viola os valores norte-americanos e “não está qualificado” para assumir a presidência.

Obama viajou até Fayetteville (Carolina do Norte), pedindo aos cidadãos que vão votar na próxima terça-feira, numa altura em que se realizam comícios em estados que podem ser determinantes para a escolha do próximo presidente dos Estados Unidos.

Numa referência a Trump, Obama disse: “Não podemos ter um Presidente que todos os dias parece violar os valores básicos” que os norte-americanos “ensinam aos seus filhos” e em relação a quem Trump tem falhado tantas vezes que “se tornou algo normal”.

“O meu nome pode não estar no boletim de voto, mas tudo por aquilo que eu trabalhei está lá: justiça, igualdade, empregos. Não escolham o medo, escolham a esperança”, pediu Obama, que voltou a arrastar multidões na recta final para as eleições presidenciais, e que conta com melhores índices de popularidade que a candidata democrata, Hillary Clinton, por quem fez campanha.

Na opinião do Presidente, Trump não tem qualquer qualificação para o cargo, mas avisou os eleitores da Carolina do Norte que estão “totalmente qualificados de sair para votar e evitar que [Trump] chegue à Casa Branca”.

Trump ganhou terreno nas últimas sondagens na Carolina do Norte, onde está ligeiramente á frente de Clinton.

Se o republicano vencer neste estado, cresceriam consideravelmente as suas possibilidades de alcançar os 270 votos eleitorais (de um total de 538) necessários para alcançar a presidência.

Ainda assim, teria de conquistar à sua rival todos os outros lugares competitivos e arrebatar inesperadamente algum estado tradicionalmente democrata.

Fonte: JN online

rei
O rei de Espanha, Felipe VI, assinou este domingo na sua residência oficial, Palácio da Zurzuela, nos arredores de Madrid, o Decreto Real com a nomeação de Mariano Rajoy no cargo de presidente do Governo.

Poucos minutos antes, Felipe VI tinha recebido a presidente do Congresso dos Deputados, Ana Pastor, que lhe comunicou oficialmente que o Congresso dos Deputados tinha votado a investidura do candidato do Partido Popular (direita) por 170 deputados a favor, 111 contra e 68 abstenções.

Depois da publicação do Decreto Real no Boletim Oficial do Estado espanhol o novo presidente do Governo terá de tomar posse numa cerimónia em que irá prestar juramento para o cargo, que se deve realizar na segunda-feira, embora ainda não haja confirmação oficial.

Mariano Rajoy já revelou no sábado, poucos minutos depois dos deputados terem votado a sua recondução no lugar, que vai anunciar na próxima quinta-feira a composição do novo executivo, que por sua vez deverá tomar posse na sexta-feira numa cerimónia também presidida pelo rei.

Felipe VI chegou esta manhã a Madrid após ter participado na XXV cimeira Ibero-americana, na Colômbia.

Último debate entre Trump e Clinton

6caed001a289f46ea927f21d8550ad38acb4c9f3aveq6vhjd3c65199efdea1570870d5bb13631155058ac338Em equipa que ganha não se mexe. Hillary imperturbável, com alfinetadas estratégicas, fazendo uso de toda a sua experiência política, sempre com um sorriso no rosto. A democrata adotou a mesma estratégia dos anteriores debates e Trump aguentou… a primeira meia hora. Destaque da noite: o candidato republicano não garante que vá aceitar os resultados de 8 de novembro.

Sem apertos de mão, o debate começou poucos minutos depois das 02h00 (hora de Portugal, 18h00 horas em Nevada). Chris Wallace, o anfitrião, explicou as regras à plateia: não aplaudir, não rir, nada que possa perturbar os 90 minutos do último debate entre os dois candidatos à presidência dos EUA.

Sem parcimónia, Wallace lança o primeiro tema da noite: Nomeações para o Supremo Tribunal. Senhoras primeiro. “O tribunal tem de estar do lado das pessoas, e não das empresas e dos mais ricos”, diz Hillary. É uma declaração de intenções, a de colocar no Supremo Tribunal juízes que defendam os direitos das mulheres e da comunidade LGBT. Fica uma crítica ao Senado, que travou o processo de nomeação do juiz proposto por Obama para o lugar de Antonin Scalia.

Já Trump aproveita a oportunidade para agitar uma das suas bandeiras: a defesa da segunda emenda, que garante o direito à manutenção e porte de arma aos americanos. “Se Hillary ganhar teremos uma segunda emenda que será uma pequena réplica do que é hoje”, diz o republicano, garantindo apontar acérrimos defensores deste direito para o organismo, assim como juízes “pró-vida”, que “interpretam a Constituição como ela deve ser interpretada”.

Hillary reage: “Eu defendo a segunda emenda”, garante, salientando porém um “controlo razoável” sobre quem pode ou não ter acesso a armas. “Temos 33 mil pessoas que morrem baleadas”, lembra, não deixando de recordar também que Trump é apoiado pela National Rifle Association (NRA), e que, portanto, terá interesse nesta bandeira. O republicano não se fica: “Tenho muito orgulho de ser apoiado pela NRA”.

De juízes “pró-vida” e “pró-armas” para o aborto. Wallace volta a dar primazia a Hillary. “As mulheres não devem ser punidas pelo aborto”, defende, salientando sempre o quão difícil uma escolha desta natureza pode ser. O candidato republicano, por sua vez, assume que se for eleito presidente a lei do Supremo Tribunal (que despenaliza o aborto) poderá ser revista e o tema voltar a estar sob alçada da legislação estadual. E Trump vai ao extremo, falando de mães que “arrancam os filhos do ventre” a dias do parto. Hillary critica o populismo do exemplo, chama-lhe “uma retórica infeliz”. De facto, a legislação em causa (Roe vs Wade) coloca nas mãos da mulher a decisão durante a totalidade da gravidez, mas define diferentes níveis de interesse do Estado para regular o aborto no segundo e no terceiro trimestre. “Ele não sabe o que a lei permite e pensa claramente que os médicos são monstros”, conclui Clinton. 1-0 para a candidata democrata que antes da primeira meia hora já está a dar a entender que Trump não sabe do que fala.

Imigração. Mais um tema polémico, mas os ânimos estão calmos em cima de palco. Trump lança uma cartada, trouxe para o debate mães cujos filhos foram mortos por ilegais. “Não temos país se não temos fronteiras”, advoga o candidato republicano associando a imigração à disseminação de drogas na sociedade. O famoso “muro” na fronteira com o México volta à discussão. Trump não cede: não só quer o muro, como promete expulsar os “bad hombres” do país.

Clinton não se amedronta com as convidadas de Trump para o debate e aposta também na humanização do tema. “Não quero separar famílias”, diz, deixando no ar a imagem de forças policiais a forçar imigrantes a entrar em autocarros e comboios para serem expulsos do país. E a primeira alfinetada da noite: Hillary recorda que no encontro com o presidente mexicano, Trump não colocou o “muro” em cima da mesa. Falta de coragem? Fica o fantasma.

Trump começa a perder a calma: “Hillary Clinton queria um muro”, atira. “Sim, votei a favor do controlo de fronteiras”, assume a candidata democrata, ressalvando que entre isso e o que Trump propõe há uma clara diferença e… mais uma alfinetada: Trump usou trabalhadores sem documentos para construir a torre com o seu nome, acusa Clinton, dizendo que quer tirar “as pessoas das sombras” para evitar que sejam exploradas por pessoas como Trump.

“Obama deportou muita gente e ninguém quer falar sobre isso”, avança Trump. Agora, Hillary quer uma dar uma “amnistia” aos ilegais, acusa.

Trump, a marioneta

Chris Wallace retoma o controlo da situação. Cita documentos revelados pelo Wikileaks, mas Hillary nem hesita: “A Rússia cometeu espionagem ao mais alto nível para influenciar as eleições americanas. A questão mais importante da noite é: vai ou não Donald Trump condenar isto e demarcar-se da espionagem russa contra a América” que, lembra, “encorajou no passado”?

Trump perdeu a oportunidade de encostar Hillary às cordas e foge à questão: “Não conheço Putin. Se nos dermos bem, ainda bem… (…) ele não tem qualquer respeito por ela. Não tem qualquer respeito pelo presidente. 1.800 bombas nucleares e ela parece uma galinha medrosa”.

Hillary encontrou um filão e não o larga: “Isso porque eles preferem ter uma marioneta como presidente dos EUA”. “Não sou uma marioneta, tu é que és”, responde o candidato, que começa a perder mais uma vez a calma e Clinton sabe-o e insiste. “Ela não gosta do Putin porque ele é mais esperto que ela sempre, na Síria, por exemplo”, responde Trump. No entanto, e considerando o fantasma da Guerra Fria, não serão muitos os americanos a nutrir um carinho por Putin. É a vez de Chris Wallace intervir: Trump, “condena a interferência russa?”. “Da Rússia ou de qualquer outro? Claro que condeno”, acaba por admitir. 2-0 para Hillary.

Economia. As promessas são várias. Clinton quer apoiar a classe média, aumentar benefícios e oportunidades, e ir buscar dinheiro às camadas mais altas da sociedade. Trump promete uma brutal diminuição de impostos. Dos dois lados, há milhões de empregos para distribuir. O candidato republicano critica o acordo Tratado Livre de Comércio da América do Norte – que promete rever e deixar cair se for caso disso – e aproveita o embalo para deixar uma crítica a Bill Clinton, colocando em causa a sua governação e, por inerência, o percurso político de Hillary. Clinton defende o legado do marido e o de Obama, mas promete fazer mais. Trump responde prometendo fazer crescer a economia em, pelo menos, 4%, face aos 1% do PIB atuais. Hillary, por seu turno, garante que não vai aumentar a dívida.

Chris Wallace, irrepreensível, vai lembrando aos candidatos que as suas projeções são, aos olhos dos analistas, algo irrealistas.

E sobre os acordos comerciais e o impacto dos mesmos no emprego norte-americano, Hillary deixa um aviso sobre as “lágrimas de crocodilo” de Trump, que, diz, construiu a sua famosa torre com aço chinês. “Posso fazer-te uma pergunta simples? Se estás há 30 anos em cargos políticos porque me deixaste fazer isto? Não me importava que me impedissem”, argumenta Trump. 2-1, o candidato republicano recupera terreno.

Quem está mais preparado para ser presidente?

Não se falou de “stamina”, ou da falta dela, da saúde dos candidatos ou sequer do teste de drogas que Trump pediu antes do debate. Aqui, o tema foram as acusações que vieram a público recentemente de algumas mulheres que dizem que Trump as assediou, assim como o vídeo em que este admite que “quando se é famoso se pode fazer o que se quiser, até agarra-las pelas partes intimas”.

Trump refutou as acusações e disse acreditar que estes casos foram alimentados pela campanha de Hillary Clinton, assim como os episódios de violência nos seus comícios. “Ninguém tem mais respeito pelas mulheres que eu”, garantiu, perante gargalhadas da audiência. 3-1, não há como Trump vencer esta ronda, portanto, parte para o ataque: “Ela [Hillary] destruiu e-mails e isto sim não é ficção. Ela mentiu às pessoas”. Hillary não dá sequência, e desta vez é ela quem foge ao tema. Contas feitas, 3-2.

Segue-se outro tema difícil para Clinton: As suspeitas de acesso privilegiado dos apoiantes da Clinton Foundation à ex-Secretária de Estado enquanto ainda estava no cargo. Mais um desvio: “Tudo o que fiz como Secretária de Estado foi no interesse do país”, mas estou feliz por falar na fundação “cujo trabalho é reconhecido em todo o mundo”. Trump interrompe, aproveita a deixa para perguntar porque é que a fundação aceita dinheiro de países que “expulsam gays de edifícios” e não respeitam os direitos das mulheres. Clinton sorri. A melhor defesa é o ataque e a Fundação Trump também tem sido alvo de várias polémicas. “Estou à vontade para comparar a Fundação Clinton à Fundação Trump, que recolheu dinheiro para comprar um retrato do próprio Trump”, remata. Aqui, podemos dizer que é um empate.

Trump, vai aceitar o resultado das eleições? “Nin”

E é então que Chris Wallace toca no ponto sensível da noite: Trump, que tem colocado em cima da mesa a hipótese de fraude eleitoral a 8 de novembro, vai ou não aceitar o resultado das eleições? “Vou deixá-lo em suspense. Digo-lhe na altura”, responde, para choque dos presentes. Não é comum um candidato colocar em causa as instituições democráticas do país e o resultado das eleições. Há quem considere que Trump prepara a derrota antes mesmo de chegar às urnas. Facto é que as últimas sondagens dão a Hillary uma vantagem de 6% nas intenções de voto. Ou seja, 4-2, Hillary na vantagem e nova polémica de Trump, que deverá fazer várias manchetes esta quinta-feira.

Chegamos aos temas internacionais. Trump acusa Hillary e Obama de ter dado o ISIS (autoproclamado Estado Islâmico) à América ao criar um vácuo com a retirada do Iraque. Quando questionados por Wallace se ponderam colocar botas no terreno, Hillary é clara: “Não”.

Já Trump opta por fugir à pergunta, centrando as suas críticas quer no apoio da candidata à invasão, quer à retirada das tropas do cenário de guerra. “Nós tivemos Mossul, mas quando saímos perdemos Mossul e agora estamos a lutar por isso outra vez”, diz o republicano, salientando que o grande beneficiado disto é o Irão. “Deviam enviar-nos uma carta a agradecer”, diz, seja por isto, seja pelo acordo nuclear. Quando o tema diverge para a Síria, Trump opta por salientar mais uma vez como a Rússia parece estar sempre um passo à frente do Executivo norte-americano. “Ninguém acredita o quão estúpida é a nossa liderança”, diz. Trump até poderia ter alguma vantagem no tema, mas Hillary faz questão de lembrar que o milionário também foi a favor da incursão americana no Iraque.

Antes de terminar há ainda tempo para benefícios sociais: Trump quer acabar com o Obama Care, Hillary garante a sustentabilidade dos apoios sociais sem aumentar dívida.

Wallace pede que o debate termine com “uma nota positiva”. Quer que os candidatos expliquem aos eleitores porque devem votar em si. As estratégias divergem. Hillary concentra-se nos seus pontos fortes, Trump concentra-se nos pontos fracos da opositora. A destacar, porém, é a promessa do republicado de “fazer mais pelos afro-americanos e latinos” do que Hillary alguma vez fez. Um pequeno esforço para um eleitorado que Trump tem vindo a alienar consecutivamente com os seus discursos.

Findo o debate, não há aperto de mão entre os candidatos. Mas, verdade seja dita, Trump não esqueceu desta vez o protocolo e prontamente cumprimentou o moderador. Chris Wallace foi o terceiro protagonista deste debate, firme na condução do mesmo e no controlo dos convidados e do público. Manteve-se fiel ao guião e tornou este confronto – o último, e por isso também o que mais expectativas criou – um dos mais interessantes ao nível do conteúdo. De louvar.

A experiência política de Hillary valeu-lhe mais uma vitória. Trump não é um candidato do sistema. Apesar de esta ser uma característica muito apreciada pelos seus apoiantes, o fato é que nestas situações sai-lhe caro.

Se perder, aceita o resultado das eleições? Logo se vê, respondeu Trump

Fonte: Sapo 24

António Guterres, aclamado esta quinta-feira como novo Secretário-Geral das Nações Unidas, comprometeu-se a ser um “construtor de pontes” e a estar “ao serviço de todos da mesma forma”. As portas do meu gabinete estarão sempre abertas”, garantiu.

“É com gratidão e humildade e com grande sentido de responsabilidade que me apresento hoje”, afirmou o novo Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, na sua primeira declaração após ser aclamado pela Assembleia-geral da ONU.

Guterres disse à Assembleia que quando tomou conhecimento da sua recomendação pelo Conselho de Segurança recebeu a notícia com “humildade e gratidão”, à qual acresce agora um “sentido de responsabilidade”.

“O verdadeiro vencedor hoje é a credibilidade das Nações Unidas”, disse o ex-primeiro-ministro português, salientando a transparência do processo de candidatura. “Enquanto Secretário-Geral devo estar ao serviço de todos da mesma forma”, salientou, acrescentando que a sua única missão “é fazer vigorar a Carta das Nações Unidas”.

Guterres disse ainda que está “ciente dos desafios que se colocam” às Nações Unidas e as “limitações do cargo” que vai ocupar. Pelo que isto deve “inspirar uma abordagem humilde”. “Serei um construtor de pontes”, prometeu. “As portas do meu gabinete estarão sempre abertas”, acrescentou.

Guterres não deixou de salientar que a “promoção da dignidade humana” deve estar no centro da ação das Nações Unidas. A par desta prioridade está também a da promoção da igualdade de género.

“Acredito nas Nações Unidas”, disse por a ONU “acredita nos valores fundamentais”.

Guterres instou ainda a que fosse quebrada a ligação entre terrorismo e xenofobia e que se promovesse a paz no mundo. “Sem paz a vida é vazia de sentido” e a paz, a nível mundial, é escassa, lamentou.

O discurso terminou uma saudação a Ban Ki-moon e um agradecimento aos “incansáveis soldados da paz”.

Em conferência de imprensa após a aclamação, António Guterres, afirmou, em Nova Iorque, que quer ser um “mediador honesto” na comunidade internacional.

“Farei o meu melhor nestes dois meses e meio para me preparar, conhecer os problemas e as divisões, para poder atuar como um mediador honesto, alguém que tenta reunir as pessoas para perceber quais são as diferenças e, mais importante, como se podem unir”, disse Guterres aos jornalistas.

Questionado sobre o conflito na Síria, que é apontado como o seu primeiro grande desafio, o português disse que sente “uma grande solidariedade para com o povo sírio”. “Fui Alto Comissário para os Refugiados e vi os sírios abrirem as suas fronteiras, as portas das suas casas e dos seus corações para milhões de refugiados que entravam. Ver o povo sírio a sofrer tanto é algo que absolutamente parte o meu coração”, disse.

“O que posso dizer é que darei o meu melhor para servir a causa da paz para o povo sírio, mas agora, existe um secretário-geral da ONU a trabalhar para isso. Testemunho também o facto de que os países chave vão encontrar-se de novo e tentar avançar”, disse, explicando que “é uma obrigação moral” de todos “parar o sofrimento do povo sírio”.

António Guterres, que acabara de discursar em inglês, espanhol e francês, disse estar “profundamente comovido com a unidade e o consenso” mostrados pela Assembleia Geral e pelo Conselho de Segurança no processo que levou à sua indicação.

“Espero que esta unidade e consenso sejam simbólicos de que os organismos da ONU e a comunidade internacional como um todo são capazes de enfrentar os desafios de hoje e capazes de tomar atempadamente as decisões necessárias para fomentar a paz, terminar conflitos e criar as condições para que os direitos humanos sejam uma realidade para todos”, disse o próximo secretário-geral.

Questionado sobre outros conflitos, António Guterres reafirmou o seu compromisso em ser um mediador para atingir soluções e alertou para os riscos que a falta de ação representa.

Os 193 países membros das Nações Unidas ratificaram hoje em Assembleia-geral, por aclamação, a escolha de António Guterres para liderar a organização, feita em 5 de outubro pelo Conselho de Segurança, o principal órgão decisório da ONU.

António Guterres, antigo primeiro-ministro de Portugal e ex-alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados, será, a partir de 1 de janeiro de 2017, o 9.º secretário-geral da ONU, com um mandato de cinco anos, sucedendo ao coreano Ban Ki-moon.

http://rr.sapo.pt/video/116443/a_aclamacao_de_guterres_como_secretario_geral_da_onu

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Fonte: Caras online – foto Getty Images

Melania Trump diz que declarações do marido são “inaceitáveis e ofensivas”

Em causa está um vídeo em que Donald Trump fala sobre mulheres em termos considerados vulgares e machistas.

Famosos /

CARAS /

9 de outubro de 2016, 12:39

“As palavras que o meu marido utilizou são inaceitáveis e ofensivas. Isto não representa o homem que eu conheço. Ele tem o coração e a mente de um líder. Espero que as pessoas aceitem o seu pedido de desculpas, tal como eu fiz, e se foquem nos assuntos importantes da nossa nação e do mundo”, afirma Melania Trump em comunicado após a divulgação de um vídeo em que Donald Trump, candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, tece comentários considerados vulgares e machistas ao falar sobre mulheres.
As imagens – gravadas durante uma conversa privada – datam de 2005 e são a polémica do momento na campanha de Trump. Este já se desculpou publicamente: “Peço desculpa se alguém se sentiu ofendido. Era uma conversa de vestiário, privada, que teve lugar há anos. Bill Clinton disse coisas muito piores num campo de golfe”.
Certo é que o vídeo veio dar força aos críticos de Donald Trump e vários senadores republicanos já lhe pediram para desistir da corrida presidencial. Contudo, este garante que há “zero hipóteses” disso acontecer.

Palavras-chave

eleições

Melania

Bill Clinton

Donald Trump

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