A surpreendente inteligência dos polvos

Cefalópodes são um grupo de elite de moluscos escorregadios, com cérebros notavelmente desenvolvidos ─ ao menos para os padrões de animais invertebrados

Brendan Borrell
FLICKR/PIERREYVES
Cefalópodes curiosos: Polvos podem ser mais espertos que parecem.

Polvos também têm personalidade forte, garante Jennifer Mather, especialista em psicologia comparada da University of Lethbridge, em Alberta, Canada. Mather estuda o comportamento de polvos há 35 anos tentando entender melhor a evolução da inteligência. Utilizamos o mesmo método que aplicado para estudar especificidades da personalidade humana. Perguntamos simplesmente o que os animais fazem normalmente durante o dia em diferentes situações e observamos as respostas. Colocamos os polvos em três situações comuns: alerta (abrindo a parte superior do tanque), ameaça (tocando o animal com o cabo de uma escova longa) e alimentação (oferecendo um caranguejo como refeição). Esse período foi um pouco demorado porque analisamos 33 animais, cada um durante duas semanas. Verificamos que há três dimensões que batizamos: ação, reação e cautela. A ação avalia atividade e passividade, a reação indica o estado de calma ou agressividade e a cautela revela o grau de timidez dos animais. Os polvos podem apresentar qualquer combinação dessas características.

O sistema nervoso dos moluscos é formado por um conjunto de gânglios emparelhados ─ um aglomerado de células nervosas ─, que em animais como o marisco ou a lesma não são muito desenvolvidos. Esses gânglios controlam diferentes funções e se localizam em diferentes áreas do corpo. Os cefalópodes ─ polvos, lulas e sépias ─ são os únicos nos quais todos os gânglios estão condensados, de modo a formar um cérebro centralizador.

Uma outra característica única dos moluscos é que, neles, duas áreas do cérebro se especializaram no armazenamento de memórias. Não é só o fato de terem cérebro maior e condensado, mas eles se destacam também por ter áreas no cérebro dedicadas à aprendizagem. E é nesse aspecto que se assemelham aos humanos, mas com um cérebro completamente diferente.

Para os padrões de invertebrados é um cérebro enorme, mas do ponto de vista dos vertebrados, é muito pequeno. O que chama a atenção nos polvos é que cerca de um terço dos neurônios estão no cérebro. Eles têm uma representação neural muito grande nos tentáculos e há um gânglio específico para controlar cada ventosa, portanto há bastante controle local. Nós humanos, nos orgulhamos de ter uma pinça de preensão muito eficiente ─ o polegar e o indicador ─ e sabemos que eles são responsáveis pela habilidade de manipular o que nos cerca com facilidade. Os polvos podem dobrar as ventosas e criar um sistema preênsil eficiente e fazem isso com cada uma das centenas de ventosas distribuídas pelos tentáculos.

Os polvos desenvolveram cérebros muito grandes provavelmente porque os recifes de coral tropicais formam o ecossistema mais complexo do mundo. Há uma variedade tão grande de situações, de tipos de presas, de predadores que, na ausência de uma carapaça, é melhor ser esperto. Os polvos seguiram a rota da esperteza. Estamos acostumados à inteligência dos mamíferos que se desenvolveu em função de problemas sociais, mas no caso do polvo, um ser solitário, a inteligência se desenvolveu para resolver problemas ecológicos.

Os polvos costumam provocar sérios problemas em aquários. Eles são muito fortes e é praticamente impossível mantê-los em tanques. Um dos primeiros pesquisadores comenta que um termômetro flutuando no tanque, não durava nem cinco minutos. Os polvos simplesmente levam as coisas embora e as escondem. Um pesquisador relata ter construido um robô submarino que ficava se movimentando em um grande tanque. O polvo se “comunicou” com ele e o desmontou peça por peça.

Certa manhã, de acordo com o Los Angeles Times, os funcionários do Santa Monica Pier Aquarium, na California, foram surpreendidos com 750 litros de água espalhados pelo piso ecologicamente construído. Acontece que um curioso polvo de duas pintas tinha desmontado a válvula de reciclagem de água e o cano,dirigido para fora do tanque, fez a água escoar durante 10 horas.

Há uma história famosa que circula há 100 anos no aquário de Brighton, Inglaterra: uma vez, um polvo saiu do tanque à noite, quando ninguém estava observando, foi até o tanque vizinho, comeu um peixe-lua (Cyclopterus lumpus) e voltou para o tanque. Na manhã seguinte lá estava ele tranqüilo. Desapareceram vários peixes-lua do aquário, até descobrirem quem era responsável por isso.

Obrigada, Joaquín

Uma cidade oculta que se localiza por baixo de Coimbra tem milhares de anos, mas mesmo assim é desconhecida pela maioria. Chamavam-lhe Aeminium, e hoje, é um vestígio apenas. Aeminium foi um importante entreposto comercial, a residência dos monarcas D. Henrique e D. Teresa, o local de nascimento do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques, e, finalmente, cidade universitária e do conhecimentocc2c3c4c5

Estou escolhendo a m/papelada para destruir ou ficar

Às vezes volta-se ao passado e vou deixar aqui alguns

pequenos marcos da m/vida.scan0001A imprensa regional era feita por carolice, nada se ganhava e

até se gastava do n/bolso. Escrevi durante anos para este Jornal

que já não existe e consegui que Cavaco Silva me desse uma

entrevista. A primeira que ele deu a um órgão regional.

Deu que falar, o director do Jornal ficou todo inchado, mas

quem teve a ideia e o trabalho fui eu.scan0001Pertenci à direção do Sindicato da Actividade Cinematográfica

e conseguimos a elaboração e aprovação do primeiro contrato

colectivo de trabalho em 1975 para a actividade. Foi tarefa

difícil, mas conseguiu-se..scan0003A  m/Caixa de Previdência de profissional dos espectáculos,

pertencia à parte do Cinema. Foi a segunda fase da m/vida

profissional e última.scan0004A m/passagem pela política, um amigo, um humanista,

um Srº.

Fonte: Obvious

Doença na Saúde Pública

publicado em sociedade por Karoline Duregger
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As pessoas estão cada vez mais doentes. Não, não são só as filas no posto de saúde, a sala de espera da emergência ou as farmácias que demonstram isso. Essas pessoas estão também, atrás destes balcões, dentro das salas, dos consultórios, elas estão vestidas de jalecos, uniformes, máscaras e tocas, estão cuidando de outras e ninguém cuida delas.

As pessoas estão cada vez mais doentes. Não, não são só as filas no posto de saúde, a sala de espera da emergência ou as farmácias que demonstram isso. Essas pessoas estão também, atrás destes balcões, dentro das salas, dos consultórios, elas estão vestidas de jalecos, uniformes, máscaras e tocas, estão cuidando de outras e ninguém cuida delas.

E elas também não se cuidam.

Algo que precisamos saber, não é qualquer pessoa que trabalha na saúde. Se não é capaz, precisa se fortalecer, se não tem humanidade, precisa se afastar.

Admito que ver tudo isso em frente aos balcões esperando um atendimento que não vem, não é tarefa fácil, esse é o momento em que todo mundo está pensando em si mesmo, do lado de fora enxerga-se o descaso e indiferença, e no de dentro mora a impaciência e muitas vezes a incompreensão de que aquela pessoa que grita e xinga está tendo suas necessidades negadas.

Por outro lado, falta de recursos, sistema lento, profissionais despreparados ou exaustos, constroem uma estrutura falha que não comporta a satisfação destas necessidades.

Um dia presenciei um curso de treinamento para recepção na área da saúde, eles são solicitados a sorrir, a tratar os pacientes da melhor forma possível, visualizar a importância destes para o seu trabalho, “sem eles, você não teria trabalho”, tratar com delicadeza aquele indivíduo rude que acredita que a sua emergência é maior que as demais, sorrir e responder educadamente a cada pergunta feita aos berros, e acima de tudo, amar o seu trabalho.

Isso. Exatamente o que queremos, do que precisamos.

Mas enquanto isso, há enfermeiros que dobraram o turno, técnicos mal remunerados, recepcionistas exaustos, médicos sentindo-se impotentes, psicólogos com pacientes que não cabem na agenda, assistentes sociais tendo que ignorar certas coisas, além disso vou apresentar também aqueles que querem ser concursados, sentar ali e pensar “daqui não saio, daqui ninguém me tira”, aqueles que se escondem dos problemas, e o pior deles, são os que não gostam de gente.

Mais uma vez, não é qualquer pessoa que trabalha na nossa saúde pública. De modo geral, as pessoas estão intolerantes, se há algo de errado com elas alguém tem de resolver, alguém é o culpado por tudo. Por isso é uma tarefa difícil estar mediando todos estes problemas.

E por isso também, quem tem o papel de mediar e resolver, precisa estar bem, legitimamente bem, saudável para assim provocar a saúde. O sorriso que precisa se abrir para um familiar desesperado deve conter a compreensão e o afeto, as palavras precisam ser verdadeiras e não somente soarem doces, acolher aquela fila imensa compreendendo que todos estão em situação de risco e buscando ajuda.

O que mais dói ao dizer tudo isso, é que existem pessoas sem respeito algum, pessoas que desconhecem o direito de outras, não se colocam no lugar de ninguém, são egoístas e é principalmente por isso, que há tantas pessoas doentes.

Por isso também, há tantos profissionais exaustos e outros tantos tratando as pessoas como números de prontuários, explica também pacientes que chegam rudes para ver se assim são ajudados, aqueles que aos berros ofendem os profissionais por acreditarem que o descaso irá se repetir.

Remédios só causam mais filas para buscar mais remédios, descasos só causarão mais “casos”, desrespeito machuca, sistemas e números não funcionam com pessoas, só até certo ponto, o próximo parágrafo deve conter amor, compreensão e a empatia pelo outro, pela sua saúde, seja atrás ou a frente dos balcões de atendimento.
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saude

Fonte: Sapo 24/Lusa

UQR2Y4YSCristiano Ronaldo dá nome a aeroporto da Madeira
|Actualidade
|lusa.sapo.ptLusa
|19:49



O Governo Regional da Madeira decidiu hoje atribuir o nome do futebolista Cristiano Ronaldo ao aeroporto do Funchal.

Cristiano Ronaldo dá nome a aeroporto da Madeira

O anúncio foi feito pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, após uma reunião do Conselho do Governo, como forma de agradecer a visibilidade dada à região pelo futebolista.

Nascido no Funchal há 31 anos, Cristiano Ronaldo tem participado em ações de promoção da região, onde fez já vários investimentos.

Dos investimentos feitos, destaca-se o museu em seu nome, situado à entrada da cidade, onde estão os 145 troféus do craque madeirense, entre as quais três Bolas de Ouro (2008, 2013 e 2014), duas Botas de Ouro (2007/08 e 2010/11) e uma réplica da sua estátua de cera, que está em Madrid.

EC/PJA // PJA

Lusa

Fonte: Observador

Commerzbank a partir da informação divulgada pelo próprio BCE. O país tem uma “situação específica” que, devido a limites auto-impostos por Mario Draghi no seu programa de quantitative easing, complica o acesso pleno de Portugal a este programa decisivo — sobretudo depois de o programa ter sido prolongado no tempo e no poder de fogo. O Commerzbank recomenda, por isso, “cautela” aos investidores que apostem na dívida portuguesa e diz que o acesso aos mercados está em risco. Mas o Banco de Portugal garante, ao Observador, que os objetivos serão cumpridos.

Houve uma “desaceleração significativa” no ritmo de compras de dívida pública portuguesa nos últimos meses, afirma o alemão Commerzbank num relatório a que o Observador teve acesso. Essa “desaceleração” das compras “levanta questões” sobre a capacidade de financiamento da dívida portuguesa, sobretudo num contexto de dificuldades na economia e riscos no setor bancário, diz o banco alemão. A desaceleração já tinha vindo a ser apontada por alguns analistas, mas o Commerzbank calcula que a desaceleração já está a ter um efeito preocupante: o programa já está a ficar aquém do objetivo no que a Portugal diz respeito.

Os analistas assinalam que não existe informação pública detalhada, facilmente acessível, sobre esse ritmo de compras ao abrigo do programa. Um programa que está a ser decisivo para que Portugal mantenha o acesso aos mercados, apesar de ser a taxas muito mais elevadas do que os outros países, incluindo Espanha. Mas os analistas dos bancos de investimento estão a juntar o que existe de dados públicos com outros dados dispersos para, a partir daí, obter uma ideia do que está a acontecer.

E, no caso português, o que está a acontecer é uma travagem a fundo no ritmo de compras que já está a colocar o programa, no que a Portugal diz respeito, bem aquém dos objetivos.

Uma travagem a fundo

Os quadros preparados pelo Commerzbank indicam que, depois de vários meses em que as compras mensais excederam um pouco o objetivo de compras para Portugal, terá havido uma travagem a fundo (quadro da esquerda).

quadro da esquerda).

O “objetivo” é, aqui, entendido pela proporção de compras de dívida portuguesa no programa como um todo. As regras definem que as compras de dívida são feitas na proporção da chave de capital de Portugal no Eurossistema — 2,5%. O gráfico da esquerda indica que, nos cálculos do banco de investimento, a tendência até março era para compras um pouco acima dessa proporção. Depois, tudo mudou.

Como ilustra o outro gráfico, da direita, que dá conta das compras cumulativas, a travagem a fundo entre os meses de abril e junho já terá colocado as compras acumuladas muito abaixo dos objetivos.

Esta questão é crucial porque a presença do BCE nos mercados é muito importante para os investidores, que sabem que existe um comprador de último recurso para uma determinada quantidade de dívida. Se se criar a ideia no mercado de que o BCE está impedido de comprar mais títulos, o acesso de Portugal a esses investidores poderá tornar-se mais difícil — os juros irão subir — e é por isso que o Commerzbank recomenda “cautela” aos seus clientes no que à dívida portuguesa diz respeito.

Limites auto-impostos pelo BCE complicam a vida de PortugalLimites auto-impostos pelo BCE complicam a vida de Portugal

O que torna Portugal, segundo o Commerzbank, “um caso especial”, é que muita da dívida portuguesa já corresponde a empréstimos europeus. Ou seja, existem menos títulos (Obrigações do Tesouro) a circular no mercado, passíveis de serem comprados pelo BCE.

Além disso, Portugal beneficiou em 2010/2011 de compras de dívida por parte do BCE — ao abrigo do extinto programa de emergência SMP. Esses títulos, ainda na mão do BCE, estarão, agora, a estorvar novas compras — algo que se tornou um impedimento mais significativo depois de Mario Draghi ter reforçado a bazuca da compra de dívida, em setembro.

Reforçou-se o poder de fogo da bazuca mas o BCE continua a não querer estar na posse de demasiados títulos de um dado emitente, para evitar criar “distorções de mercado”. O BCE impunha a si próprio um limite de até 25% em cada linha de obrigações do Tesouro — um limite que passou, em setembro, para 33% de cada linha. Para Portugal, contudo, que não tem muitas linhas diferentes de dívida pública, mesmo esse novo limite complica que se atinjam os níveis de compras totais. Esta poderá ser uma explicação para a travagem a fundo nas compras nos últimos meses.

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