Em 1964, estreava o filme My Fair Lady, uma produção cinematográfica inesquecível, que entrou para a história do cinema.
A trama do filme era baseada no romance Pigmalião de George Bernard Shaw, que foi adaptado para o teatro e apresentado pela primeira vez na Irlanda em 1912.

O Pigmalião da mitologia antiga apaixona-se pela estátua que ele próprio esculpiu. A peça Pigmaleão, de Bernard Shaw, conta a história de Eliza Doolitle, uma vendedora de flores ambulante na Londres do início do século 20. Sua linguagem é uma afronta à língua inglesa, seu vocabulário, paupérrimo e de baixo calão, e sua pronúncia, uma desgraça. Um eminente fonético, o professor Higgins impõe a si mesmo um desafio: reeduca-la e faze-la passar por uma dama da sociedade. Mas esse será apenas o início dessa comédia deliciosa em que Shaw denuncia as diferenças sociais e de classe
Fonte: Design Innova53d9c430dcd5888e1459b061_my-fair-lady-audrey-hepburn-eliza-doolittlefilme

Morreu o actor Peter O´Toole

O actor irlandês Peter O’ Toole, conhecido mundialmente por ser o protagonista do filme Lawrence da Arábia (1962), realizado por David Lean, morreu sábado aos 81 anos, no hospital Wellington de Londres, confirmou este domingo o seu agente.

O actor sobreviveu a um cancro no estômago em 1970, tendo-lhe sido retirado parte do pâncreas, mas morreu este sábado após “doença prolongada”, afirmou à imprensa o agente de O’Toole, Steve Kenis, citado pelo jornal The Guardian, embora o motivo da morte não tenha sido revelado.

Nascido na Irlanda, mudou-se cedo para a Inglaterra onde atingiu o apogeu em 1962 com o papel de T.E. Lawrence, o oficial do exército britânico que conseguiu unir as facções árabes na luta contra os turcos durante a I Guerra Mundial.

O filme de David Lean viria a ganhar sete óscares da Academia de entre dez nomeações, mas a estatueta de melhor actor escapou a Peter O’Toole. O actor, conhecido pela versatilidade e pelos olhos azuis, foi nomeado um total de oito vezes. Nunca ganhou. Só em 2003 acabou por levar para casa o cobiçado troféu, quando a Academia lhe conferiu um Óscar honorário pela sua longa carreira.

Inicialmente o actor rejeitou a distinção, explicando que ainda estava em forma para ganhar um Óscar nas categorias em competição, mas acabou por aceitá-la. Para além do Óscar honorário ganhou quatro Globos de Ouro, um BAFTA e um Emmy.

Num comunicado divulgado o ano passado, o actor revelava que se iria retirar, deixando o cinema e o teatro, embora segundo o Guardian, tenha sido revelado no mês passado que foi convidado para voltar aos filmes, nomeadamente para desempenhar um papel em Katherine Of Alexandria, um filme sobre a Roma antiga que irá estrear no próximo ano.

No referido comunicado de 2012 o actor afirmava que a sua vida profissional, no ecrã e no palco, lhe tinham trazido o apoio do público, para além de satisfação emocional e conforto material. “Levou-me a conhecer boas pessoas, grandes companheiros com quem partilhei os inevitáveis sucessos e fracassos comuns a todos os actores.”

A reforma aconteceu numa altura em que ainda estaba bastante activo, tendo participado em dois filmes estreados em 2012. Mas o actor referiu que a paixão de outrora já não era a mesma. “A paixão deixou-me e não vai voltar”, disse. “Digo adeus à minha profissão sem choros e de forma profundamente grata.”

Uma das filhas, Kate, já veio agradecer em nome da família todos “os gestos e votos de amor e afeição que lhe têm sido direccionados e à família.” Também o presidente irlandês, Michael Higgins, já lamentou a morte do actor, afirmando que “a Irlanda e o mundo acabam de perder um dos gigantes do cinema e do teatro. Todos os que o conheciam, como eu, vão sentir falta do seu humor e amizade”.

Fonte: Público-Cultura