Fonte: Flash!

“Não sabia desse voto [de saudação dos partidos políticos pela sua vitória no Eurofestival]… Pensava que as votações tinham terminado na Eurovisão”, exclamou o cantor, de 27 anos de idade, com o seu jeito desconcertante.

Foi a irmã, Luísa Sobral, de 29 anos, que o esclareceu sobre a iniciativa do Parlamento, que aprovou por unanimidade esse voto de louvor.

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Minha amada Paris – fotos Getty Images (Fonte: Caras online)

As redes sociais inundaram-se de mensagens de solidariedade para com as vítimas dos atentados terroristas que assolaram a capital francesa esta sexta-feira, 13 de novembro. As figuras públicas não ficaram indiferentes. Veja algumas das mensagens partilhadas.
Rita Ferro Rodrigues: “Perante o terror em Paris, o óbvio acontece. ‘Também pode acontecer cá porque abrimos as portas aos terroristas ‘, já li em comentários hoje. Há quem não consiga entender que é precisamente disto que os Refugiados fogem. Deste total desrespeito pela vida, desta violência absurda. E que os terroristas estão onde querem e não se deslocam de barco, arriscando morrer afogados. É isto que eles querem. Sabem que o medo gera comportamentos irracionais. Não sejamos como eles, por favor. Não cedamos ao medo e à desumanidade. Por favor. Sejamos gente.”
António Zambujo: “Manifesto a minha solidariedade e condeno os actos cruéis e abomináveis que ocorreram hoje na cidade de Paris. A França sempre se pautou por ser o país da liberdade, da igualdade e da fraternidade. Que assim perdure.”
João Soares: “Perante o horror terrorista, tenho a dizer aos meus amigos franceses que estamos convosco. Solidários com a França, os franceses e todos os que vivem nesse país livre, entre eles inúmeros portugueses. Viva a Liberdade! Viva a República!”
Nuno Markl: “O que está a acontecer em Paris é trágico de várias maneiras: pelas mortes, pelo terror que está a acontecer neste momento e por aquilo que, nos próximos tempos, fará com que uma quantidade tremenda de inocentes pague pelos actos de um grupo de psicopatas.”
Raquel Strada: “Sem palavras”
Pablo Alborán: “Rezem por Paris”
Luísa Castel-Branco: “Acabei de ouvir que todos os reféns morreram. Não sei o que dizer. Ninguém sabe. Mas estou segura que a Europa como a conhecíamos terminou hoje. RIP”
Ana Moura: “Podem fazer explodir todas as bombas e fazer disparar todas as armas. Jamais conseguirão deter Paris, a Cidade da Liberdade.”
Luís Borges: “Em choque com o que está a acontecer em Paris ! As minhas orações vão para todos vocês.”
Ana Rita Clara: “E descobrir uma noite de terror destas, faz-me pensar no lugar do Amor no Mundo. Paris. Destino de luz e história. Dói-me o coração. Não foi para isto que quisemos evoluir.”
Katia Guerreiro: “Estamos de luto. Estamos bem e seguros, mas de luto profundo. Por todos os que ontem, fazendo o que a vida convida, como ir a um estádio ou a um concerto ou a um bar, perderam a vida por nada; pelo terror instalado e, ontem mais do que nunca, expresso, vincado mesmo no rosto dos franceses que tínhamos diante dos olhos depois do nosso concerto. Terror!! Terror!! Foi com esse terror que acordei na alma. O mundo muda todos os dias, mas ontem volta a mudar para pior. Já não é seguro ir cantar, já não é seguro ir ouvir cantar, já não é seguro ir dar um espectáculo de futebol, e muito menos assistir a um jogo, porque de repente há um qualquer TARADO que se faz explodir, ou está armado até aos dentes com kalashnikov. TARADOS! TARADOS! Estou de luto. Lamento tanto esta doença grave no mundo. Colectivamente tem de haver muito a fazer para combater este mal imenso que nos faz doer a alma. Resta-nos, a título individual, diariamente, sermos melhores uns com os outros. Aproveitarmos o amor que nos oferecem os que amamos, dos pais capazes de dar a sua vida pela nossa (como o meu me disse esta manhã), dos filhos que nos abraçam na inocência de tudo o que se passa no mundo, dos irmãos que nos protegem, dos maridos e mulheres que nos abraçam quando vamos dormir. Resta-nos olhar as rosas viçosas, o mar que nos serena, ver todos os dias o sol nascer. E tentar que tudo isto aconteça sem termos de olhar sobre o ombro. Porque isso não é liberdade nem vida. Ninguém tem o direito de aterrorizar assim. Não há a menor razão, não há… Nem uma!! Que sobreviva o espírito do Príncipezinho!”

ATTENTION EDITORS - VISUAL COVERAGE OF SCENES OF INJURY French fire brigade members aid an injured individual near the Bataclan concert hall following fatal shootings in Paris, France, November 13, 2015. At least 30 people were killed in attacks in Paris and a hostage situation was under way at the concert hall in the French capital, French media reported on Friday. REUTERS/Christian Hartmann - RTS6W3I
ATTENTION EDITORS – VISUAL COVERAGE OF SCENES OF INJURY French fire brigade members aid an injured individual near the Bataclan concert hall following fatal shootings in Paris, France, November 13, 2015. At least 30 people were killed in attacks in Paris and a hostage situation was under way at the concert hall in the French capital, French media reported on Friday. REUTERS/Christian Hartmann – RTS6W3I
Police control crowds leaving the Stade de France where explosions were reported to have detonated outside the stadium during the France vs German friendly match near Paris, November 13, 2015. REUTERS/Gonazlo Fuentes - RTS6W82
Police control crowds leaving the Stade de France where explosions were reported to have detonated outside the stadium during the France vs German friendly match near Paris, November 13, 2015. REUTERS/Gonazlo Fuentes – RTS6W82
French special forces evacuate people, including an injured man holding his head, as people gather near the Bataclan concert hall following fatal shootings in Paris, France, November 13, 2015. REUTERS/Christian Hartmann - RTS6W69
French special forces evacuate people, including an injured man holding his head, as people gather near the Bataclan concert hall following fatal shootings in Paris, France, November 13, 2015. REUTERS/Christian Hartmann – RTS6W69
Investigators work outside a bar near the Stade de France where explosions were reported to have detonated outside the stadium during the France vs German friendly soccer match near Paris, November 13, 2015. REUTERS/Gonazlo Fuentes - RTS6W9H
Investigators work outside a bar near the Stade de France where explosions were reported to have detonated outside the stadium during the France vs German friendly soccer match near Paris, November 13, 2015. REUTERS/Gonazlo Fuentes – RTS6W9H

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Nos dias 7 e 8 deste mês o Teatro São Luiz em Lisboa recebeu o espectáculo de 58 anos de carreira de Simone de Oliveira de braços abertos

O Teatro São Luiz, em Lisboa, recebeu esta semana os concertos de comemoração dos 58 anos de carreira de Simone de Oliveira. Emoção, saudade, lágrimas e talento foram as palavras de ordem do espetáculo.

46 anos depois da vitória com Desfolhada Portuguesa, Simone de Oliveira voltou a pisar o palco do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, para assinalar os 58 anos da sua carreira. Muitas foram as canções que cantou e os poemas que declamou desde o período em que era chamada ‘a namoradinha de Portugal’ até agora, época em que muitos a intitulam ‘diva’. O ESCPORTUGAL foi site acreditado pela organização do evento.

Ao som da orquestra conduzida por Nuno Feist, o espetáculo teve início com uma mensagem lida por António Sala. “Hoje é o dia de lhe dizermos quanto a amamos. Quanto lhe devemos. Quanto lhe agradecemos tudo. Hoje é o dia de lhe devolvermos muito, do imenso afeto que Ela nos deu”. Logo depois, Simone foi recebida com uma grande salva de palmas e com o São Luíz de pé (e a seus pés).

“Estou aqui, estou aqui para vos dizer, sou Simone, sou mulher e sou feliz” moldam os últimos versos de Valsa de uma vida, tema de Miguel Gameiro, que deu mote ao início das interpretações de Simone de Oliveira. Ainda o público recuperara do primeiro tema, a cantora chamou ao palco Renato Júnior que tomou o lugar de Nuno Feist ao piano e ouviu-se À Espera das Canções. Simone reescreveu em palco o poema do tema que defendeu no Festival da Canção deste ano, tornando-se um dos momentos mais sublimes de todo o concerto.

Foi Assim, provavelmente o tema de maior sucesso do último álbum de Simone, foi interpretado com a cantora sentada, conseguindo transmitir toda a emoção depositada por Augusto Madureira na letra, levando às lágrimas muitos dos presentes na sala. Seguiu-se então um dos momentos mais fortes de todo o espetáculo: no auge dos seus 77 anos de vida e 58 de carreira, Simone arrebatou o São Luiz com Degrau em degrau. O vídeo do ESCPORTUGAL com um pequeno excerto da interpretação do tema de Nóbrega Sousa e Jerónimo Bragança, pode ser visto de seguida:

A mesma dupla assinou o tema que se seguiu no alinhamento: Sol de Inverno. A composição com a qual Simone venceu o Festival da Canção em 1965 (há precisamente 50 anos) foi interpretada em conjunto com Camané, que deu uma roupagem nova “fadista” ao tema. O dueto ficou marcado pela empatia entre ambos e pelas enormes ovações que recebera, mostrando que é um dos temas que, além de marcar a carreira da cantora, marcou (e continua a marcar) a vida de muitos portugueses.

O teatro de revista fez parte da carreira de Simone de Oliveira e o mesmo não poderia ficar de fora desse concerto comemorativo: Tango Ribeirinho, da revista ‘Em Águas de Bacalhau’, foi o escolhido para assinalar esse período da década de 70.

Se em 2008, Marisa Liz (na altura, Marisa Pinto) marcou o espetáculo ‘Num País Chamado Simone’ com as duas interpretações a solo, o mesmo aconteceu desta vez, mas em dueto. Simone e Marisa interpretaram Rosa Sangue de uma forma bastante emotiva e afetiva, o que fez com que a vocalista dos Amor Electro irrompesse em lágrimas durante a atuação, momento que tocou até os mais insensíveis presentes na sala.

Com o intuito de ter ‘todo o país representado no espetáculo’, Simone chamou ao palco As Três Marias, grupo que conheceu “no Porto entre uns cigarrinhos e um whisky”, confessou a cantora, arrancando algumas gargalhadas do público. No Teu Poema, um dos ex-líbris da sua carreira, foi o tema escolhido para interpretar com o grupo. Seguiram-se Prece, cuja letra foi escrita por Miguel Torga, e Lisboa, composto por Nuno Feist e com poema da autoria de Simone. Ricardo Ribeiro foi chamado ao palco e, juntamente com Simone, interpretou Una Rosa y un Bolero, tema do álbum, Pedaços de mim.

Fazendo jus a uma das palavras mais cantadas por Simone ao longo da sua carreira – saudade – seguiu-se Sete Letras em dueto com FF. De olhos nos olhos e dedicando reciprocamente os versos que iam cantando, o confronto terminou com um abraço que deixou o jovem cantor bastante emocionado, sentimento agravado com a ovação de pé do público presente na sala. No entanto, um dos grandes momentos (se não mesmo o GRANDE momento) seguia-se no alinhamento.

Num momento inédito em todo o espetáculo, Simone de Oliveira saiu do palco dando entrada a Marisa Liz que, com FF, interpretou Apenas O Meu Povo. As palavras de Ary dos Santos, escritas em 1973 para o regresso de Simone aos palcos, tomaram proporções inigualáveis no palco do São Luíz. A entrega total de ambos às palavras do poeta que culminou com um abraço no decorrer da atuação, sem excluir o apoteoso final, foi ovacionada de uma forma ainda mais abrasadora.

Depois da emoção ter tocado a praticamente todos os presentes no São Luís, eis chegado o momento de Simone de Oliveira se ter deixado levar também pela emoção. Foi ao som de Vida, tema de Nuno Feist e Filipe La Féria, que aconteceu esse momento único, tendo esse terminado com um olhar bastante profundo, mas despercebido aos mais distraídos, que talvez procurasse a resposta aos versos “Vida, onde estão meus amigos? Meus mortos, meus poetas…”.

Uma hora e meia de espetáculo passaram tão depressa para os espectadores como 58 anos de carreira passaram para Simone de Oliveira. O concerto terminou com a interpretação de Desfolhada Portuguesa, ex-líbris da cantora e com o qual venceu, ali mesmo, o Festival RTP da Canção de 1969. Todos os cantores convidados juntaram-se em palco para interpretarem o tema com Simone que, posteriormente, agradeceu “por tudo o que me têm dado! A todos os que estão aqui e os que não estão, a todos os meus amigos e aos que não são, um forte abraço e vemo-nos daqui a 58 anos!” A persistência do público obrigou a cantora a regressar ao palco, cantarolando os últimos versos da Desfolhada, tendo feito referência, nos últimos momentos, à presença do seu professor de canto da maior parte da sua carreira, Luís Madureira.

Como a própria diria, ‘as palavras estão gastas’. Queremos apenas louvar a organização e todos os intervenientes, que tornaram este espetáculo num conjunto de momentos únicos. Sugerimos aos leitores que assistam à transmissão da RTP, que gravou o concerto e o anunciará em data a agendar. Por fim, OBRIGADO SIMONE! OBRIGADO PELOS 58 ANOS DE CARREIRA!

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Fonte: http://www.escortugal.pt