citação

ELIMINA TUDO QUE NÃO SEJA ÚTIL, BELO OU ALEGRE

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TRANQUILIDADE!!!?

Num momento de tão grande perturbação pela situação

caótica no nosso país a nível económico, fruto da má-governação

de vários políticos, que não tiveram em conta a realidade e deixaram

a situação chegar a pontos impensáveis, apesar da maioria dos trabalhadores

não terem “sido os beneficiados” dos gastos elevadíssimos que foram feitos,

é preciso encontrar forças naquilo que possa dar algum prazer, como (para mim)

a música. Este vídeo dá-me tranquilidade.

A todas as Mulheres – Martha Medeiros

MARTHA MEDEIROS A TODAS AS MULHERES.

“Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível,
me ofereço como piloto de testes.
Sou a Miss Imperfeita, muito prazer.
Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e
mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao
supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os
filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha
mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago
minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista,
mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio
os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha
profissão e ainda faço escova toda semana – e as unhas!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que
operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a
Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou
o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram
é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender
a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida
interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta,
não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si
a falsa impressão de ser indispensável.
É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada
e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela
quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga.
Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO
9000, não será bem avaliada.
Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir.
Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa
independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em
casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo.
Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe
Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente,
está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto
lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar
uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante.

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O’Neill

D O R

Conheço tantas dores
Aprendi a viver com elas.

Feliz não me tornou,
Mas nunca compartilhei a dor.

Nunca encontrei entendimento
E calei meu tormento.

Morei com Ela na minha casa
Mais anos, do que os meus anos.

Amigos, só para festas tentadoras,
Nunca para partilhar a dor.

Mas a dor foi contada sim
Como se fosse de outros,
Não de mim.

Nem meu amor pode partilhar a dor,
Sempre isso entendeu e aceitou.

A dor me pertence,
Só ela me pertence.

Nada mais é meu
Verdadeiramente meu.

E dor é minha,
Não a posso repartir.

Não a amo, não a quero,
Mas ela comanda meu viver.

E quando ela vem
Tudo é dor e nada mais…

Ela é a Velha Senhora,
Domina e mata.

Num tempo apenas meu
Pergunto,
Estou no mundo
Ou fora do mundo?

Aqui fica meu cálice
E o vento da solidão…

Maria luísa

(gentilmente cedido pela
Maria Luísa Adães do blogue:
http://os7degraus.blogspot.com

que sugiro visitem.)



Uma flor para S.M.C.(03.01.1969-31-03-2011)

QUANDO VOLTARES A TI – de Carlos Morandi
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Quando voltares de ti, não procures qualquer coisa que houveste deixado
ao partir. Pois, o que ficou por tua vontade, ou por teu descuido, não mais
a ti pertence; a não ser como cordas poídas, ilusões…
Quanto voltares de ti, não procures teu lugar de antes, o mesmo que deixaste nos varais da noite por teu descaso ou por tuas decepções; não mais a ti pertence, a não ser como telhas de água, frustrações…
Quando voltares de ti, não procures pelas vozes de sentimentos tardios. Pois, o que ficou por tua vontade, ou pelo que não te deram, não mais a ti pertence; a não ser como teimosias, provocações…
Quando voltares de ti, não procures por qualquer pensamento cansado. Pois, o que ficou ao partires, pelo que não lembraste, ou pelo que te obrigaram esquecer, não mais a ti pertence; a não ser como energias vadias, encenações…
Portanto, vai… Vai encontrar contigo! Vai nadar nos oceanos profundos do teu próprio coração…. Vai planar nos céus infinitos do teu próprio Ser… Vai lamber a lágrima doce no altar do teu sorriso mais iluminado e contemplar nas estrelas do teu peito os relâmpagos suaves da felicidade do universo… Vai aprender o quanto és importante para o mundo… Vai ouvir a Verdade te dizer o quanto se espera de ti como ser humano e como esperança do próprio Criador.
Depois, volta! E quanto voltares a ti, volta apenas a ti. Depois, abre tuas janelas e escolhe a brisa mais transparente, a água mais cintilante, o trigo mais simples, a relva mais branca, e caminha. E quando caminhares, lembra-te: agora não mais caminhas pelas tuas infindas procuras, mas sim, pelo infinito da tua chegada.
Foste tão longe e voltaste. E nunca saíste de ti…

(gentilmente cedido.
Sugiro visite seu blogue
http://carlosmorandi.blogspot.com)