PRISIONEIROS DA PAIXÃO

Se não pode me dar seu coração
tudo bem, não tem problema
deixe-me apenas dominá-lo por algumas horas
relaxe, se entregue e nada tema;

Vou invadi-lo por breves momentos
Preenchê-lo com uma enxurrada de sentimentos
cercando você de beijos e carinhos,
percorrendo todos os seus misteriosos caminhos.

Como se fosse uma vasta terra
a tombarei e prepararei para o plantio
e cuidarei sempre dessa feita
para garantir uma boa colheita.

Feito um guerreiro audaz
seqüestrarei seus pensamentos mais secretos
ocuparei todos seus espaços
com ataques sutis e indiscretos.

Como um pirata, bandido do mar
invadirei e pilharei sua embarcação
e dela levarei seu maior tesouro
serei dono absoluto do seu coração.

Como uma águia sobrevoarei seus montes
e quando estiver entregue e indefesa
darei um mergulho rápido e fatal
farei de você minha presa.

E presa a mim não desejará se libertar
nem esboçará a menor força para escapar
pois, nesse momento, descobriremos juntos
as mais belas maneiras de amar.

Sucumbiremos em meio a sussurros e delírios
entregues aos prazeres da tentação
seremos um em carne e espírito,
prisioneiros eternos da doce paixão.
© Valter Montani
(Revisão de texto: Regina Azevedo)

(cedido pelo blogue
http://valterpoeta.blogspot.com

que sugiro visitem.)

Bem-vinda Primavera!!!

PROMESSA DE PRIMAVERA
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Essa linda magnólia que me encanta
Em todos os invernos, a florir…
Da Criação, sinal de graça tanta,
A nova Primavera a sugerir!

Com as flores rosadas acalanta
E seu doce perfume a espargir.
Não tarda a nortada que se levanta
E a forte chuva qu’ inda vai cair…

Dia a dia, eu a vejo perder
A beleza efémera, saudosa,
Que tão breve irá desaparecer.

Quando soltas, as pétalas voarem,
A nova Primavera radiosa
Será, para os Poetas a cantarem!

Maria da Fonseca

(foto cedida por Juan Escobar Lopez(UIFOTO)

INSTANTE

Que faria eu sem este mundo sem rosto sem questões
Quando o ser só dura um instante onde cada instante
Se deita sobre o vazio dentro do esquecimento de ter sido
Sem esta onda onde por fim
Corpo e sombra juntos se dissipam
Que faria eu sem este silêncio abismo de murmúrios
Arquejando furiosos em direcção ao socorro em direcção ao amor
Sem este céu que se eleva
Sobre o pó dos seus lastros
Que faria eu… eu faria como ontem como hoje
Olhando para a minha janela vendo se não serei o único
A errar e a mudar distante de toda a vida
preso num espaço marionete
Sem voz entre as vozes
Que se fecham comigo.

Samuel Beckett


Abre hoje ao público a Casa de José Saramago em Lanzarote-Espanha

José Saramago nasceu na adeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã,
no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18. Seus pais emigraram para Lisboa quando ele ainda não perfizera três anos de idade. Toda a sua vida tem decorrido na capital, embora até ao princípio da idade madura tivessem sido numerosas e às vezes prolongadas as suas estadas na aldeia natal. Fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas.

No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista. Publicou o seu primeiro livro, um romance (“Terra do Pecado”), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista “Seara Nova”.

Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal “Diário de Lisboa” onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do “Diário de Notícias”. Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.

CONDECORAÇÕES

Comendador da Ordem Militar de Santiago de Espada (Portugal), 1985

Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras Francesas (França), 1991

Congressos ou Participações

Para além das inúmeras intervenções no seu próprio país,
José Saramago participou em congressos ou fez conferências
nos seguintes países e lugares.

Espanha (Madrid, Barcelona, Sevilha, Salamanca, Santiago de Compostela, Ourense, Corunha, Pontevedra, Cáceres, Escorial, Huelva, Granada, Las Palmas, Santa Cruz de Tenerife).
Itália (Roma, Milão, Nápoles, Perúgia, Turim, Pádua,Veneza, Alba, Pisa, Florença, Bolonha, Génova, Catânia).

Suíça (Zurique, Berna).

Alemanha (Berlim, Hamburgo, Colónia, Frankfurt, Munique, Heidelberg, Offenbach, Leverkusen).

Brasil (Rio de Janeiro, S. Paulo, Porto Alegre, Santos, Belo Horizonte e Brasília).

Cuba (La Havana).

Venezuela (Caracas).

México (Cidade do México, Morélia).

Argentina (Buenos Aires).

Suécia (Estocolmo).

EUA (Washington, Santa Bárbara).

Moçambique (Maputo).

Cabo Verde (Cidade da Praia, Mindelo).

Hungria (Budapeste).

Andorra (Andorra la Vieja).

LIVROS TRADUZIDOS

A Bagagen do Viajante
Espanha
O Ano de 1993

Itália
Objecto Quase

França
Levantado do Chão

Alemanha, Brasil, Bulgária, Checoslováquia (checo e eslovaco), Colômbia, Dinamarca, Espanha (Castelhano e Catalão), EUA do Norte, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria, Israel, Itália, Japão, México, Noruega, Países Baixos, Polónia, Roménia, Rússia, Suécia, Suíça, Turquia.
O Ano da Morte de Ricardo Reis

Alemanha, Brasil, Dinamarca, Espanha, EUA do Norte, França, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria e Itália.
A Jangada de Pedra

Alemanha, Brasil, Dinamarca, Espanha, EUA do Norte, França, Grã-Bretanha, Hungria, Israel, Itália, Noruega e Roménia.
A Segunda Vida de Francisco de Assis

Itália
História do Cerco de Lisboa

Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha (castelhano e catalão), Itália, França, México e Suécia.
Viagem a Portugal

Espanha
O Evangelho Segundo Jesus Cristo

Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Dinamarca, Espanha, Grã-Bretanha, Israel, Itália, Noruega, Países Baixos, Polónia, Suécia.
In Nomine Dei

Brasil, Espanha.

Fonte:http://www.caleida.pt



A abertura da sua casa em Lanzarote, hoje, segundo sua filha, está praticamente
igual.As pessoas podem ve o seu quarto, mas apenas da porta.

Japão

Os acontecimentos no Japão têm demonstrado como os japoneses são um povo

sereno e como reagem com organização à desorganização total!!!

É impensável para mim, (felizmente) saber como em Portugal e eu própria

reagiria perante uma grande calamidade…que espero nunca venha a acontecer…

Japão um pais que estava a nível económico muito bem, de repente tudo muda…

e é perante a inevitabilidade e a impotência do ser humano…que me interrogo:

o que é a vida? O que fazemos dela? Quais os graus de importância?

Será que estamos a agir da maneira correta ou errada?

Os meus respeitos ao povo Japonês e aos amigos que tenho lá.

ENTROPIA


ENTROPIA
Lílian Maial

Poupa-me da travessia de noites extraviadas,
Da ditadura dos suspiros da palavra,
Da moldura do teu sorriso pérsico.
Livra-me da ensurdecedora notícia dos teus dias,
Da premissa das frestas de olhares vagos,
Do impulso premente de fiar ausência.
Preserva-me das lôbregas profundezas da covinha do teu queixo
E do abismo abrolhoso do silêncio,
Em queda livre por anos-luz de apascentar dúvidas.

Quisera desvendar-te, conhecer teus oblíquos motivos,
Enfeitar teus suores de rubor pérfido,
e colher o rescaldo do ofertório de claustro mariposeado ao teu redor.

Expulsa-me da cama de opalina,
Da torturante mácula do vazio,
E lança-me à demência, envolta em sídon,
Para que eu possa riscar-te de mim
E enterrar o olhar cisalhante,
Pousado nos galhos reumatóides
Do solstício do que não vivi.

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(gentilmente cedido por:
http://veropoema.net

que sugiro visitem.)

UM DESEJO NO POENTE

No voo rasante e adejo da gaivota
Entre o vislumbre do meu pensamento

Na simplicidade daquele momento

Na imensidão do Mar, a minha rota

Incomensurável calma aparente

Se apodera de mim, e servilmente

Em minhas conjecturas, se denota

*

Esta visão persiste tão veemente

Tanta beleza, tanta se me afronta

Qual verso comedido ora desponta

Embalando meu sonho inerente.

Foram tantas vezes que voltei

Sempre ao mesmo lugar onde sonhei

Sentar-me á sombra de um verso coerente

*

Eis que um desejo débil, pertinente

Espargindo de leve um versejar

Delira levemente em meu olhar

Deixando-me postada docemente

O Ocaso, no horizonte debruava

Os reflexos de um poema, abraçava

Que o deu á luz o poeta, alegremente

*

No Arrebol onde o poeta delineava

Era tanta a beleza, o firmamento!

Quisera o poeta naquele momento

Parar a Terra tal qual desejava,

Fazer da guerra uma estática imagem

De neblina coberta, sem estiagem,

E de novo, o alvorecer ele pintava

*

Sonha o poeta…com olhar de fogo … reflexos do Ocaso…

Cecília Rodrigues

TODA MULHER SONHA

(foto cedida por: JUAN ESCOBAR LOPEZ (UIFOTO)

Toda mulher sonha
Com um amor infinito
Cor azul, sincero e bonito.
Toda mulher deseja
Um homem só pra ela,
Que seja capaz
De Viver e Morrer por ela.
Toda mulher gosta
De flores e perfumes
E a ela sempre agrada
um bocadinho de ciúme.
Toda mulher quer viver uma paixão
Que lhe tire a razão
Que a leve ao céu
Sem que os pés lhe saiam do chão.
Toda mulher
É no fundo uma menina,
Mistério que amedronta e fascina
O coração de um homem
Que nada entende,
Que sente e não compreende
Que para ela não há caminho,
Sem prazeres, amor e carinho
E que tudo o que mais precisa
É simplesmente
Ser tratada como mulher.
(Leticia Thompson)
MEUS AMIGOS POETAS.
EU RESPEITO DIREITOS AUTORAIS.

Gentilmente cedido

por EVANIR, do blogue:

http://aviagem1.blogspot.com

que sugiro visitem.